segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

"Filhos" da PMERJ




Tenho estado afastada das minhas postagens não por relaxamento, mas por motivo de doença, mesmo adoentada tem uma coisa que vem me incomodando desde o mês passado que é a história que um Policial Militar postou aqui nesse meu espaço. A história desse combatente me tocou muito e me chamou a atenção para fatos que nenhum de nós está livre de ver ocorrer com nossa família. O que vemos nesse vídeo nada mais é que a trajetória de um inocente acusado de crimes que não cometeu e que teve sua família e vida destruídas, sabe-se Deus por que! Sr. Sérgio, que Deus o proteja e guie seus passos, gostaria muito de poder ajudá-lo efetivamente e espero que, apesar de não poder ajudá-lo de forma mais concreta, esse blog possa ser de alguma valia e que possamos ser pelo menos um grãozinho da areia que irá construir o muro da sua vitória. Pode contar comigo sempre! Segue abaixo trechos do depoimento do Sr. Sérgio Cerqueira Borges, o “Borjão”.

"No BP-Choque, fomos torturados com granadas de efeito moral as vésperas do depoimento no 2º Tribunal do Júri, cujos fragmentos foram apresentados à juíza, que enviou a perícia. Isto consta nos autos, mas nada aconteceu", conta Borjão, hoje sem uma perna e com a saudade de um filho, assassinado em circunstâncias misteriosas, sem que ele nada pudesse fazer." No Natal fui transferido para a Polinter. Protestei aos gritos contra a injustiça. e Me mandaram para o hospital psiquiátrico em Bangu mas, por não ter sido aceito, retornei e em dias fui transferido para Água Santa. Lá também fui espancado e informei no dia seguinte em juízo, estando com diversos ferimentos, mas sequer fiz exame de corpo delito. Transferido para o Frei Caneca, pude ajudar a gravar as fitas com as confissões e em seguida fui transferido para o Comando de Policiamento do Interior. Após a perícia das fitas fui solto. Dei entrevistas me defendendo e tive minha liberdade provisória cassada e me mandaram para o 12ºBPM a fim de me silenciarem. No júri, fui absolvido. Meus pedidos de reintegração à PM nunca foram respondidos"."Tive um filho com 18 anos assassinado por vingança. Sofri vários atentados e um deles, a tiros, me fez perder parcialmente os movimentos da perna esquerda. Sofro de diabete, enfartei aos 38 anos e vivo com um tumor na tireóide. Hoje em dia tento reintegração à PM em ação rescisória, o processo é o número 2005.006.00322 no TJ, com pedido de tutela antecipada para cirurgia no Hospital da PM para extração do tumor. Portanto, vários atentados à dignidade humana foram cometidos. As pessoas responsáveis nunca responderão por diversas prisões de inocentes? Afinal foram 23 inocentes presos por quase quatro anos com similares seqüelas. A injustiça queima a alma e perece a carne!" Borjão hoje conta com ajuda da OAB para lutar por sua reintegração. Mas o desafio é gigantesco. Triste ironia do destino: o policial hoje mora em Vigário, palco da tragédia que o jogou no limbo. Trecho retirado do Blog do jornalista Gustavo de Almeida: A filha dele, no entanto, me contou há alguns dias que não houve tempo suficiente para esperar pela Justiça e pela PM - Borjão teve que operar às pressas o tumor na tireóide no Hospital Municipal de Duque de Caxias. A cirurgia foi bem. Sérgio Cerqueira Borges vai sobreviver mais uma vez. Sobreviver de forma quase tão dura como os parentes de 21 inocentes, estas pessoas que sobrevivem mais uma vez a cada dia, a cada hora. No Rio de Janeiro é assim: as tragédias têm vários lados e a tristeza de quem tem memória dificilmente se dissipa.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

É SEU DIREITO, LUTE POR ELE!!!!!




Andei um pouco descuidada do meu espaço, até tenho explicações para tanto desleixo, mas como diz o velho ditado: explica, mas não justifica. Meu marido achou que eu estava me excedendo um pouco, me metendo em assuntos de “polícia” e procurando sarna para me coçar, além disso, estive um pouco adoentada e, assim que melhorei, minha tendinite atacou e fiquei sem poder digitar. Nesse período de afastamento aconteceram vários fatos que mereceram comentários, mas o que mais me chamou atenção foi o abandono por parte da corporação dos policiais que garantiram judicialmente o direito de deixarem de descontar o fundo de saúde, já que o mesmo foi considerado inconstitucional. Deveriam o governo e a corporação, após a decisão dos magistrados, acabar com o dito desconto para todos os PPMM, sem danos ao atendimento a eles e a seus dependentes, já que reza o Estatuto dos Policiais Militares do estado do Rio de Janeiro em seu Título III que trata DOS DIREITOS E DAS PRERROGATIVAS DOS POLICIAIS MILITARES, o qual transcrevo aqui:
CAPÍTULO I
DOS DIREITOS
Seção I
Enumeração

Art. 48 – São direitos dos policiais militares:
IV – nas condições ou nas limitações impostas na legislação e regulamentação própria:
5 – a assistência médico-hospitalar para si e seus dependentes, assim entendida como o conjunto de atividades relacionadas com a prevenção, conservação ou recuperação da saúde, abrangendo serviços profissionais médicos, farmacêuticos e odontológicos, bem como o fornecimento, a aplicação de meios e os cuidados e demais atos médicos e paramédicos necessários;

Bem, em lugar algum do estatuto ou da legislação encontrei adendo, inciso, alínea, ou seja lá o que for, atrelando o atendimento médico (direito dos PPMM e dependentes) ao pagamento do fundo de saúde, ao contrário, corrijam-me se eu estiver errada, tem-se o entendimento de que tal atendimento é direito do policial e dever da corporação. Lendo com atenção o capítulo dos direitos do estatuto li outro direito que ao que me parece, mais uma vez me corrijam se eu incorrer em erro, não vem sendo respeitado, que é o direito a assistência jurídica, sendo assim o texto:
18 – assistência judiciária quando for praticada a infração penal no exercício da função policial-militar ou em razão dela, conforme estabelecer a regulamentação especial;
Ao que me consta a grande maioria dos PPMM desconta no contracheque algum advogado que recebe aquele dinheiro sem fazer nenhum esforço até que o policial necessite de seus serviços e, no caso de exclusão durante o processo, o policial passa a pagar do próprio bolso independente de quantos anos tenha descontado para o advogado. Enquanto policial militar, sua assistência jurídica, nos casos em que agiu em serviço ou em defesa da sociedade, não deveria ser responsabilidade do estado?

Quer saber? Essas coisas me deixam até confusa, afinal não sou policial militar nem advogada, entendo muito pouco de leis, mas conheço um pouco dos meus direitos e um deles, que deve ser defendido com unhas e dentes por qualquer mãe e esposa é o atendimento de qualidade no Hospital da corporação, para si e para os seus, não abandone os seus direitos, lute por eles, seu marido não pode fazer essas exigências, mas você é civil e pode exigir o atendimento que está previsto no estatuto, não dá pra aceitar ver um filho ter o atendimento negado quando isso é direito dele. Não esqueça que você esposa, mãe, companheira, filha é quem mais pode lutar pelo seu parente, muito depende de nós. Vá atrás e conheça os seus direitos. Só se engana aqueles que ignoram o que têm e o quanto podem!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Cuidado ao clamar por justiça, Deus nos atende!

Nós temos que tomar muito cuidado com os pedidos dirigidos a Deus pois, com certeza, Ele nos ouve e nos atende sempre que pedimos com fé e com razão! Porque estou dizendo isso? Ora bolas, venho há quatro meses ouvindo a mãe do jovem Daniel Duque clamando a plenos pulmões por justiça, doa a quem doer. E a justiça está sendo feita. Não vou falar que está certo um jovem perder a vida estupidamente a troco de nada, deixar a existência terrena pura e simplesmente por ter tentado defender um amigo mas (vejam bem, é uma opinião minha e ninguém é obrigado a partilhá-la), também não posso considerar errado um policial cumprir seu dever legal, como também não acho que houve dolo na morte do rapaz. Eu tenho a mania de me colocar no lugar do outro e, nesse caso me coloquei dos dois lados. Fui uma adolescente, porque não dizer, atípica; morria de medo de velocidade, gostava de estudar e se via uma confusão (mesmo com conhecidos) corria na direção contrária, então acho que tudo poderia ter sido evitado se os amigos do Daniel Duque simplesmente tivessem deixado para lá. Os amigos do Pedro Velasco já estavam indo embora então, deixa ir, acaba com a bobeira e ponto. Eu sou assim! Me coloquei do lado do policial, trabalhando no final de semana, ficha limpa, excelentes serviços prestados à corporação (haja vista ter ganho no seu CD por 4 x 0), vendo um grupo de mais de dez jovens (bêbados ou não) investindo ferozmente contra o alvo de sua proteção. A sra. Daniela Duque que me perdoe, mas ela se colocou no lugar da mãe desse policial caso seu filho tivesse sido espancado até a morte pelos amigos do Daniel? Ou em algum momento ela se pôs no lugar do policial? Entendo o sentimento dela pois também sou mãe, mas como dizem por aí, conheço o meu gado. Falo todos os dias, converso, oriento, brigo, até tranco em casa se for preciso, mas sei que o adolescente tem rompantes e age com o emocional, são passionais ao extremo e, na hora em que um amigo está em apuros, deixam de pensar, esquecem dos riscos e partem para cima, só que numa hora dessas pode acontecer aquilo que todos nós achamos que estamos livres e que só vai acontecer na casa do vizinho, aí amiga, é só chorar! Independente do que tenha acontecido, ela pode achar que houve corporativismo no MP mas pode acreditar que na PMERJ isso não acontece, por muito menos que isso praças são excluídos todos os dias e se a corporação não o excluiu seria muito bom que ela procurasse descobrir o que realmente houve e o que o filho dela fez. Como já disse, tenho filho adolescente e conheço a minha figura muito bem. Ele é lindo, meigo, carinhoso, educado, feliz, cercado de amigos, tem namorada, dentro de casa é muito disciplinado mas também é cabeça quente e muito impulsivo e passional portanto, sei que, caso acontecesse com ele algo nos mesmos moldes do que aconteceu na Baronetti, não poderia afirmar que sua reação seria x, y ou z, não sei nem qual seria a minha reação perante determinadas situações de estresse, imagina a dos outros.
Penso que devemos lutar pelo que achamos certo e que devemos ter muito cuidado ao clamar por justiça, principalmente se não temos plena e absoluta certeza do que aconteceu e de quem está com a razão, pois como disse lá no início, Deus nos ouve e nos atende e, nem sempre, o nosso pedido, ao ser atendido, será satisfatório. Para a mãe do Daniel não está sendo feita justiça, mas aos olhos de muitas outras pessoa essa é a justiça.

Ao policial Parreira: Boa sorte, fé e força, a jornada ainda não acabou mas, se você é justo e honesto, pode acreditar que a mão de Deus irá protegê-lo e dará a você aquilo que for merecido.

Essa vitória é de toda a família policial militar, estávamos torcendo por justiça!

domingo, 28 de setembro de 2008

INJUSTIÇA!!!


Quem de vocês se recorda dos dois policiais flagrados por um repórter cochilando dentro da viatura na Urca? Sei que poucos vão se recordar do fato, salvo os que leram nos jornais de ontem que os dois já estão sendo punidos e correm um sério risco de serem excluídos da Polícia Militar.
Para quem é mero espectador deve estar passando pela cabeça que tem que ser assim mesmo afinal, onde já se viu: policiais dormindo em serviço. Para mim, que assisto esses fatos um pouco mais de perto, que vejo pela ótica de pessoa diretamente ligada às conseqüências das atitudes tomadas pelo meu marido, estou completamente penalizada e, porque não dizer, transtornada com a situação dos dois. Quando a foto foi publicada (foto esta que deve estar enchendo de orgulho o peito do repórter do GLOBO que a publicou), lembrei da época em que meu marido vivia caindo pelos cantos da casa, ele chegava sentava no sofá e fazia um esforço enorme para nos dar um pouco de atenção, depois de dois ou três dias sem vê-lo, eu e os garotos (na época um com 9 e outro com 2 anos) disputávamos seu olhar e seus ouvidos e mesmo com toda a algazarra, creiam-me, ele apagava, e era um sono tão pesado que, mesmo quando eu acomodava suas pernas no sofá e lhe tirava os sapatos, ele não acordava.
Vejo agora esses dois policiais sob risco de exclusão e me ponho no lugar deles: Se eu fosse Policial Militar eu dormiria de propósito, mesmo sabendo que um minuto de sono poderia me custar a vida? Penso nos dias em que depois de dois plantões noturnos seguidos mais os afazeres da casa sento para assistir o jornal ou ajudar meus filhos nas tarefas escolares e percebo que cochilei e “perdi” alguma coisa. Seria bom se todos se pusessem no lugar deles para perceber que, muito provavelmente, depois de uma ou duas noites sem dormir emendando o bico na PMERJ, é humanamente impossível manter-se alerta em uma viatura “baseada” em um local calmo, o corpo não agüenta, mesmo que a mente queira o contrário. E antes que alguém venha com a lengalenga de que como policiais eles não poderiam estar fazendo “bico”, vá tentar viver dignamente com o salário do policial. Antes ainda de tudo mais e de ouvir a célebre frase: “Não está satisfeito vá embora”, digo a vocês que se todos os insatisfeitos com as condições de trabalho e salário fossem embora, com certeza, os hospitais estaduais seriam grandes navios fantasma. Então temos que pensar em defender aqueles que, mesmo exaustos, ganhando o pior salário do país e sendo odiados por mais da metade da sociedade, estão lá todos os dias para nos defender, mesmo com o sacrifício da própria vida.

Agora ao senhor repórter:

Meus parabéns! O senhor pode ser o responsável por dois pais de família, não bandidos, mas pais de família, perderem seus empregos e ficarem sem perspectivas de conseguir alguma colocação pelo menos por algum tempo pois, como todos nós sabemos, quem leva o rótulo de ex-PM não consegue arrumar mais nada. Parabéns senhor repórter, que para alavancar ainda mais sua carreira pisou, sem dó nem piedade homens de bem que estavam em seu caminho!

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Obrigada a todos que me fizeram feliz!




Há algum tempo venho percebendo mudanças no meu amor! Ele tem estado mais alegre, risonho, brincalhão e carinhoso. Os meninos perceberam que o pai parece até outra pessoa, mas eu sei que não é outro, é o meu amor que voltou! Hoje, quando ele chegou do serviço, eu perguntei o que anda acontecendo com ele, qual o motivo de tanta felicidade (afinal, como toda mulher, sou bicho desconfiado por natureza), e sua resposta me surpreendeu. Meu marido disse que ele simplesmente está feliz! Está trabalhando em um lugar ótimo, onde se sente útil e respeitado, um lugar onde ele sente que pode confiar nos que estão a sua volta. Fiquei muito surpresa com a resposta, já que depois de tantos problemas e de muito medo, é gente medo, ele me diz que podemos voltar a sorrir sem susto! Pôxa, a última vez que o vi assim foi quando ele estava no BPVE, lugar que ele chamava de "minha casa" e onde fez muitos amigos. Senti um alívio enorme, uma paz infinita, afinal o meu Rico voltou! Depois de tanto tempo escondido, mudo, assustado, ele está de volta, e com a corda toda! Graças a Deus, e a seu novo batalhão! Não vou dizer qual é para que os poucos, porém reais, inimigos não apareçam para estragar nossa felicidade. Minha casa é hoje um pedacinho do céu! Vivemos em beijos e abraços, os garotos respiram essa alegria e ela se reflete entre seus amigos. Tenho muito a agradecer àqueles que nos mostraram o ódio, a revolta, a maldade e a injustiça e muito mais aos que nos mostraram que não devemos, nunca, generalizar. Há quatro anos atrás, por motivo de um surto provocado por bebida (coisa que hoje meu marido não faz mais) pedi socorro no batalhão da área e o grupamento de "policiais" que acorreram a minha residência, ao invés de ajudar acabaram por nos criar um grande problema. Meu marido foi autuado e preso, gastamos o que tínhamos e o que não tínhamos com advogados e o resto é uma longa história. Os que nos conhecem sabem o que passamos nessa época. Fiquei com muito medo da polícia depois disso e não posso negar que passei a generalizar e achar que eram todos iguais. Implorei ao meu marido que largasse a polícia, o que ele antes chamava de "minha casa", passou a ser o meu inferno. Nesses anos venho vendo como cada batalhão é diferente, como um difere do outro. No BPVE era só alegria, depois vieram nuvens muito negras e agora o sol voltou a brilhar. Vi que não posso generalizar, os "policiais" são diferentes, as "casas" são diferentes, os "pais" são diferentes e agora só tenho a agradecer! Muito obrigada a todos vocês que hoje fazem meu amor sorrir e voltar a ser o Rico que conheci um dia. VALEU!

quarta-feira, 3 de setembro de 2008



"Ao buscar seu bebê de um ano para passar o réveillon, ontem, a bancária Erica Almeida Marques, de 33 anos, foi morta com 11 tiros que teriam sido disparados por seu ex-marido, o major da Polícia Militar Breno Perroni Eleutério, em Niterói. Separada há um ano, ela já teria sido ameaçada de morte por Breno, com quem a criança vivia, segundo parentes da vítima.De acordo com a família de Erica, Breno já a teria agredido quando os dois ainda eram casados. Depois da separação, segundo os parentes, ele teria chegado a forçá-la a ceder a guarda do filho.- Ele fazia terror psicológico com a minha filha, dizendo que se ela o largasse ele mataria a família toda. E ele matou a minha caçulinha, com 11 tiros. É muito duro para um pai - disse José Luiz Marques, pai de Erica. O caso foi registrado na 78ª DP (Fonseca).
Érica foi morta na porta de sua casa, no Barreto -, a polícia encontrou o major Breno dentro do imóvel. Ele não resistiu à prisão. Lá, ainda foram localizadas 56 peças de munição de pistola calibre 380.O major prestou depoimento, ontem à tarde, na 78ª DP. Ele foi indiciado por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e não permitir a defesa da vítima. Ele foi levado para o Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica. [Nucleo da reportagem retirado do jornal EXTRA.]"
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Sei que muitos de nós esquecemos da notícia acima, sei também que para muitas pessoas é só mais um crime motivado por ciúmes praticado por um ex-marido possessivo e descontrolado, mas a realidade é outra, e muito outra. É o caso de um Oficial da PMERJ que assassinou a sangue frio a mãe de seu filho. É a história de um membro de uma respeitada corporação que friamente e de caso pensado disparou sua arma não uma, mas onze vezes contra alguém que não teve a menor chance de defesa, um homem que dentro de seu egoísmo e irracionalidade não pensou duas vezes antes de deixar seu próprio filho órfão na idade em que a criança mais precisa da presença, carinho, atenção e orientação daquela que o pôs no mundo.
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Desde o início da semana venho buscando um tempo para falar sobre o assunto, pois tomei conhecimento que hoje teria uma audiência na qual o Meritíssimo Juiz decidirá se o Major PM Breno Perroni Eleutério iria ou não a júri popular. Pela mesma fonte soube também que o referido major apelou para um laudo de insanidade para tentar justificar a monstruosidade que cometeu. A fonte é ninguém menos que a irmã da vítima, uma lutadora como muitas de nós, chamada Cláudia que vem tirando forças do seu íntimo para não deixar morrer a memória da irmã Érica, para não deixar que caia no esquecimento a barbárie cometida, para não permitir que o corporativismo permita que esse homem escape impune. Não tenho certeza se o Sr. Breno permanece nas fileiras da corporação mas, por tratar-se de um oficial superior, creio que ainda está no BEP sendo tratado como major que é. Tenho fé em Deus e sei que Ele iluminará a mente dos homens que comandam essa nobre corporação e que eles não permitirão que alguém com essa índole permaneça nas fileiras da mesma, manchando e escurecendo o já tão magoado nome da PMERJ.
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Ao senhor Governador pergunto: Se policiais que erram no cumprimento do dever são débeis mentais que devem ser expulsos sumariamente das fileiras da corporação, qual a qualificação que devemos dar a esse senhor? Ele deve continuar Major? Débil mental com certeza ele não é, apesar do seu laudo de insanidade. Com homens assim no comando, realmente, não é de se espantar que erros ocorram nas fileiras da corporação, mas o pior não são os erros, é a forma como os responsáveis escapam deles e deixam suas culpas caírem sobre os subordinados e as vítimas!
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Cláudia, tenha fé! Siga a sua luta! Do lado de cá estarei rezando pela condenação desse homem, tanto na justiça comum quanto na militar. Um covarde dessa natureza não merece envergar o uniforme da PMERJ, nem muito menos comandar homens como meu marido e tantos outros que honram a PMERJ e seus uniformes!

sábado, 23 de agosto de 2008

A honra dos mortos

Os que me conhecem sabem que sou uma pessoa sem papas na língua, sem meias palavras e com um nível de sinceridade que beira a grosseria. Hoje eu não iria escrever pois cheguei de plantão pela manhã e emendei no serviço da casa e nos meus bordados, mas à cinco minutos atrás assisti no jornal da Record a mãe do policial que foi assassinado no morro do Chapadão dizer que o filho não foi enterrado com sua farda e que não recebeu o ato de serviço, ora bolas, se morrer trabalhando não é ato de serviço então eu sou uma rematada idiota que não sabe o que é ato de serviço. Chutar cachorro morto é mole, denegrir a imagem do policial depois que ele se foi e largar a família na miséria é a pior das covardias que alguém pode cometer. Se esses policiais estavam em um DPO ou PPC (seja lá o que for), dentro de uma favela, só os dois, expostos, cercados por mais de cem traficantes armados até os dentes, garanto que não era por vontade própria e tenho certeza que a recusa em assumir tal posto seria severamente punida. Me parece que a frase "punam-se exemplarmente os culpados" está tendo um significado um pouco mais extenso do que deveria, do tipo: "puna-se o cara de qualquer jeito, se ele morrer, puna a família". Deixar de receber o ato de serviço quando de serviço é a maior das contradições que já ouvi. A cada dia que passa mais sinto que a PMERJ pouco se importa com os seus homens e menos ainda com as famílias desses homens. Vocês sabiam que sem o ato de serviço a família deixa de receber o seguro? Não que numa hora como essa alguém vá pensar em dinheiro, mas daqui a algum tempo, quando o cinto começar a apertar e as necessidades começarem a aparecer, caso ela não tenha uma família que possa ajudar, será mais uma viúva que, junto com seus filhos, estará na porta do batalhão aguardando a ajuda dos reais amigos de seu marido. Acho que a subserviência excessiva que esse governo vem submetendo os que comandam a Polícia Militar é degradante, fiquei indignada ao ver no rosto do comandante do 9º BPM, Cel Batalha, na entrevista dada sobre a averiguação a que está sendo submetido o PM morto, que nem ele podia crer no que estava acontecendo, no que o Secretário de Segurança está fazendo com essa família. O nome que dou a esse tipo de atitude é "sacanagem", meu marido que me perdoe, ele detesta que eu use esses termos, diz que sou muito inteligente para deixar-me macular por termos chulos, mas só termos chulos descrevem atitudes chulas. Que me perdoem àqueles que tanto se orgulham e se cobrem de honras ao pensar que ao morrer terão honras militares e salvas de tiros, sempre falei para o meu marido que homenagens são realmente muito belas quando feitas com sinceridade e pureza d'alma, sem essas qualidades as homenagens não passam de fachadas hipócritas, usadas por homens egocêntricos para iludir o populacho crédulo e esse tipo de mentira e adulação eu dispenso. Não gosto de pensar que meu marido possa partir antes de realizarmos nossos sonhos, sonhos que estamos guardando para depois de nossas aposentadorias, mas se for a vontade de Deus que ele se vá antes disso e envergando o uniforme de policial militar do qual ele tanto se orgulha, desejo que os urubus que não o honraram em vida mantenham-se longe de sua despedida pois, com certeza, eu, com a minha falta de papas na língua, sem meias palavras e com minha sinceridade sutil como uma manada de elefantes, os porei à todos de porta afora, principalmente se depois de morto em cumprimento do dever, uns e outros resolvam vilipendiar sobre seu cadáver ou manchar sua honra por ter cumprido as ordens que lhe foram designadas.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Convocação

"QUEM SABE FAZ A HORA"
(SARGENTO DA PMERJ)
INDEPENDENTE DO RUMO QUE A VIDA VAI LEVAR, O FIM DA ESTRADA É CERTO. MAIS CEDO OU MAIS TARDE ELE CHEGA. CHEGA PARA RICOS E POBRES, BRANCOS E NEGROS, SÁBIOS E INDOUTOS. OS MAIS PRIVILEGIADOS, RECEBEM A OPORTUNIDADE DE UMA AVALIAÇÃO DO QUE FOI O SEU PERCURSO NESTA TERRA, ANTES QUE SE VÁ PARA A SUA MORADA ETERNA. BEM SABEMOS, QUE ESSA OPORTUNIDADE, NÃO COSTUMA CONTEMPLAR OS INTEGRANTES DA PMERJ, AO CONTRÁRIO, NA MAIORIA DAS VEZES A CAMINHADA É BRUSCAMENTE INTERROMPIDA, SEM QUE HAJA TEMPO AO MENOS DE DIZER "EU TE AMO FILHO", "EU TE AMO MEU AMOR", "O PAPAI TE AMA MINHA FILHA", E COISAS DESSA NATUREZA. OS MAIS "SORTUDOS", TÊM A DIFÍCIL MISSÃO DE REVISAR OS PASSOS DADOS NESSA TERRA. E É EXATAMENTE NESSE MOMENTO, QUE MUITOS SE SURPREENDEM, AO PERCEBEREM QUE DEIXARAM PASSAR TANTAS OPORTUNIDADES. SE SURPREENDEM AO NOTAR QUE PODIAM TER FEITO TUDO DIFERENTE. INFELIZMENTE QUANDO CHEGAM A ESSA CONCLUSÃO, JÁ É TARDE DEMAIS. PARAFRASEANDO OS TITÃS, RESTA APENAS UM "EPITÁFIO" COM A CONCLUSÃO DE TODA UMA VIDA: "Devia ter amado, maisTer chorado mais,Ter visto o sol nascer.DEVIA TER ARRISCADO MAIS, Até errado mais,Ter feito o que eu queria fazer..." INFELIZMENTE A CONCLUSÃO NÃO FICA SÓ NISSO, ELA SEGUE: "Devia ter complicado menos,TRABALHADO MENOS..." E SEGUE: "Devia ter complicado menos,Trabalhado menos,Ter visto o sol se pôr." É MUITO TRISTE PERCEBER QUE ESSAS CONCLUSÕES CHEGAM TARDE DEMAIS. NA MAIORIA DAS VEZES O QUE IMPEDE A AÇÃO NECESSÁRIA, É A CORAGEM DE ARRISCAR, DE VIVER, DE PAGAR PRA VER, DE COMPREENDER QUE A VIDA SÓ ACONTECE UMA VEZ. DITO ISSO, MAIS UMA VEZ COMUNICO AOS COMPANHEIROS QUE ESTAREI NO DIA 13/08/2008 JUNTAMENTE COM A MINHA FAMÍLIA, MARCHANDO POR AQUILO QUE ACREDITO. NÃO FAÇO ISSO APENAS POR MIM, MAS TAMBÉM, PELA FAMÍLIA DE TODOS OS COMPANHEIROS QUE TOMBARAM EM COMBATE, ACREDITANDO QUE TUDO PODERIA SER DIFERENTE. NÃO ME IMPORTA SE LÁ ESTARÁ A PM2 OU QUEM QUER QUE SEJA PARA ESPIONAR. TAMBÉM NÃO ME IMPORTO SE ESTÃO TENTANDO DESCOBRIR QUEM EU SOU. O QUE EU SEI É QUE ESTOU VIVO E ENQUANTO TENHO ESSE "DOM" DE DEUS, DEVO USÁ=-LO DA MELHOR FORMA POSSÍVEL. OS QUE JÁ "PARTIRAM" NADA PODEM FAZER, MAS OS QUE AQUI ESTÃO, PODEM. E MAIS DO QUE ISSO, DEVEM. DEVEM FAZER POR SÍ E PELAS FAMÍLIAS DOS COMPANHEIROS QUE SE FORAM, QUE PRECISAM VIVER COM UMA PENSÃO MISERÁVEL. PRA AGIR É PRECISO ESTAR VIVO E ACREDITAR, AFINAL ESTÁ ESCRITO: "Porque, assim como o corpo sem o espírito está morto, assim também a fé sem obras é morta". Tg 2:26 . CHEGOU A HORA DE SOMARMOS FORÇA. NÃO ME IMPORTA SE VOCÊ É UM OFICIAL OU PRAÇA, O QUE ME IMPORTA É SABER O QUANTO VOCÊ ACREDITA NA VITÓRIA. NÃO TOMO PARTIDO DE GRUPOS, POIS ACREDITO EM VALORES QUE ULTRAPASSAM A CADEIA HIERÁRQUICA E OS DEGRAUS DE STATUS DESSA SOCIEDADE HIPÓCRITA. UM MENDIGO É CAPAZ DE DEVOLVER UMA BOLSA CHEIA DE DINHEIRO, MESMO ESTANDO ESTANDO COM UM NÓ NO ESTÔMAGO, DE TANTA FOME. E UM "CORONEL" É CAPAZ DE ACEITAR UM AUMENTO DE 223% NO SALÁRIO, MESMO SABENDO QUE A TROPA QUE COMANDA E QUE DÁ A PRÓPRIA VIDA PARA SUSTENTÁ-LO NO CARGO, ESTÁ DEFINHANDO POR FALTA DE RECURSOS. LOGO, É QUESTÃO DE VALORES INTRÍNSECOS NO SER HUMANO, QUE NÃO RESPONDE PELO CARGO QUE OCUPA, MAS PELA HONRADEZ QUE SUSTENTA. E ISSO, ELES(OS CORONÉIS) NÃO TÊM. É POR ESSA E OUTRAS, QUE EU LHES DIGO: "QUEM SABE FAZ A HORA, NÃO ESPERA ACONTECER" E A HORA É ESSA. MARCHEMOS TODOS UNIDOS, MOSTRANDO O QUANTO SOMOS DIFERENTES DESSA "CORJA" QUE NOS COMANDA, QUE NOS CAUSA NOJO, E A QUEM A TROPA NUNCA APRENDEU E NUNCA APRENDERÁ A RESPEITAR. HOMENS SEM VALOR, QUE ENTRAM PELA PORTA DOS FUNDOS E AGEM NA CALADA DA NOITE, DA MESMA FORMA COMO AGEM OS BANDIDOS. É AGORA OU NUNCA. OU VOCÊ ESTÁ JUNTO, OU ENTÃO NUNCA FEZ PARTE DA TROPA. DEIXEI PRA ESCREVER ESTE COMENTÁRIO NA VÉSPERA DA PASSEATA SÓ PRA TE FAZER REFLETIR UM POUCO MAIS. COMPANHEIRO VOCÊ NÃO É UM DÉBIL MENTAL. VOCÊ NÃO É UM MARGINAL. SAIA DA TOCA E CAMINHE DE CABEÇA ERGUIDA, SE PERMITINDO CONSTRUIR ALGO QUE VAI VALER A PENA RECORDAR LÁ NO FINALZINHO DA "CORRIDA DA VIDA". "QUEM SABE FAZ A HORA, NÃO ESPERA ACONTECER". UM ABRAÇO A TODOS."

Amanhã 10:00h no Largo do Machado. Vamos mostrar ao governador que temos honra e que não aceitamos esmolas!

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domingo, 10 de agosto de 2008

Pai, eu te amo!

Gostaria de prestar uma homenagem alegre e risonha aos pais, mas não consigo sorrir. Meu pai faleceu há cinco anos e a saudade dói muito. Junto com a minha dor sofro a dor dos órfãos que a PMERJ vem deixando ao longo desses anos, sofro com o sentimento de que minha família não está imune a essa dor.
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Lembro do rostinho do filho do cabo assassinado na Lagoa, ouço os gritos de um menino que há uns dois anos atrás seguia o caixão de seu pai policial e pedia que ele voltasse, meninos da idade do meu filho.
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Sinto a dor do pai do menino João Roberto e a dor do pai de um outro João, o João Hélio.
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Me dói na alma a dor dos filhos dos policiais que hoje estão presos ou detidos, quer seja por erros reais (seus ou de seus superiores), por arbitrariedades ou perseguições.
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Penso em quantos filhos hoje estão distante de seus pais por pirraças ou brigas bobas que ninguém lembra ao certo o motivo, enquanto tantos estão afastados pela dor da perda irremediável que é a morte.
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Você que agora passou por aqui e teve o interesse de ler essas linhas, saia agora! Corra para o colo de seu pai, lhe dê um abraço bem quente e apertado e diga o quanto o ama e quanto ele é importante na sua vida, não deixe para amanhã, não faça como eu que até hoje me arrependo de não ter dito ao meu pai o quanto eu o amava.
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A todos os pais deixo aqui o meu abraço! Feliz dia dos Pais!
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Ao meu marido, pai dos meus filhos e ao melhor pai do mundo que hoje está no céu, dedico o meu mais sincero amor.

Feliz dia dos pais!
Eu amo vocês!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008


Ando cansada e descrente, por que não dizer revoltada com a atual situação no nosso Estado. Enquanto nós estamos por aqui sofrendo, passando dificuldades, pensando em como será para pagar as dívidas no final de mais um mês nosso (Des)Governador está na China se empenhando ao máximo, junto com o Presidente Lula, para que o Rio de Janeiro seja a sede das Olimpíadas de 2016. Santo Deus!!! Onde esses homens estão com a cabeça, ou seria, o quê tem na cabeça desses homens? Titica? O estado está num caos total, a violência assola o estado e avança à galope sobre nossas cabeças; a Polícia Militar está chegando ao ponto de figurar no Guinness como a Polícia mais mal paga do mundo, os traficantes decidem quem entra nas "suas" favelas para fazer campanha; um hospital estadual (o Getúlio Vargas) é atingido por tiros e um médico fica ferido; balas "achadas" (É, porque depois que atinge alguém ela deixa de ser perdida) já viraram notícia tão velha que nem se divulga mais (há não ser que mate alguém), turista na Lapa está parecendo Gnu na Savana Africana (deu mole 0 leão papa), e os caras estão querendo trazer milhares de atletas para esse caldeirão fervente sem antes pensar em como resolver a baderna que eles alimentam dia-à-dia com seus desmandos. Para o trem que eu vou descer!!!!!!!!! Estamos cheios de pedófilos desfilando nas nossas ruas e não temos leis severas contra a pedofilia, Nossos marginais continuam saindo sem cumprir suas penas completas apenas por serem bonzinhos lá dentro, traficantes recebem indultos para visitar as famílias e não voltam ao sistema carcerário, políticos continuam votando leis que impedem a ação da lei (essa coisa de proibir os grampos telefônicos e as algemas nada mais é que a velha história "hoje é com ele, amanhã pode ser comigo"), e o presidente está se empenhando ao máximo pela candidatura do RJ? Fala sério Lula!!! Eu, como brasileira não alienada, preferiria um milhão de vezes que os senhores estivessem por aqui tentando resolver a crise da segurança pública do RJ, tentando implantar uma emenda constitucional que fizesse com que o ECA (Estatuto da criança e do Adolescente) protegesse crianças e adolescentes e não marginais homicidas sem chance de recuperação, A D O R A R I A que o governador ficasse aqui para fazer a experiência de viver por seis meses com o salário do praça da PMERJ e, no fim do período, chegasse a conclusão que um aumento para os policiais é muito mais do que merecido. Ainda por cima tenho que conviver com o fantasma de um novo governo Municipal. Logo eu, que como funcionária pública municipal estava acostumada a ser respeitada e bem tratada estou tendo que me acostumar com a idéia de ter empurrado pela minha goela abaixo o candidato do Sérgio Cabral, o senhor Eduardo Paes, que se for eleito, será mais um monstro do PMDB de plantão para destruir nosso lar. Pois é... Eu gostaria de tantas coisas... tipo assim: Papai Noel existe! O coelhinho da Páscoa nunca deixa de vir! O Peter Pan veio me buscar, eu voltei a ser criança e me mandei pra Terra do Nunca, aí eu abro os olhos e vejo que a Terra do Nunca é aqui: A Terra do Nunca teremos políticos sério que se preocupam com o bem estar do Povão! Quer saber?! Vou voltar a dormir, sonhar é muito melhor, afinal, nos meus sonhos, somos todos felizes, ganhamos bem e não precisamos nos preocupar em trancar as grades antes de deitar!

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Escutem esse homem, pelo amor de Deus!

Acho que o discurso dispensa comentários. Com este homem podemos contar.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Qual policial sai de casa com intenção de matar uma criança de três anos?




MP oferece denúncia contra PMs que mataram menino na Tijuca
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Para promotor, policiais cometeram homicídio doloso
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Os dois PMs que mataram o menino João Roberto Amorim Soares, de 3 anos, na Tijuca, no início do mês, foram denunciados ontem pelo Ministério Público. O cabo William de Paula e o soldado Elias Gonçalves da Costa Neto, que já estão presos temporariamente, tiveram a prisão solicitada ao 2º Tribunal do Júri. Eles são acusados de homicídio doloso duplamente qualificado e tentativa de homicídio contra a mãe e o irmão de João Roberto, que também estavam no carro da família, atingido por 17 tiros.

Na denúncia do MP, o promotor Paulo Rangel diz que as mortes de Alessandra Amorim e do filho Vinícius só não aconteceram apenas por "erro de pontaria".

"A execução de dois crimes de homicídios(>>>) não se consumou por circunstâncias alheias à vontade dos acusados, quais sejam: erro de pontaria, pois a vítima Alessandra se protegeu e protegeu Vinícius se abaixando dentro do carro", afirma Rangel na denúncia.

Os crimes são classificados como "covardes e cruéis". A mãe de João Roberto só conseguiu jogar uma bolsa de criança para fora do carro para indicar que havia inocentes dentro do veículo. As imagens gravadas por uma câmera na Rua General Espírito Santo Cardoso forma fundamentais para o esclarecimento do crime.
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Que o erro aconteceu é incontestável, que os policiais agiram no calor do momento e que essa ação resultou na morte de um inocente também é incontestável, mas daí o excelentíssimo sr. promotor Paulo Rangel afirmar que houve dolo... Será que o sr promotor também não está agindo no calor do momento, se deixando levar pela emoção? Quantos dos nossos policiais saem de casa com a intenção de matar uma inocente criança de três anos? É claro que o clamor público conta muito numa hora como essa, mas um promotor deveria ter isenção e falta de preocupação com a opinião do povo. Me solidarizo com a família do pequeno João Roberto e me penalizo com a situação da família dos policiais, que estavam nas ruas TRABALHANDO, numa situação precária, sem treinamento adequado (aquele treinamento que apareceu na TV é só pra inglês ver), com medo e impulsionados pelo governo à apreender fuzis para melhorar o salário (cada fuzil apreendido vale R$2000,00, se você ganha esse salário de fome não iria querer os fuzis?). A troca de tiros não aconteceu ali na frente das câmeras. Mas e antes? Não houve nada? Eu realmente terei que acreditar que esses policiais, pais de família, tiveram intenção de matar essa criança de 3 aninhos e que realmente tentaram matar a mãe dele e seu irmãozinho de meses? Quando um médico erra, todo mundo abafa, faz de conta que nada aconteceu, afinal se o paciente morreu foi uma fatalidade! O erro desses policiais foi uma fatalidade, tenho certeza que os dois estão realmente arrasados com tudo o que aconteceu, foi uma fatalidade que só ocorre com quem TRABALHA, se eles tivessem atirado e matado os marginais que vem trazendo terror às ruas da Tijuca, hoje, seriam heróis e não vilões. Que me desculpem aqueles que acham que policiais são monstros sem coração ou robôs sem sentimentos mas eles são homens e mulheres que sentem, choram, tem medos, culpas e que erram, não deveriam, mas erram como qualquer ser humano normal. Não julgarei nem atirarei pedras nesses homens que já foram condenados pela nossa sociedade sempre tão correta, honesta, digna e que nunca errou, só estou aqui para dizer a todos os outros que estão nas ruas trabalhando que começo, realmente, a acreditar na frase que estamos lendo na net com frequência cada vez maior: "QUEM NÃO TRABALHA NÃO ERRA E QUEM NÃO ERRA NÃO É PUNIDO"

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Nós é que temos que perguntar: Que cidade é essa Governador?



Bandidos disparam 18 tiros de fuzil e pistola em carro da PM e matam 2
Rio - O sargento Joel de Almeida Gomes, 40 anos, e o cabo Francisco Silva Pereira Júnior, 34, do 23º BPM (Leblon), foram executados a tiros de pistola e fuzil, às 5h30 de ontem, dentro da patrulha 54-3322, parada em frente ao número 197 da Rua Fonte da Saudade, esquina com a Rua Sacopã, na Lagoa. O crime foi cometido por dois bandidos que saltaram de um Honda New Civic e acertaram 18 disparos no Gol da PM.
O assassinato revoltou os colegas de farda — muitos choraram e se abraçaram diante dos corpos — e moradores, que depositaram flores no local. Um fuzil e duas pistolas calibre 40 foram roubados. Os criminosos deixaram para trás uma pistola e um fuzil.
O comandante do 23º BPM, tenente-coronel Carlos Eduardo Millan, contou que, a pedidos de moradores por causa dos assaltos na área, a patrulha ficava baseada naquele ponto, 24 horas por dia, há três meses.
O barulho de rajadas acordou a vizinhança. Os PMs foram executados sentados, com os bancos inclinados para trás. “Mas isso não quer dizer que estavam dormindo. Podiam estar recostados, mas acordados. Eles seriam substituídos no plantão às 6h”, disse a delegada Bárbara Lomba, da 15ª DP (Gávea).
UM PAI HERÓI
Em meio ao silêncio do comandante-geral da PM, coronel Gilson Pitta Lopes, e o constrangimento do comandante do 23º BPM (Leblon), tenente-coronel Carlos Millan, o choro angustiante de Jonny Sales de Pereira, 8 anos, filho caçula do cabo Francisco Alves Pereira Junior.
Sentado em frente à cova 2.573, com os olhos marejados, Jonny era o retrato triste do menino que se despedia pela última vez do pai-herói, de quem ele sonhava seguir a profissão e com quem brincava vestido de policial do Bope. Mesmo ainda muito novo para compreender os ritos da cerimônia fúnebre, ele agarrou e não mais desgrudou da bandeira do Brasil que cobriu o caixão do pai e foi entregue pelo comandante Pitta.
FAMÍLIA CHORA
Foi pela televisão que o vigilante Jorge Almeida, 41 anos, ficou sabendo da morte de seu irmão, o sargento PM Joel de Almeida Gomes, mais de cinco horas depois do atentado na Lagoa. “Levei um susto e corri atrás para saber se era verdade”, disse ele. O PM não costumava comentar em casa os episódios de violência que enfrentava na rua, principalmente para preservar as duas filhas, de 12 e 17 anos, que já haviam perdido a mãe.

Mais execuções no subúrbio
Rio - Do outro lado da cidade, quatro PMs reformados foram mortos desde segunda-feira. O último caso ocorreu ontem, às 19h, no Engenho da Rainha. A vítima foi o sargento da PM de Rondônia (RO), Vanilson Donadio Maia, 48 anos, morto em tentativa de assalto na Avenida Pastor Martin Luther King Júnior. Ele passava com a sua moto NX 350 Honda KMP-4391, quando foi ferido por pelo menos três tiros dados pelas costas ao tentar fugir dos bandidos que estavam a pé.
Carioca, ele voltou a morar no estado depois que foi reformado. Morador de Maricá, Vanilson era motorista e voltava do trabalho. Um amigo, que não quis se identificar, disse que o PM se ofereceu para fazer um favor para ele porque acreditava que a moto em que estava não atrairia bandidos por ser mais velha que a do amigo.
Outro crime, na manhã de segunda-feira, o PM reformado Antônio José de Souza Neves foi executado a tiros numa tentativa de assalto à sua farmácia, em um dos acessos à Cidade Alta, em Cordovil. Perto dali, na entrada da Favela do Pica-Pau, foram encontrados os corpos de Ernani Silva e Josmar Cardoso, ambos de 62 anos, dentro de um Polo prata. Os casos estão sendo investigados por policiais da 38ª DP (Brás de Pina).
A principal linha de investigação considera a suposta reação do PM à tentativa de assalto a um carregamento de medicamentos que estava chegando para abastecer a Farmácia Mano Velho, da qual era proprietário, na Rua Fundão. Segundo testemunhas, por volta das 9h, um homem se aproximou do carro que abasteceria o estabelecimento e, com uma pistola, rendeu os funcionários. Neves teria tentado argumentar e acabou baleado. O bandido fugiu em uma Honda Bizz.
O caso dos dois PMs encontrados mortos no Polo prata placa LCO-5827, ano 98, carro continua obscuro. Moradores de Caxias, os PMs saíram de casa por volta das 14h de terça-feira para ir ao Quartel-General da PM, no Centro. Segundo depoimentos de parentes, eles queriam se inscrever no programa de recrutamento de reformados que a corporação está fazendo. Os corpos estavam no banco traseiro, onde também há marcas de bala. Cartões de banco e documentos estavam dentro do veículo, abandonado às 23h30 na Rua Schultz Wenk, na entrada da Favela do Pica-Pau. Um revólver 38 e uma pistola Taurus calibre 380 foram levados.Josmar chegou a trabalhar como segurança em uma empresa particular de coleta de lixo de Duque de Caxias. Já Ernani, segundo a família, fez segurança para caminhões de combustível recentemente.
Ataque a PMs no Rio Comprido
Policiais do 6º BPM (Tijuca) foram atacados a tiros, na tarde de ontem, por bandidos, no Rio Comprido, Zona Norte. Os dois soldados estavam em patrulhamento na viatura prefixo 54-3255, próximo ao número 455 da Rua Barão de Itapagipe, quando uma motocicleta amarela, de placa não anotada, com dois homens que dispararam vários tiros em direção aos PMs, que se abrigaram e conseguiram escapar. Os bandidos fugiram em direção ao Morro do Turano, que fica nas proximidades do local onde foram feitos os disparos. Um dos tiros atingiu o pára-brisa traseiro do carro da polícia. O caso foi registrado como tentativa de homicídio na 18ª DP (Praça da Bandeira).
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Abaixo TRANSCREVO nota do blog dos Amigos do Sérgio Cabral:

"O Governador Sérgio Cabral estuda conceder aos Policiais Militares e Bombeiros um reajuste salarial de 20%, a partir de setembro, parcelado em 4 vezes de 5%. Não é o ideal, mas irá amenizar a questão dos salários dos PMs, resultado das péssimas administrações dos governos passados."
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Esta Sr. Governador é a cidade do Rio de Janeiro, vulgo Cidade Maravilhosa, esta sr. Governador é a capital do Estado que o sr. vem governando com "maestria", esta é a cidade na qual o sr. é o primeiro a desrespeitar, desvalorizar, humilhar e diminuir seus policiais quando os xinga de débeis mentais e se recusa a enxergar que qualquer "treinamento" que possam vir a ter passa pelo seu crivo! Esta Sr. Sérgio Cabral é a cidade onde não se respeita o policial nem dentro de sua própria casa, casa esta onde o policial come uma comida de quinta, em um rancho de sexta e qualquer reclamação termina em uma cadeia de nona! Esta sr. governador é a cidade onde o policial é colocado estacionado em um ponto visível para que nós, pobres e crédulos cidadãos, acreditemos que estamos seguros, quando nem eles mesmos estão. É senhor Governador, esta é a cidade que o sr. quer policiar com pistolas de onze tiros enquanto os bandidos matam nossos maridos, filhos e pais com dezenas de tiros, portando fuzis com capacidade para 98 tiros de calibre 7.62 curto em um único carregador, que meu marido chama de "lata de goiabada". Esta é a cidade que o sr quer manter segura pagando um salário de fome, e ainda temos que aturar seus "amiguinhos" arrotando aos quatro ventos que um aumento de 20% em 4x de 5% irá minimizar a situação caótica em que se encontra o policial. Estudos de impacto na folha de pagamento estado à parte esse "aumento" deve dar aproximadamente R$42,50 por mês no contra cheque do policial, o que vai mudar sua vida, já que isso transformado em necessidade básica vai dar no primeiro mês para mais 5,3kg de alcatra em dia de promoção, ou mais sete latas de leite (os bebês agradecem, pois se não tomarem leite ninho dá para mais um pouco, quem sabe para todo o mês?), com isso o policial vai poder largar o bico, descansar antes de pegar no serviço e em consequência estar mais atento para não morrer; poderá passar mais tempo com a família e lhes dar mais algum tempo de lazer, quem sabe até lazer de qualidade como um bom teatro. É governador, realmente a vida de nossos policiais, as lágrimas de nossas famílias e a segurança do povo carioca vale todo esse "dinheirão": R$42,50 ao mês vai mudar nossas vidas e enxugar as lágrimas de mais cinco órfãos do estado!

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Devagar se vai ao longe.....



"VÁRIAS FORMAS DE FALAR"(SARGENTO DA PMERJ)VIVEMOS ATUALMENTE O AUGE DE UM MOVIMENTO QUE SURGIU PARA INTEGRAR AS NAÇÕES E MINIMIZAR O ABISMO QUE SEPARA RICOS E POBRES. ESTOU FALANDO DA GLOBALIZAÇÃO, QUE TEM COMO PILAR DE SUSTENTAÇÃO A COMUNICAÇÃO. NO CENÁRIO ATUAL, PREVALECE QUEM MELHOR SE COMUNICA. E SE COMUNICA MELHOR, QUEM SABE FALAR COM PALAVRAS SIMPLES E OBJETIVAS, QUE PODEM SER ENTENDIDAS PELO SÁBIO E PELO INDOUTO. RESUMINDO, A INTELIGÊNCIA ESTÁ SOBREPUJANDO À FORÇA. EM RAZÃO DISSO, A SORTE ESTÁ LANÇADA. VENCE QUEM SABE DÁ O RECADO DE FORMA QUE OS OUVINTES SAIBAM ENTENDER. OU SEJA, DEPENDE DA FORMA DE FALAR E DE AGIR. EIS O QUE ESTÁ FALTANDO A NÓS POLICIAIS MILITARES. EXERCEMOS UMA FUNÇÃO DE EXTREMA IMPORTÂNCIA, ONDE A AÇÃO IMPLICA EM VIDA OU MORTE PARA OS CLIENTES DO NOSSO SERVIÇO. TODOS NOS CRITICAM, MAS, NINGUÉM EM SÃ CONSCIÊNCIA ADMITE A HIPÓTESE DE VIVER SEM A POLÍCIA. NO ENTANTO, QUEM PRECISA SOBREVIVER COM ESSE SALÁRIO DE FOME SOMOS NÓS. É A NOSSA FAMÍLIA QUE PRECISA SE SUBMETER AOS MAIS HUMILHANTES CONSTRANGIMENTOS, PARA SE MANTER COM UM SALÁRIO QUE NÃO É PAGO NEM MESMO A UMA DIARISTA. PORÉM, QUEM DEVERIA DAR UM GRITO DE BASTA, SE CALA. E QUEM CALA CONSENTE. SENDO ASSIM, PARA A SOCIEDADE, ESTAMOS SATISFEITOS COM O QUE GANHAMOS, CASO CONTRÁRIO, JÁ TERÍAMOS A MUITO TEMPO NOS AQUARTELADO E GRITADO PARA O MUNDO OUVIR QUE NÃO SUPORTAMOS MAIS. ENQUANTO ISSO, O SALÁRIO DE UM CORONEL ALCANÇA O PATAMAR DE 1500% A MAIS DO QUE O DE UM SOLDADO. ISSO, ALCANÇADO EM REUNIÃO A PORTAS FECHADAS, ONDE EM NENHUM MOMENTO SE FALOU NO "POBRE POLICIAL MILITAR" QUE VIVE COM R$900,00 POR MÊS. ENTÃO SURGE A PERGUNTA: QUEM DEVE LUTAR PELO POLICIAL MILITAR? SE OS NOSSOS COMANDANTES NÃO SE IMPORTAM COM O NOSSO BEM ESTAR. SE O GOVERNADOR NÃO GOSTA DA PMERJ. SE O SECRETÁRIO NÃO FALA EM AUMENTO DE SALÁRIO. SE QUANDO PRECISAMOS DE APOIO, ENCONTRAMOS ACUSADORES PRONTOS A NOS DAR UM CHUTE PRA FORA DA CORPORAÇÃO, SEM AO MENOS NOS DEIXAR FALAR AS NOSSAS RAZÕES. PENSO QUE É CHEGADA A HORA DE UMA TOMADA DE DECISÃO. É HORA DE FALARMOS DE FORMA QUE POSSAM ENTENDER. E EU NÃO VEJO OUTRA FORMA, SE NÃO, PARARMOS DE TRABALHAR. VAMOS DEIXAR AS ESTATÍSTICAS DIZEREM O QUANTO ESTAMOS INSATISFEITOS. NADA DE APREENSÃO DE ARMAS, NADA DE CORRER PARA IMPEDIR ASSALTOS, CHEGA DE LUTAR POR NADA. VAMOS DEIXAR QUE O PRÓXIMO RELATÓRIO DIVULGADO PELA SECRETARIA DE SEGURANÇA DIGA O QUE ESTAMOS SENTINDO. QUE AUMENTE OS ASSALTOS A TRANSEUNTES, OS ASSALTOS A MÃO ARMADA, OS ROUBOS DE CARRO E DE CARGA, OS LATROCÍNIOS, OS HOMICÍDIOS E TUDO O MAIS QUE COMBATEMOS NO DIA-A-DIA, PARA DEFENDER A SOCIEDADE E NÃO SERMOS RECONHECIDOS POR ELA. EXISTEM VÁRIAS FORMAS DE FALAR. QUE ELES OUÇAM O NOSSO GRITO INTELIGENTE E "SILENCIOSO". SEM SALÁRIO, SEM TRABALHO. QUANDO VOCÊ FOR ESCALADO PARA UM JOGO NO MARACANÃ, CHEGUE DUAS HORAS MAIS CEDO E PEGUE UMA PAPELETA PARA IR AO HOSPITAL(NÃO É CRIME),AFINAL, QUEM NÃO FICA DOENTE COM UMA CONDIÇÃO DESSAS? JÁ IMAGINOU UM JOGO NO MARACANÃ SEM POLICIAMENTO? NÃO CORRA. PARE E PENSE. É ISSO QUE SOCIEDADE ESTÁ EXIGINDO DE NÓS. FAÇAMOS ISSO ENTÃO. NÃO TEM LÓGICA CORRER PRA TENTAR IMPEDIR UM SEQUESTRO, E TERMINAR PRESO, LONGE DA FAMÍLIA, DOS AMIGOS E O PIOR EXPULSO,SEM SALÁRIO PRA SUSTENTAR A FAMÍLIA. E NO FIM AINDA SER CHAMADO DE DÉBIL MENTAL. ACREDITE OU NÃO, O NOSSO "GRITO" JÁ ESTÁ SENDO OUVIDO. EM MUITOS BATALHÕES JÁ ESTÁ OCORRENDO UMA OPERAÇÃO TARTARUGA. VAMOS INTENSIFICAR MAIS AINDA. VAMOS FAZER MAIS DO QUE ISSO. VAMOS CONVENCER OS AMIGOS MAIS PRÓXIMOS EM CADA BATALHÃO. NÃO ESQUEÇA: EM ÉPOCA DE GLOBALIZAÇÃO, EXISTEM VÁRIAS FORMAS DE FALAR. DÊ O SEU RECADO. SEM SALÁRIO, SEM TRABALHO.
16 de Julho de 2008 12:32
Anônimo disse...
Fazer greve aqui no Rio, não é tão fácil assim. Haja visto que, estamos em um estado dominado por gângster de ternos e gravatas com tentáculos poderosos sobre a mídia. Qualquer movimento grevista seria aniquilado, pois a mídia iria desqualificar qualquer reinvindicação nossa, principalmente nesses últimos dias com os erros e "erros" praticados por políciais militares. Não creio que a greve surtiria efeito, com todos os coronéis agora sastifeitos com aumento das gratificações, não acredito que seria possível, eles(os coronéis) mutuamente se traiem por status ou graticações, imagine conosco o que fariam para agradar o desgoverno. A solução pode vir da operação vampeta se realmente for assimulada por todos principalmente pelos "operacionais" temos uma grande chance de reverter esse quadro e conseguirmos maior apoio da população e consequentemente a mídia criminosa ávido por uma carniça mudará de lado. Estátistica é tudo, emquanto estivermos produzindo estaremos sinalizando que estamos sastifeitosos e os números tem comprovado isso apreensões e prisões aos milhares. Agora quando os números estátisticos despencarem e a violência explodir verão que aquele mal fadado policial tem algum valor, é ano eleitoral, a hora essa de começarmos a jogar cal nesse política de Segurança é agora. Falta dois anos de governo para Ele, vamos transformar sua política de segurança num inferno. Não temos mais nada a perder!Operação vampeta já!
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Copiei os dois comentários acima do blog Praças da PMERJ. Achei muito interessante e oportuna as observações dos policiais, é uma realidade que só sentimos falta daquilo que perdemos e nunca daquilo que nunca tivemos.
É triste saber que, mais uma vez, o governo utiliza o artifício de premiar os líderes para frear os comandados. O estratagema não é coisa nova, já foi usado pelo Garotinho, pela Rosinha e tentado até pela Benedita com os professores.
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Sou cidadã, em primeiro lugar, e me causa arrepios pensar em uma cidade sem policiamento, fico apavorada só de imaginar que ao ligar 190 a viatura vai levar mais tempo ainda para me atender, mas se eu enxergar a coisa pelo ângulo do policial, infelizmente, ele nada mais pode fazer; ou os policiais tentam uma jogada de mestre agora e põe o governo em cheque, para em seguida tentar o cheque mate ou o tabuleiro vai ruir, partir e as peças se perderão para sempre.
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Vejo a polícia com olhar diferente de muitas pessoas, provavelmente por ser esposa de policial, se bem que já pensava assim antes de conhecer meu marido. Acho que eu e todas as outras esposas, mães, filhos(as) e parentes próximos tínhamos que tomar uma atitude, mas o que acontece é que surgem vários movimentos mas ninguém se organiza para agir, chego a invejar as esposas de Rondônia (acho que foi lá), que tiveram peito foram às ruas mostrar sua insatisfação, que se arriscaram e fizeram seu papel.
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Cadê os movimentos organizados do nosso estado? Cadê os movimentos de esposas e familiares que vem sendo atingidos todos os dias pelas maldades e irresponsabilidades do governo? Cadê as cobranças das entidades de classes quanto a promessa do governador no tocante aos salários e a valorização do funcionário? Cadê o respeito da população com aqueles que dão a cara à tapa nas ruas dia e noite? E não me venham com a conversa que é assim porque a "polícia" não presta, já que na hora do sufoco qualquer um lembra é de discar 190? Cadê o respeito do governador Sérgio Cabral às famílias que nele confiaram?
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Uma andorinha só não faz verão, eu sozinha nada posso fazer, mas todos juntos podemos mudar muita coisa.
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Como disse antes tenho muito medo de viver numa cidade sem polícia, mas se não houver outro jeito, se só assim as vozes dos que estão na penúria forem ouvidas, então que seja.
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Essa música diz tudo, principalmente este verso: "Vem vamos embora que esperar não é saber, Quem sabe faz a hora, não espera acontecer...."
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Que Deus abençõe e guarde todos os VERDADEIROS Policiais Militares do Estado do Rio de Janeiro!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Governo omisso + policial mal preparado = morte de inocentes


A dor de um pai não é para ser ignorada

Ramon - 6 anos, Daniel - 18 anos, João Roberto - 3 anos. Três das mais recentes vítimas da guerrilha urbana que vivemos. Dois completamente inocentes, um talvez nem tão inocente assim, mas jovem e com toda uma vida pela frente. Três mães que choram a mesma dor, três famílias destroçadas, destruídas em consequência de uma única coisa: omissão. O governo do Estado vem ano após ano omitindo-se no que eu considero o fator mais importante para a segurança pública: o "fator humano". Policiais não são máquinas e mesmo que fossem, até mesmo as máquinas precisam de manutenção preventiva para não "quebrar", e infinitas vezes, mesmo com manutenção, elas "quebram", imagine os homens! Nossos policiais estão sendo jogados na "selva" sem preparo e quando erram nós os apedrejamos e descartamos como se máquinas velhas e inúteis fossem.
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Me desespera saber que vou sair às ruas com "essa polícia" a me proteger e, creio, eles estão tão assustados e desesperados quanto eu, com uma sutil diferença: Eu posso errar, eles NÃO! Seus erros se refletem diretamente nas nossas vidas e nas deles também, pois o fim de suas carreiras começa no início de seus erros.

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Quantos inocentes mais terão que morrer para que nossos governantes percebam que não adianta pedir desculpas depois da vida perdida?

Quantos caixões brancos e pequeninos teremos que baixar às sepulturas até que nossos governantes atinem que o homem por trás da farda precisa de treinamento, respeito e dignidade para que não erre?

Quantas mães ainda assistiremos chorar antes que se perceba que homens não são máquinas e que precisam de manutenção?

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Faço minhas as palavras do Governador Sérgio Cabral: "Que treinamento tem esses policiais?" e espero que o sr. Governador tenha uma ótima resposta a nos dar pois, com certeza, é essa a pergunta que a nossa sociedade está fazendo agora. Qual o treinamento, o respeito, a dignidade que o Sr. Governador Sérgio Cabral Filho está dando a essa polícia que nos defende?

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Aos governantes deixo a pergunta. às famílias que hoje choram, principalmente às mães, deixo a minha solidariedade, a minha indignação e a minha dor, dor de mãe, dor de cidadã e dor de esposa de um órfão do Governo Estadual!

sábado, 28 de junho de 2008

Crianças que morrem antes de morrer!



Ontem saí cedinho para buscar o pão, cedinho mesmo, pois meu esposo sai as 5:30 para o quartel e meus meninos saem logo em seguida as 6:00 horas, então meu horário é sempre por volta das 5 horas. Quando cheguei na porta da padaria me deparei com um menino sujo e maltrapilho, todo encolhido no cantinho da calçada, não dava para ver se dormia ou outra coisa, mas tive a nítida impressão de que havia algo errado. Cheguei um pouco mais perto e percebi que sua respiração era entrecortada e ocorriam algumas pausas. Fiquei assustada e perguntei na padaria se alguém sabia o que estava ocorrendo com o menino ( no subúrbio onde moro não é comum vermos moradores de rua, talvez porque não seja muito rentável para eles), o Bill que é o balconista da padaria me disse que ele estava apenas dormindo depois de uma longa noite de consumo de crack. Fiquei horrorizada, mas não sabia o que poderia fazer, então fui para casa carregando meu horror e o pão da minha família. Bem mais tarde, por volta das 11 horas, voltei ao comércio, qual não foi a minha surpresa ao deparar-me novamente com o menino, exatamente no mesmo lugar, só que desta vez com um sol quente sobre sua cabeça e uma enorme poça de vômito e urina envolvendo-o. Desta feita me indignei! Falei para as pessoas que estavam em volta.: "Poxa gente, o menino está passando mal, alguém já ligou para os bombeiros ou o SAMU?" O menino da locadora falou para mim que os bombeiros já tinham vindo, mas não puderam levá-lo pois ele alegou estar bem e que só queria dormir, falei então que deveríamos ligar para a Secretaria de Serviço Social, e uma vizinha falou que eu poderia até tentar, mas quando aparecesse alguém o guri já estaria longe. Tornei a voltar para casa cheia de horror, mas sem tomar nenhuma atitude palpável. Quando meu filho mais velho de 16 anos chegou do colégio, perguntei a ele se o garoto ainda estava lá. Meu filho, notando a minha preocupação, disse que o "cracudinho" já tinha pego o cachimbo dele e de carona num ônibus se mandou. Perguntei ao meu garoto que expressão era aquela - "cracudinho"? E numa síntese rápida meu filho respondeu: "É moleque que fuma crack." E eu perguntei a ele: "e vocês chamam esses meninos assim? Pô, filho, são pobres crianças sem chance e oportunidade, estão jogados no mundo sem pai nem mãe, a mercê da sorte que só tem como companhia a droga. Você não tem pena?" A resposta do meu filho me assustou, não por achar que ele não tenha coração ou formação moral, mas principalmente por ser um espelho da verdade, por ser exatamente o que cada um de nós pensa lá no nosso íntimo, bem lá no fundo onde ninguém pode nos ouvir, meu filho simplesmente falou para mim: "Mãe, amanhã, quando você for buscar o pão e ele estiver lá drogado, te pedir dinheiro pra comprar drogas e você não der, ele sem pena nenhuma te mete um gargalo de garrafa na garganta e te mata. Aquilo ali não é mais uma criança, a criança dentro dele já morreu faz tempo. Tenho pena dos que ainda não se drogam mas não vão ter outra opção".
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Durante uns três dias eu vi aquele menino ali pela manhã, sempre na mesma situação, e sempre que o via lembrava da expressão "cracudinho" e das palavras do meu filho. Da mesma forma que ele apareceu ele sumiu, e eu fui perguntar na padaria se alguém sabia o que tinha acontecido com o garoto, não me surpreendi quando me disseram que na noite anterior (estava de plantão e por isso não vi o acontecido) ele havia morrido de overdose. Era um menino, não devia ter mais de 10 anos, não sei seu nome, mas lembro bem do medo que senti dele quando fui buscar pão no dia seguinte às palavras de meu filho. Concluí que não fazemos nada ou quase nada para ajudar, ficamos de nossas casa e achamos que dar um pão ou um trocadinho (fazendo força para crer que é para comer) já nos limpa a alma cristã.
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Quer saber, o "cracudinho" se foi, com certeza para um lugar bem melhor para ele, eu vou continuar por aqui, de pés e mãos atados, atônita e horrorizada , mas completamente ignorante daquilo que poderia ter feito!

sábado, 31 de maio de 2008

Ontem, sorrisos. Hoje, revolta!



Pois é, como dizia minha avó: "Alegria de pobre dura pouco" ou então "Pão de pobre sempre cai com a manteiga virada para baixo". Eu já devia saber que o digníssimo Sr. Deputado estadual Álvaro Lins não ficaria preso, e não será nenhuma surpresa quando seus nobres colegas votarem contra sua cassação, afinal, hoje o Sr. Álvaro precisou deles, amanhã algum deles pode precisar do sr. Álvaro. O pior de tudo é que esse senhor já vem sendo investigado por corrupção desde os tempos de PMERJ, e ainda o deixaram chegar à câmara. Só tenho uma perguntinha: Que país é esse?!

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Vejam no blog Praças da PMERJ as lindas carinhas dos que deram a liberdade ao nobre colega!

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Aqui se faz, aqui se paga. Cabral, abre o olho...

"Durante entrevista coletiva na tarde de hoje na sede da Procuradoria Regional da República, os procuradores os procuradores Maurício da Rocha Ribeiro, Cristina Schwansee e Paulo Fernando Corrêa, autores da denúncia, afirmaram que há provas claras sobre a importância do ex-governador Anthony Garotinho na manutenção política do grupo.
De acordo com os procuradores, Garotinho sabia do esquema e permitiu que ele fosse adiante, nomeando os envolvidos para funções estratégicas na sua administração. Ainda segundo os procuradores não há provas que Garotinho tenha se beneficiado financeiramente das propinas e, por esta razão, não pediram a prisão do peemedebista.
- Não há provas até o momento de que o ex-governador estivesse diretamente ligado às ações criminosas cometidas por Álvaro Lins, Hallak e pela quadrilha, mas existe sim uma denúncia bem detalhada, que não pode ser divulgada por estar sob sigilo da importância do ex-governador para a manutenção da quadrilha. Ficou comprovado que ele atuava como líder político do grupo, dando respaldo aos integrantes principalmente durante o governo Rosinha, quando chegou a ocupar o cargo de secretário de Segurança Pública - afirmou o procurador Paulo Fernando Corrêa.
Embora o esquema tenha sido mais atuante no governo Rosinha Garotinho, segundo os procuradores não ficou provado que ela soubesse das atividades criminosas de seus assessores diretos.
- Nas investigações feitas e na análise das provas coletadas não houve encontramos qualquer prova que justificasse uma denúncia contra a governadora em crime tão grave - afirmou o procurador Maurício da Rocha Ribeiro.
A denúncia do MPF foi encaminhada ao Tribunal Regional Federal da 2 Região e caberá aos 27 desembargadores do Pleno decidir sobre a abertura de ação penal contra os acusados. A relatora do processo, desembargadora federal Márcia Helena Nunes decretou a prisão cautelar dos acusados e o seqüestro dos bens do deputado Álvaro Lins. Antes que o pleno do TRF se reúna para decidir sobre a ação penal, os denunciados têm 15 dias para apresentar defesa prévia à Justiça.
Os procuradores explicaram que, por ter foro privilegiado, não foi possível pedir a prisão preventiva de Álvaro Lins. Mas afirmaram que sua prisão foi legal e não constituiu abuso, uma vez que ele foi preso por seu crime - lavagem de dinheiro - ser de flagrante permanente. Segundo eles, durante as investigações da Operação Gladiador, a PF apreendeu na casa do inspetor Mário Franklin Leite Mustrange de Carvalho, conhecido como Marinho, uma planilha com gastos pessoais de Álvaro Lins, que mostravam uma movimentação de R$ 25 mil por mês.
- Como chefe de Polícia, ele recebia R$ 7 mil. Mas na época em questão, ele estava em campanha política, e seus vencimentos eram de R$ 4 mil, como delegado de polícia. Ele não tinha como manter estes gastos e também ocultou patrimônio usando laranjas. No momento da prisão, inclusive, ele estava em um dos imóveis em nome de laranjas - explicou Maurício Ribeiro da Rocha."
EXTRA.

Como não podia deixar de ser, a "quadrilha" está sendo desbaratada! Nós cariocas merecíamos uma resposta, uma satisfação. Não dava mais pra conviver com tanta sujeira sendo empurrada pra debaixo do tapete, tanta imundície sendo espalhada nas nossas portas sem que alguém viesse recolher. Espero que o trabalho de excelência da Polícia Federal siga até o fim sem a interferência dos manda-chuvas do poder que, com certeza, virão para tentar, mais uma vez, esconder as falcatruas com as quais convivemos durante longos 8 anos.

Foi com surpresa e alegria que acordei hoje com a notícia de que mais um grupo de grandes tubarões havia caído nas redes da PF, e que o MPF estava trabalhando a pleno vapor para que cada um dos envolvidos comece a responder por seus atos. Diazinho feliz, estou rindo até agora!

Parabéns a PF e ao MP pelo trabalho! Sigam em frente, tem mais peixe grande pra cair nessa rede!

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Policial cidadão?...Não creio!


Estou lendo a obra "Cavalos Corredores" do Sr. Emir Larangeira e o texto abaixo me chamou particular atenção. Seu conteúdo retrata com fidelidade e imparcialidade o contesto da PMERJ hoje. Lendo o trecho, que posto fielmente copiado do livro em questão, percebi o reflexo do sentimento do Policial Militar, a sensação de não ser humano, ou pior, de ser inumano, que não merece respeito nem consideração de seus superiores, que tem que ser tratado como coisa ou objeto pertencente ao erário público para que funcione. Gostaria que meus amigos lessem com atenção e se colocassem na posição do homem retratado aqui com tanta fidelidade.

"...Sim, é verdade, não aceito de modo algum ver um miliciano nas ruas respondendo pela proteção de cidadãos, -arriscando a vida e perdendo-a muitas vezes,- e ao mesmo tempo sendo recolhido, - em torpe humilhação, - à batida da porta de ferro do cárcere em sua cara apenas por chegar atrasado. Isto não se lhes afigura, caros leitores e leitoras, uma cruel contradição?... É certo, porém, que alguns apologistas da indefectível "classe especial de servidores públicos" (os milicianos são assim considerados) levantarão suas irascíveis vozes para contestar o que ora afirmo. Mas "especial" em quê? Nos salários? No respeito ao horário de trabalho? Nas horas extras que não ganham? Na insegurança do exercício duma profissão perigosíssima, sem estabilidade e carente dos aprestos indispensáveis à proteção de suas carcaças? Ora a estabilidade que dizem existir é pura falácia e todos na PMERJ sabem disso, principalmente os milhares de ex-milicianos que tiveram esse direito abalroado pelo inflexível militares e foram excluído da corporação se3m direito a nada, indo suas famílias à penúria da noite para o dia.
A questão que fica no ar é se tanto rigor é compatível com o exercício livre e pleno do mister policial, este que antes deveria ser fiscalizado pelo Ministério Público e pela justiça, e não como atualmente funciona, ou seja, uma atividade de natureza intrinsecamente civil agrilhoada a um tacanho militarismo que, na verdade, não guarda nenhuma relação com o exercício cotidiano da função policial. Pois uma coisa é adotar o modelo militar de ação em determinadas situações para atingir objetivos específicos; outra é se submeter a um militarismo, que, enfim, têm maior peso na cabeça do miliciano do que qualquer freio jurídico-penal - o PM teme os regulamentos disciplinares e seus superiores hierárquicos bem mais que as leis penais e seus gestores: delegados de polícia, promotores de justiça, magistrados etc.
Que me desculpem os glorificadores desse "militarismo denorex", mas os milicianos nem cidadãos são! Não têm acesso aos direitos sociais constitucionalmente destinados a todos os trabalhadores urbanos e rurais, relevantes características da cidadania brasileira entre outras mais comezinhas que lhes são peremptoriamente negadas. Reitero, pois, em proposital teimosia: os milicianos nem cidadãos são, como apontam os mais sublimes termos da Carta Magna! E se lhes exigem, todavia, que respeitem o que nunca lograram ser... Difícil, hein?
Afinal, que mão-de-obra especializada é essa atribuída aos policiais-militares?... Não seria mais coerente concebê=los como raça socialmente inferior? Ou será que não é assim que são tratados?... Seria isto regra geral ou não? Não?... Então, por que a PMERJ sempre demonstra "eficiência" anunciando que tais milicianos que cometeram essa ou aquela falta serão severamente punidos e até expulsos da corporação? Tudo muito fácil: é só descartá-los e pronto, assunto resolvido!... Mas, há quanto tempo o discurso é o mesmo?... Melhorou alguma coisa?... Ou esta clamorosa cascata só tem servido para engrupir o povo?... Sim, porque a corporação, se possui hoje um efetivo de quase 40.000 homens, o Registro Geral (RG) que controla a quantidade de ingresso já alcança a a casa dos 80.000. Ou seja, se se somar os milicianos ativos com inativos verificar-se-á que o contingente de ex-PMs quase que equivale ao de PMs... E onde estão esses ex-PMs? Que fazem eles?... Coisas boas ou ruins?... Quê?... A PMERJ não tem nada com isso?... Não é problema dela?... É de quem então?... Ah, isto me faz lembrar um provérbio alemão: "As árvores impedem de ver a floresta."..."

Creio que ao final da leitura serão dispensados os comentários, salvo dos amantes do militarismo ditatório e capenga que ainda se mantém vivo nas entranhas de oficiais que usam antolhos. Sei que muitos querem mudar, mas como? Se tantos ainda acham que prender, desrespeitar, ofender e minar as esperanças ainda é caminho para liderar? O que precisa mudar é a crença que homens sem direitos são mais fáceis de serem direcionados, isso acabou em 1888 com a assinatura da Lei Áurea.

domingo, 13 de abril de 2008

Dedicado a todos os nossos heróis anônimos! Que Deus os guarde e abençõe!

A todos os policiais militares do Brasil, em especial ao meu grande amor. Sigamos com fé e esperança e seremos vencedores.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Governador não faz nada e ainda se põe no caminho de quem tenta fazer!!! Vaidade ferida ou pura covardia?!


BALDE DA ÁGUA FRIA
Cabral veta projeto de lei sobre jornada fixa para pm e bombeiro
Governador afirma que proposta caberia a ele. Deputado acredita em divisão de autoria

O governador Sérgio Cabral vetou, ontem, o projeto que garante jornada de trabalho de 40 horas semanais para policiais militares e bombeiros, além do pagamento de horas extras. O veto ainda pode ser derrubado pelos deputados.
No Diário Oficial de ontem, Cabral justificou a recusa ao projeto com o argumento de que o assunto não poderia ser proposto na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ).
"Os servidores contemplados pela iniciativa são regidos pelas leis que aprovaram seus estatutos (>>>) se fosse o caso de se alterar as normas estatutárias e remuneratórias de Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, isto de penderia de iniciativa reservada, de forma privativa, à Chefia do Poder Executivo", explicou o governador no despacho.

O Deputado Paulo Ramos (PDT), autor do projeto, afirmou que o governador poderia ter sancionado o projeto e assumido a autoria dos benefícios às duas categorias:
- O governador demonstrou que não tem sensibilidade a um assunto de importância para os policiais militares e os bombeiros. Se ele quisesse, poderia ter sancionado e dividido a autoria com os deputados.
Ramos disse ainda que tentará convencer os deputados a derrubar o veto, para que Cabral leve o tema à discussão na justiça. Fonte: Jornal Extra.

Como podemos ver na matéria, nosso nobre governador está pouco se importando com a situação de penúria em que encontram os PPMM e bombeiros do RJ. Além de não mover um único dedo para minorar os problemas das classes, ainda atrapalha, por pura vaidade (afinal não foi ele o pai da criança). Como já disse inúmeras vezes, é muito cômodo para ele continuar do alto do seu pedestal olhando para baixo e brincando com as nossas vidas!
Esse senhor por acaso sabe que Policial e bombeiro também tem família? Será que ele desconfia que temos que morar, nos vestir, instruir, pagar impostos, etc, etc, etc?
Quem orientou a esse moço que existe em todo o mundo segurança boa e barata?
Com sinceridade acho que está na hora das classes realmente se unirem, esquecerem as picuinhas, e partirem para a batalha real! Passeatas na orla não mexem nem um pouco com os sentimentos do governador e de seus assessores. As reivindicações precisam partir para algo mais efetivo. As praças precisam do apoio e do respaldo de seus superiores para chacoalhar de vez os ombros e os brios desses que pouco se importam conosco.
Mais do que nunca é preciso levar à sério o jargão: "Juntos somos fortes", porque, realmente juntos somos fortes, mas temos que estar juntos e fazer a população enxergar que sem polícia e sem bombeiro não há sociedade que sobreviva!

Sr. Governador, chega de vaidade, pare de olhar seu próprio umbigo e enxergue que existem seres humanos por baixo das fardas e que por trás desses seres humanos existem ainda outros seres humanos que deles dependem!!!!!!!!!

domingo, 6 de abril de 2008

E eu que pensei que com o exército era diferente....




Hoje cheguei do plantão no hospital e me deparei com a manchete do jornal Extra que transcrevo abaixo:


Tráfico negociou trégua na ocupação para obras da ProvidênciaMarco Antônio Martins - Extra
RIO -

Às 10h30, do dia 26 de outubro do ano passado, uma reunião na Associação de Moradores do Morro da Providência começou a definir como seria a ocupação do Exército na comunidade para garantir a segurança dos trabalhadores das obras do programa Cimento Social. O projeto prevê, até novembro deste ano, a reforma de 782 casas na favela. Na pauta dos assuntos discutidos havia uma proposta: traficantes da favela ofereciam uma "trégua", caso não fossem incomodados pela tropa.
Os detalhes da reunião fazem parte de um documento confidencial produzido pelo próprio Exército ao qual o EXTRA teve acesso. Consta do relatório que após definir a data de 5 de novembro para o início das obras, o que não aconteceu, Eduardo, um dos participantes, disse ter conversado com a cúpula dos traficantes de drogas da Providência. O grupo de criminosos teria garantido que "não haveria qualquer tipo de retaliação desde que não fossem incomodados".
Do encontro, na associação, participaram três oficiais da Força Armada: o coronel Alberto Tavares da Silva, o tenente-coronel Fernando dos Santos Raulino e o capitão Ademar Barros Moura Filho. Além deles, o ex-presidente da associação Nelson Gomes Pereira e dois homens identificados apenas como Gilmar e o próprio Eduardo, responsável por levar a proposta do tráfico. O relatório os classifica como assessores do senador Marcelo Crivella (PR), que obteve a liberação das verbas para a obra na Providência junto ao Ministério das Cidades.
- É claro que se falou de segurança. O Exército se preocupava de como o tráfico ia agir durante a ocupação. Foi falado que não havia problema e não há problema algum hoje em dia. Não tem mais armas na comunidade - garante Pereira, de 34 anos, hoje afastado da associação de moradores.
O general Williams José Soares , de 54 anos, comandante da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada e responsável pela ocupação militar no morro, nega qualquer acordo.
- Na reunião falamos como seria a obra e que o Exército ia entrar lá. Foram duas, três reuniões e em todas elas dissemos que não iríamos conviver com nenhum ilícito - garante.
Em 14 de dezembro, o Exército invadiu o morro com 500 homens. Após três meses de ocupação houve 12 prisões. Todas por desacato. Assessores não retornam as ligações
Há duas semanas, o EXTRA tenta falar com as pessoas apontadas pelo relatório do Exército como assessores do senador Marcelo Crivella. Mas até as 23h da última sexta-feira, nenhuma ligação teve retorno.



Me causa profunda tristeza e enorme indignação tomar conhecimento que uma força a qual nossas vidas serão entregues em caso de uma guerra faz acordos e negocia com o maior dos males universais: O tráfico de drogas! Poderia esperar tudo, menos isso! Não tenho nem o que comentar, a notícia por si só fala tudo. Só tenho uma pergunta a fazer:

Onde estão os homens do nosso país?

Com tantos PACs e Cimentos Sociais quem vai acabar emPACando cimentados numa sociedade frouxa e covarde somos nós!

segunda-feira, 31 de março de 2008

Vasculhando meu interior o que restou foram as lágrimas...


Hoje me sentei na frente do meu PC disposta a fazer uma postagem alegre e alto astral, para que meus amigos vejam que eu ainda sou a mesma pessoa de sempre. Pus as mãos sobre o meu teclado e comecei a pensar sobre o que escrever e pensei assim: Não vou olhar o jornal para buscar notícias, afinal no jornal só encontro desmotivação e tristeza. Vou vasculhar o meu interior! Comecei uma jornada ao meu coração e fui buscando, achei muitas alegrias, meus filhos, meu marido, até meu cachorrinho é uma grande alegria, mas achei que falar da minha família seria muito pedantismo meu, afinal, ficaria aqui por horas digitando sobre as "palhaçadas" do meu caçulinha de 8 anos; teria inúmeras linhas a digitar sobre a "macheza" do meu adolescente de 16 anos; com certeza me perderia no tempo falando sobre o homem da minha vida, a minha metade; histórias sobre minha vira-lata então, tenho de sobra. Então, antes de começar a digitar, resolvi reler as postagens e comentários feitos no meu blog. Tive uma surpresa ao deparar-me com um comentário que não havia lido ainda, pois estive doente e passei uma semana sem dar atenção ao meu espaço. Abaixo transcrevo o comentário tal como foi postado.
"Caros amigos, sou esposa de policial reformado por invalidez,por doença que não tem cura.Quando reformado, ( a reforma saiu em junho de 2003 ) mandou reformar retroativo a janeiro, mas até agora nós não vimos esse dinheiro que seria direito dele, queria que se alguem pudesse , me ajudar , pois ja fui a vários advogados e ninguem se interessa,não sei que atitude tomar. O que tenho notado, nesses anos é que o policial só presta para o estado e desculpem mas p/ alguns colegas tmb ( não generalizando ) enquanto estão na ativa, pq quando passam p/ inatividade são só RESTO, não existe respeito por parte do estado principalmente. Meu marido tem hoje 49 anos , mas 26 foram dedicados a esta instituição, trabalhando em patâmo dentro de favelas, sempre amando o que fazia.Mas hoje o que mata ele aos poucos c/ fortes depresões, é o descaso do governante para c/ toda a instituição e tmb de não poder mais trabalhar.Um dia em minha vida eu aprendi a amar a policia militar, me emocionar mas hoje eu nem tenho palavras para definir o que sinto por ela.Desculpem pelo desabafo , um grande abraços a todos."
Depois de ler a postagem parei de vasculhar meu interior com muito medo de encontrar lá dentro a tristeza que vem com o descaso. Lembrei que só faltam 5 dias para termos uma definição por parte do governo sobre os salários de fome; lembrei que meu marido pode ficar preso a qualquer momento por um simples capricho de um oficial que não goste dele (motivos eles acham quando querem); lembrei que no BEP não estão presos só policiais bandidos, mas também aqueles que foram autuados por crimes militares (desacato, desobediência e outros menores) e estão privados do convívio familiar e misturados com quem praticou delitos como homicídio, assalto,etc; lembrei que existem tantas viúvas que ainda não receberam suas pensões e sobrevivem da caridade dos colegas de btl. Tantas lembranças me foram trazidas pelo comentário, que fiquei pensando onde estão aqueles que diziam lutar pelos policiais e seus familiares. Com a epidemia de dengue em alta, estamos na reta final para uma definição e o Deputado "defensor dos policiais" não se manifestou uma única vez, só vem falando do pobre que sofre nas filas dos hospitais (diga-se de passagem com grande parcela de culpa da própria população, pois prevençaõ também é obrigação do povo) e jogando no limbo todos os sonhos dos policiais e de suas famílias. Quando alguém vai olhar para essa população de esquecidos? Quando alguém vai lembrar que o marido morre, mas a vida continua e a viúva e os filhos tem que sobreviver? Quando alguém vai se compadecer de homens como o marido dessa mulher que comentou, que depois de tantos anos de dedicação a PMERJ é totalmente esquecido, jogado fora como se fosse um traste descartável?

Quer saber, vasculhei o meu interior acabei esbarrando na realidade!

Sabe o que me restou?

LÁGRIMAS!!!

sábado, 22 de março de 2008

Garotinho apavorado!!!!




"Uau, que medo!
Logo após a Polícia federal deflagrar a operação Telhado de Vidro, que prendeu empresários e secretários e afastou o prefeito de Campos, Alexandre Mocaiber, o ex-governador Anthony Garotinho deu entrada no Tribunal Regional Federal (TRF) com um habeas corpus preventivo. A desembargadora federal Liliane Roriz indeferiu, pois não viu razão para aceitar o pedido."
Fonte: Jorna Extra - Coluna Extra Extra da jornalçista Berenice Seabra - publicada no dia 22/03/08.

Fiquei pensando o motivo pelo qual o ex-governador do Estado (o estopim da atual crisa na segurança do RJ, com sua política de arroxo, seguido de sua esposa) teria feito tal pedido. Dá realmente o que pensar. Como hoje é sábado de aleluia, dia de malhar o judas e a família Garotinho figura como número um na minha lista de malhação (seguida bem de perto pelo atual governador Sérgio Cabral), resolvir postar essa pequena notícia para que leiam e interpretem como quiserem. Eu já li e a minha opinião pessoal é que debaixo de angú tem caroço, e caroço duro feito pedra! Se mexer mais, vai cheirar mal!

terça-feira, 18 de março de 2008

PAC sem polícia! Alguém tinha dúvidas de que o governo negociaria com o tráfico?


Curvem-se senhores, curvem-se aos verdadeiros donos das nossas vidas e reais governantes do nosso estado! Se alguém duvidou que o governo iria se curvar ao poder do tráfico, lamento dizer: "Eu te disse!". Fomos tolos ao pensar que dessa vez seria diferente, que não iríamos nos curvar à bandidagem e que iríamos mostrar que quem manda é o poder público. Ouvi muitas pessoas afirmando ter muito medo da "guerra" que iria acontecer nos bairros do PAC, e eu, cética que sou, desde o início falo: Guerra nada, o governo vai negociar com os "presidentes de associações de moradores" o bom andamento das obras. Vejo agora que é muito pior. Li no jornal que a segurança será feita pela própria comunidade, daí perguntei: Segurança pela comunidade?! Qual parte da comunidade está preparada para fazer segurança de alguma coisa? Então percebi que não se precisa pensar nem procurar muito para encontrar os "responsáveis pela segurança comunitária", afinal os vemos todos os dias nos jornais, armados com fuzis, anti-aéreas e granadas, fardados com bermudas e camisas de marca e levando aos pés não os coturnos mas sandálias de dedo ou tênis de doze molas.

Mas na realidade o que mais me dói nem é ter que admitir a covardia do governo, que eles eram covardes eu já sabia (é só olhar a covardia que vem cometendo contra o servidor público estadual ano após ano), o que dói mesmo é ter que ouvir de uns e outros aquela frase célebre que já virou bordão na boca do Zé Povinho: "Tá vendo, eu não falei que a POLÍCIA não ia fazer nada!" É isso aí, o governo anda pra trás e os nosso bravos são tachados de covardes, arregados e vendidos. Quer saber, tô cansada! Cansada de ter que ouvir que tudo é culpa da polícia. Gostaria de que , pelo menos nesse caso, a população enxergasse a que nível o governo desceu para manter a falsa sensação de paz. Curvaram-se ao tráfico de drogas para garantir as obras, ou seja, consagraram o poder dos marginais, deram provas à eles que eles tudo podem, é só fazer um pouco de pressão que todo mundo cede aos seus desejos e caprichos. Enquanto isso nós, pobres mortais, ficamos por aqui, tentando manter a imagem de tranqüilidade, trancados atrás das grades de nossas janelas e orando muito pela proteção divina, pois pelo que pudemos ver por essa demonstração de CORAGEM GOVERNAMENTAL, a bandidagem vai continuar mandando em cada um de nós durante muito tempo. Feliz de outras iguais a mim que ainda tem sua segurança particular gratuita dentro de casa, por que se depender do governo, vou ter que agendar com o dono da boca da minha região o melhor dia e horário para ir fazer compras!!!!

quinta-feira, 13 de março de 2008

Projeto Aprovado! Será sancionado e cumprido?






"Um projeto de lei aprovado ontem na Assembléia Legislativa do Rio, garante aos policiais militares uma jornada de trabalho de 40 horas semanais e pagamento de horas extras. "Agora, os policiais passam a ter segurança sobre os seus direitos", disse o deputado Paulo Ramos, autor do projeto. O projeto prevê ainda ainda que as escalas de 24 horas sejam compensadas com folgas de 72 horas. O serviço extraordinário deverá ser remunerado com um quinze avos do vencimento líquido. O governador tem 15 dias para sancionar ou vetar o projeto de lei." - Fonte: Coluna do servidor do Jornal Extra do dia 13 de março de 2008.

Seria realmente muito bom que o projeto do nobre deputado fosse sancionado pelo governador mas, não querendo ser pessimista nem negativista, não creio que o Sr. Sérgio Cabral concorde com as ideias do deputado. Com certeza ele terá como base para vetar o projeto os empecilhos de sempre: Baixo efetivo, falta de recursos para o pagamento das tais horas extras, blá, blá, blá. Me sinto como uma pessoa que vai a um cinema assistir um filme achando que é novo e ao chegar na sala de exibição, constata que é uma refilmagem de um antigo dramalhão de péssima qualidade.

Sr. Governador Sérgio Cabral, sei que para que muito tem é difícil se colocar no lugar de quem vive no limite, mas uma vez que seja, tente colocar-se no nosso lugar, tente sobreviver, pagar água, luz, telefone, colégio, aluguel, condomínio, vestuário, alimentação e IR (pasmem, com esse salário de fome ainda temos que nos preocupar com o leão). Garanto ao sr. que antes do final de semana terá tido um esgotamento nervoso. E veja que eu só lhe dei as despesas para serem administradas, junte a tudo isso o desrespeito às folgas, o estresse das ruas e todas as preocupações de um chefe de família. Conseguiu se pôr no nosso lugar? Tenho certeza que não!!! E é por isso que o sr. continua brincando com as nossas vidas e jogando conosco como se fossemos piões de xadrez, prontos a serem sacrificados em prol da vida do REI.


A POLÍCIA MILITAR QUER RESPEITO!

O PRAÇA QUER DIGNIDADE!

MUDANÇAS NO RDPM E SALÁRIO DECENTE, JÁ!!!!!!!!!