domingo, 10 de agosto de 2008

Pai, eu te amo!

Gostaria de prestar uma homenagem alegre e risonha aos pais, mas não consigo sorrir. Meu pai faleceu há cinco anos e a saudade dói muito. Junto com a minha dor sofro a dor dos órfãos que a PMERJ vem deixando ao longo desses anos, sofro com o sentimento de que minha família não está imune a essa dor.
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Lembro do rostinho do filho do cabo assassinado na Lagoa, ouço os gritos de um menino que há uns dois anos atrás seguia o caixão de seu pai policial e pedia que ele voltasse, meninos da idade do meu filho.
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Sinto a dor do pai do menino João Roberto e a dor do pai de um outro João, o João Hélio.
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Me dói na alma a dor dos filhos dos policiais que hoje estão presos ou detidos, quer seja por erros reais (seus ou de seus superiores), por arbitrariedades ou perseguições.
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Penso em quantos filhos hoje estão distante de seus pais por pirraças ou brigas bobas que ninguém lembra ao certo o motivo, enquanto tantos estão afastados pela dor da perda irremediável que é a morte.
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Você que agora passou por aqui e teve o interesse de ler essas linhas, saia agora! Corra para o colo de seu pai, lhe dê um abraço bem quente e apertado e diga o quanto o ama e quanto ele é importante na sua vida, não deixe para amanhã, não faça como eu que até hoje me arrependo de não ter dito ao meu pai o quanto eu o amava.
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A todos os pais deixo aqui o meu abraço! Feliz dia dos Pais!
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Ao meu marido, pai dos meus filhos e ao melhor pai do mundo que hoje está no céu, dedico o meu mais sincero amor.

Feliz dia dos pais!
Eu amo vocês!

Um comentário:

Janete Dreyer disse...

"Deus, para explicar o Seu amor, colocou o pai aqui na Terra!"

O meu pai faleceu na semana passada. No dia dos pais desse ano eu tinha ficado pouquíssimo tempo com ele...
Bjo.