domingo, 6 de abril de 2008

E eu que pensei que com o exército era diferente....




Hoje cheguei do plantão no hospital e me deparei com a manchete do jornal Extra que transcrevo abaixo:


Tráfico negociou trégua na ocupação para obras da ProvidênciaMarco Antônio Martins - Extra
RIO -

Às 10h30, do dia 26 de outubro do ano passado, uma reunião na Associação de Moradores do Morro da Providência começou a definir como seria a ocupação do Exército na comunidade para garantir a segurança dos trabalhadores das obras do programa Cimento Social. O projeto prevê, até novembro deste ano, a reforma de 782 casas na favela. Na pauta dos assuntos discutidos havia uma proposta: traficantes da favela ofereciam uma "trégua", caso não fossem incomodados pela tropa.
Os detalhes da reunião fazem parte de um documento confidencial produzido pelo próprio Exército ao qual o EXTRA teve acesso. Consta do relatório que após definir a data de 5 de novembro para o início das obras, o que não aconteceu, Eduardo, um dos participantes, disse ter conversado com a cúpula dos traficantes de drogas da Providência. O grupo de criminosos teria garantido que "não haveria qualquer tipo de retaliação desde que não fossem incomodados".
Do encontro, na associação, participaram três oficiais da Força Armada: o coronel Alberto Tavares da Silva, o tenente-coronel Fernando dos Santos Raulino e o capitão Ademar Barros Moura Filho. Além deles, o ex-presidente da associação Nelson Gomes Pereira e dois homens identificados apenas como Gilmar e o próprio Eduardo, responsável por levar a proposta do tráfico. O relatório os classifica como assessores do senador Marcelo Crivella (PR), que obteve a liberação das verbas para a obra na Providência junto ao Ministério das Cidades.
- É claro que se falou de segurança. O Exército se preocupava de como o tráfico ia agir durante a ocupação. Foi falado que não havia problema e não há problema algum hoje em dia. Não tem mais armas na comunidade - garante Pereira, de 34 anos, hoje afastado da associação de moradores.
O general Williams José Soares , de 54 anos, comandante da 9ª Brigada de Infantaria Motorizada e responsável pela ocupação militar no morro, nega qualquer acordo.
- Na reunião falamos como seria a obra e que o Exército ia entrar lá. Foram duas, três reuniões e em todas elas dissemos que não iríamos conviver com nenhum ilícito - garante.
Em 14 de dezembro, o Exército invadiu o morro com 500 homens. Após três meses de ocupação houve 12 prisões. Todas por desacato. Assessores não retornam as ligações
Há duas semanas, o EXTRA tenta falar com as pessoas apontadas pelo relatório do Exército como assessores do senador Marcelo Crivella. Mas até as 23h da última sexta-feira, nenhuma ligação teve retorno.



Me causa profunda tristeza e enorme indignação tomar conhecimento que uma força a qual nossas vidas serão entregues em caso de uma guerra faz acordos e negocia com o maior dos males universais: O tráfico de drogas! Poderia esperar tudo, menos isso! Não tenho nem o que comentar, a notícia por si só fala tudo. Só tenho uma pergunta a fazer:

Onde estão os homens do nosso país?

Com tantos PACs e Cimentos Sociais quem vai acabar emPACando cimentados numa sociedade frouxa e covarde somos nós!

10 comentários:

Anônimo disse...

Sou a Segunda Geração de Polícia da família e hoje vejo com imensa vergonha o imenso mar de lama que as instituições estão se afogando. O Braço Forte da Pátria já não mostra o vigor dos nossos antepassados, que mesmo com um treinamento básico conquistou Monte Castelo. Realmente senhores! É vergonhoso sabe que o verde-oliva amarelou, abrindo as pernas para uma negociata vulgar e insensata! O Narcotráfico é o inimigo número um da união! Associação de Moradores são os seus assesores de imprensa! Chega de negociata...

Anônimo disse...

"O tráfico é covarde e se começar a mostrar força ele espirra para outro lugar, eles não tem contingente, armamento ou munição para um combate sério e progressivo com nossas forças, se deslocarem homens e armas de outros buracos que eles comandam por descaso do estado, vão perder terreno para outra facção, então seu poder de reação fica limitado ao armamento que já possuem na favela, em uma operação séria os ratos, como não usam uniformes, ao verem as forças do bem progredindo abandonam seus armamentos e como covardes que são se misturam com o favelado e fogem. Assim deixando seus importantes artefatos bélicos para trás, menos poder de fogo nas mãos dos vagabundos."

O pensamento de um praça. Será que os comandantes não vêem isso? É uma verdadeira vergonha que os "dragões" do comando não passem de lagartixas!

MARIA CHRISTINA ANTUNES FREITAS disse...

Sra. Silvia:

Realmente parece que cada vez mais o País afunda o pé na lama!
Essa semana passei pela Gamboa e vi a Bandeira Nacional tremulando sobre o Morro da Providência e achei "muita bondade" do tráfico permitir que ela fosse colocada lá, sem nenhum enfrentamento.
Agora vem a resposta.
Cada dia mais, acordos são feitos com os tais Presidentes de Associação de Moradores que são meros pombos correios do narcotráfico!
Haverá uma hora que teremos que possuir Salvo-Conduto dos traficantes para andar à rua!
Vergonha para o EB!

Um abraço,
CHRISTINA ANTUNES FREITAS

Anônimo disse...

DELEGADOS E OFICIAIS DA PM AMPLIAM GREVE DA POLICIA PARAIBANA


A partir desta terça-feira (1º), delegados da Polícia Civil e oficiais da Polícia Militar também paralisaram suas atividades, ampliando a greve em todos os segmentos da segurança pública na Paraíba.

O movimento permanecerá unificado mesmo que o governo atenda a alguma categoria, isoladamente, segundo revelou o delegado Isaias Olegário, presidente da Associação dos Delegados da Polícia Civil, em entrevista ao programa Correio da Manhã (Correio Sat).

Segundo Olegário, existe um compromisso entre as lideranças civis e militares, com documento firmado em cartório, de que a greve somente deve acabar quando todos forem atendidos nas negociações com o governo.

O Comando Único de Greve dos servidores da segurança pública do Estado já comunicou que serão mantidos 30 por cento dos serviços, como manda a lei.

Na Capital, policiais militares e civis vão fazer uma caminhada da Praça João Pessoa até a Lagoa, e depois retornam à praça, onde deverão ficar acampados.

Os oficiais da PM reivindicam a regularização da Lei de Remuneração além de renovação de equipamentos, armas e carros que estão em sua maioria sucateados. Os delegados querem reajuste salarial e aprovação da Lei Orgânica da Polícia Civil.

Anônimo disse...

Enquanto os oficiais da PM da Paraiba se unem a Policia Civil para reinvidicarem melhores salários e condições de trabalho aqui no RJ os oficiais estão brigando com as autoridades policiais civis (Delegados) para terem o direito para confeccionarem o termo circunstaciado...Pelo que vejo os oficiais querem ser autoridade policial (atribuição dos Delegados de Polícia)...acordem! Se contentem como agentes da autoridade policial, saiam dos seus gabinetes com ar condicionado e vão para a rua combater junto com os praças a criminalidade...unam-se aos Delegados e seus auxiliares e lutem por melhores salários e condições de trabalho...tomem como exemplo a atitude dos oficiais da Policia Militar da Paraiba. DETALHE: "Segundo Olegário, existe um compromisso entre as lideranças civis e militares, com documento firmado em cartório, de que a greve somente deve acabar quando todos forem atendidos nas negociações com o governo"

Anônimo disse...

A LUTA POR MELHORES SALÁRIOS CONTINUA

Segunda, 7 de Abril de 2008 - 14h07

Greve das policias militar e civil é discutida em sessão especial na Câmara

O comando único de greve das policias Civil e Militar participou de sessão especial na Câmara Municipal de João Pessoa, no final da manhã desta segunda-feira (7), proposta pelos vereadores Aristávora Santos e João Almeida, oportunidade em que discutiram a situação da segurança pública e as reivindicações do movimento.

Em pronunciamento da tribuna, o presidente da Associação dos Policiais Civis, Flávio Emiliano, denunciou que auxiliares de serviço da Secretaria de Segurança e Defesa Social estariam atuando como agentes, sem que tenham qualquer preparo para o exercício da atividade.

A presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar, Cabo Eliane Santos, denunciou perseguições que estariam sendo feitas contra seus companheiros de corporação.

Presentes à sessão, além dos vereadores João Almeida, Tavinho Santos, Geraldo Amorim, Luciano Cartaxo e Paula Frassinete, o presidente do Clube dos Oficiais da Polícia Militar, Coronel Francisco de Assis; o coronel Gonçalves de Sá, representando a Caixa Beneficente da Polícia Militar; o presidente do Sindicato dos Delegados da Polícia Civil do Estado, Isaias Olegário; o delegado Nélio Carneiro; o presidente da Associação dos Policiais Civis da Paraíba, Flávio Emiliano e a presidente da Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar, cabo Eliane Santos.

O presidente do Clube dos Oficiais do Estado da Paraíba, coronel Francisco, disse que apesar das perspectivas de contraproposta o indicativo de greve continua para os policiais militares. Os policiais civis, enquanto isso, mantêm as atividades em apenas 30%.

Os membros do Comando Único de Greve informaram, na oportunidade, que no último final de semana, lideranças e representantes dos policiais participaram de reunião com membros do Governo do Estado.

"No próximo domingo, teremos uma mobilização na Micarande, em Campina Grande. Nesta terça-feira (8), a Polícia Militar fará uma assembléia geral à tarde. Na quarta-feira (9), faremos uma mobilização em Patos, mas mantive contato com o Coronel Kélson Chaves, comandante da PM, informando que eles estão trabalhando com uma proposta que deverá ser apresentada ainda no decorrer da semana", disse o Coronel Francisco.

Ele acrescentou ter informações de que o próprio governador Cássio Cunha Lima iria receber as lideranças dos policiais no Palácio da Redenção. "O governador quer receber o comando unificado da PM e Civil, porque a informação é que ele mesmo quer negociar", acrescentou. É possível que já na terça-feira haja esse encontro entre Cássio e os militares.

Os policiais civis e militares reivindicam que governo envie para apreciação da Assembléia, a Lei Orgânica dos policiais civis, que trata do Plano de Cargos da categoria. A PM também reivindica a elaboração de lei sobre remuneração dos militares, para acabar com o excessivo número de gratificações, unificando assim a política de salários para a corporação.

Segundo o presidente do Clube dos Oficiais, na reunião ocorrida ainda na sexta-feira passada, a Secretaria de Administração informou que uma planilha de custos está sendo analisada.

O coronel Francisco informou que a programação de protestos do movimento permanece. "Amanhã (terça-feira), estaremos em Campina Grande, com uma mobilização na Praça da Bandeira e visita aos batalhões de polícia da região. Estamos mobilizando o grupo que já manifestou desejo de greve, mas aguardamos esta nova proposta do Governo", disse.

Anônimo disse...

SÓ PARA REFORÇAR - LEAIS ATÉ O FIM
"O movimento permanecerá unificado mesmo que o governo atenda a alguma categoria, isoladamente, segundo revelou o delegado Isaias Olegário, presidente da Associação dos Delegados da Polícia Civil, em entrevista ao programa Correio da Manhã (Correio Sat)".

DETALHE: "Segundo Olegário, existe um compromisso entre as lideranças civis e militares, com documento firmado em cartório, de que a greve somente deve acabar quando todos forem atendidos nas negociações com o governo".

ENQUANTO ISSO, os BARBONOS convocou para o dia PRIMEIRO DE ABRIL, um ato civico para comover a população a respeito dos baixos salários da PMERJ. A sociedade não estar nem aí...ela quer policiamento preventivo de boa qualidade nas ruas da cidade independente do salário; que os DeplPol e Oficiais da PM da Paraíba sirvam de exemplo para os seus colegas dos demais estados da federação.

Anônimo disse...

COMO SÉRGIO CABRAL FICOU RICO!
12/01/2005
Companheiros,
Vejam a riqueza de detalhes da denúncia anônima que está circulando pela rede - provavelmente feita por gente da malha do sistema fiscal estadual.
Se as instituições republicanas não reagirem, estarão ajudando a solapar nossa democracia. É preciso investigar a veracidade da denúncia e extirpar os cânceres que sugam as energias e os recursos do Estado e da sociedade brasileira. É preciso tb. que os partidos políticos não comprometidos c/ o patrimonialismo reajam e que os trabalhadores e toda a sociedade façam sua parte pressionando as instituições.
Um detalhe chama atenção, no contexto da denúncia, embora não me espante: a impotência política do empresariado, extorquido como se ainda estivéssemos sob o antigo regime absolutista. Será que a corrupção é, p/ a maioria deles, mera questão contábil contornável via repasse de seus custos aos preços?
"Qualquer deputado ou funcionário daquela Casa sabe que sempre funcionou um esquema de CPIs tocado por 3 parlamentares-chaves: SÉRGIO CABRAL, Paulo Mello e Andre Luis. Sempre funcionou nos assuntos que envolviam empresas e assuntos fiscais."
"O esquema sempre foi simples. SÉRGIO CABRAL e Paulo Mello escolhiam o 'setor-vítima'. Supermercados, por exemplo. Depois, incluíam entre os membros da CPI o truculento deputado Andre Luis, o 'braço armado' (literalmente) do CABRAL. SÉRGIO CABRAL pedia à Silveirinha as informações mais importantes que poderiam constranger os empresários. Silveirinha fornecia números e documentos, digamos, 'básicos'. Com isso nas mãos, CABRAL repassava para seu fiel escudeiro, o hoje também milionário Paulo Mello, os documentos que permitiriam a abertura da CPI. E quem fazia o trabalho 'sujo', o de visitar empresas, de ameaçar pessoas, de se expor e arrecadar o dinheiro? Elementar: o Andre Luis. Os outros membros, parlamentares do 'baixo clero', que compunham as CPIs, recebiam algumas migalhas da extorsão, mas eram escolhidos a dedo para não criar problemas."

Esquema da Fiscalização no Rio de Janeiro
PARTE I
Parte das inspetorias da Fazenda sempre foi entregue à políticos. Sempre.
Alguns deputados jamais pediam obras, a não ser uma inspetoria, que dependendo da área de abrangência, poderia render entre 30 a 150 mil reais por mês.
Nos últimos dois governos - Marcelo Allencar e Garotinho, bem como o atual, o da Rosinha, o esquema tem sido sempre exatamente igual. Nos últimos 8 anos, os deputados mais encrenqueiros só eram "acalmados" com uma inspetoria.
E em quase todos os casos - exceto as do pessoal do governo - SÉRGIO CABRAL sempre recebeu religiosamente metade do que era arrecadado. O trato sempre foi esse: ele levava o pleito do deputado até o governador.
"Convencido" da necessidade de nomear um indicado político, o governador"comprava" aquele voto até o fim do seu governo.

O grande "pulo do gato" sempre foi o famosíssimo livro conhecido como "Termo de Ocorrência", de 50 páginas, onde as primeiras 25 eram destinadas às anotações da empresa, sendo as 25 restantes às anotações dos fiscais.
Invariavelmente, nas regiões onde o nível de corrupção é alto, encontra-se uma típica anotação - padrão - por parte dos fiscais: "não foi constatada irregularidade". Ao longo dos anos, pode-se observar que não havia rodízio de fiscais, e que a anotação sempre foi rigorosamente a mesma.
O ex-deputado Sivuca, por exemplo, citado pelo ex-secretário Sasse como padrinho de uma inspetoria na Barra da Tijuca, recolhia através de seu afilhado, o inspetor-chefe Celso Kastrupp, em torno de R$ 150.000 reais por mês, dos quais R$ 75.000,00 eram repassados para o atual Senador Sérgio Cabral. Existem centros comerciais na Barra da Tijuca (que aliás, é uma belí$$ima inspetoria) como é o caso do Parque das Rosas, que são campeã sem sonegação há quase uma década.

É verdade sim, que o deputado Roberto Dinamite indicou um inspetor chefe.
Nome: Dirrago. Inspetoria: da Penha. Faturamento: R$ 50.000,00 (meio ameio com o Cabral, desde o governo Marcelo Allencar)

Albano Reis, o deputado Papai Noel, logo no início do governo GAROTINHO, começou a "bater de frente" com o governador e com o presidente da Alerj, SÉRGIO CABRAL. Ninguém entendeu o por quê da raiva que CABRAL e Albano Reissentiam um pelo outro pelos idos de 1999. Albano Reis (está nos anais da Alerj) não saia da tribuna, denunciando o CABRAL, particularmente a mansão que o ex-presidente da Assembléia trouxera dos EUA.
Mas a razão da briga tinha sido o critério de se repartir o "lucro" da inspetoria do Catete (inspetor-chefe Nelson Garófilo) com o CABRAL. A nomeação não saía. Albano Reis enfrentou o CABRAL azucrinando-o até que este fez um acordo em bases menos gananciosas para acalmar o deputado "NATALINO".

Só que neste ínterim, SILVERINHA já tinha nomeado sua amante - Dona Sônia para o Catete. E Albano foi contemplado em outra região.
Às vezes, o deputado tinha que "entubar". O ex-parlamentar Paulo Albernaz, por exemplo, líder do GAROTINHO na Alerj, não conseguiu emplacar o inspetor-chefe de Campos, sua terra natal. Perdeu a indicação - ora vejam só - para Eduardo Cunha, aquele famoso ex-presidente da Cehab que respondera inúmeros ações na Justiça por improbidade. Paulo Albernaz nunca "entubou" a perda da inspetoria de Campos, e jamais poupou o governador de seu ressentimento expressado em sonoros palavrões.


E o Noel de Carvalho, quem diria? Existe um posto do ICMS em Rezende(terra natal do deputado) numa localidade conhecida como Inhagapi, logo depois do limite dos Estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Ali, o "dono do pedaço" sempre foi o deputado Noel de Carvalho, só que com uma diferença estarrecedora: quem fazia a fiscalização era o pessoal contratado através daNuseg, indicado - é claro - pelo Noel de Carvalho. Para se ter idéia,

basta buscar a sonegação feita pela Schincariol (alguma coisa em torno de R$1.500.000,00) num mês de verão. Não é preciso dizer que o pessoal da fiscalização de verdade tem ódio mortal do Noel de Carvalho.

O pessoal da bancada evangélica também tinha suas inspetorias desde o governo Marcelo Allencar. Eraldo Macedo, por exemplo, irmão do Bispo Macedo, sempre comandou 2 inspetorias: Lagoa (sob a chefia do Edson Godomar) e a de Copacabana (sob a chefia do Jequiriçá). Ambas rendem algo em torno de R$100.00,00, dinheiro religiosamente (sem conotação, por favor) dividido como Senador Sergio Cabral..
Por falar em religião, sabe aquele famoso "pastor" do escândalo cheque-cidadão, o Everaldo? Pois é, sempre foi "dono" de 3 inspetorias:

Irajá (sob o comando da Viviane), de Bonsucesso( sob o comando do Guedes) e de Barra do Piraí (sob o comando do filho do ex-verador evangélico Dirceu Amaro). Esse Everaldo é um craque, pois conseguiu manter pelos menos 2 dessas no governo Benedita...

PAULO MELLO sempre comandou a inspetoria de Maricá, desde o governo Marcelo Allencar de quem era líder na Alerj. Maricá comanda toda a chamada região dos lagos, e apesar de uma abrangência geográfica grande, é uma inspetoria considerada do interior. Nesse caso específico, alguma coisa em torno R$70.000,00 mensais.
GRAÇA MATOS indicou São Gonçalo a pedido do maridão Ezequiel, ex-prefeito e atual deputado federal. Às vezes, "bate" R$ 100.000,00. Graça e Ezequiel nunca reclamaram.Só na campanha.

Augusto Ariston - o ex-$ecretário do Gabinete Civil e atual $ecretário de Transportes, indicou uma das inspetorias do centro da cidade. Aliás, a respeito dessa região, cabe uma observação: o ex-subsecretário de Fazenda da Bené, Eduardo Campos, conhecido pelos fiscais como um "goelão" (o jargão é deles), fundiu as 2 inspetorias do Centro. O resultado? Impressionantes 250mil reais por mês. Repetindo: 250 mil reais todo santo mês!
É verdade sim que NÚBIA COZZOLINO ganhou uma inspetoria. Durante um tempão gritava, esperneava e acusava Garotinho, Jonas e seu pessoal dos desmandos no DER. Um dia, calou. Calou por que? Por que calou? Ora, ganhou finalmente sua inspetoria. Pequena, é verdade, mas que garantia R$ 30 mil para ela, e R$ 30 mil para o "corretor" SÉRGIO CABRAL.

Nelson Gonçalves participava da inspetoria que cobre Volta Redonda.
André Luis, é claro, a de Bangu. O "capo" banguense André Luis chiava e sempre desconfiava de seus afilhados na fiscalização, já que nunca conseguia atingir os R$ 100.000 reais mensais. Nunca passava de R$ 70.000,00!

Que chato, não? O problema era convencer o "sócio" SÉRGIO CABRAL que era só isso. Os dois andaram se estranhando por causa de dinheiro, mas depois se acertaram.


PARTE II
Existe um viés no escândalo SILVEIRINHA que propositadamente está sendo deixado de lado pelos deputados da Alerj. E a chave disso chama-se Romeu Sulfan, um ex-vendedor de camisas de campanha eleitoral na Rua da Alfândega. E que provavelmente, está com os dias contados.
Qualquer deputado ou funcionário daquela Casa sabe que sempre funcionou um esquema de CPIs tocado por 3 parlamentares-chaves: SÉRGIO CABRAL, PAULO MELLO e Andre Luis. Sempre funcionou nos assuntos que envolviam empresas e assuntos fiscais.
Como se sabe, é dificílimo criar uma CPI na Alerj, só com o desejo explícito do presidente. Se alguém se der ao trabalho de pesquisar o site da Alerj no tocante às CPIs dos 8 anos (GESTÃO CABRAL), descobrirá "coincidências", como por exemplo a composição com os mesmos nomes, os mesmos objetivos, entre os quais a requisição de livros contábeis e notas fiscais dos últimos 5 anos das empresas que mais tarde seriam extorquidas.

O esquema sempre foi simples. SÉRGIO CABRAL E PAULO MELLO escolhiam o "setor-vítima". Supermercados, por exemplo. Depois, incluíam entre os membros da CPI o truculento deputado André Luis, o "braço armado" (literalmente)do CABRAL.

SÉRGIO CABRAL pedia à Silveirinha as informações mais importantes que poderiam constranger os empresários. Silveirinha fornecia números e documentos, digamos, "básicos".

Com isso nas maõs, CABRAL repassava para seu fiel escudeiro, o hoje também milionário Paulo Mello, os documentos que permitiriam a abertura da CPI.
E quem fazia o trabalho "sujo", o de visitar empresas, de ameaçar pessoas, de se expor e arrecadar o dinheiro? Elementar: o Andre Luis. Os outros membros, parlamentares do "baixo clero", que compunham as CPIs, recebiamalgumas migalhas da extorsão, mas eram escolhidos a dedo para não criar problemas.
Basta analisar as CPIs da era CABRAL. Todas sempre tiveram a mesma característica, como um "serial killer" faz com suas vítimas: eram destinadas a segmentos produtivos que envolvessem grandes empresas e indústrias, requisição de quantidades imensas de documentação, informações técnicas que só a Secretaria de Fazenda tinha acesso, quase sempre os mesmos membros.

Alguém acredita, sinceramente, que um bobalhão como esse tal de Romeu Sulfan seria escolhido por Silveirinha e sua patota para ser intermediário de extorsões de milhões de dólares? Precisariam dele prá quê? Só se fosse para fazer trapalhadas no melhor estilo Peter Sellers, como foi o caso da Light.
Se se buscar os arquivos dos jornais da época da denúncia da Light, vai se descobrir notícias de que esse Romeu estava lotado na Alerj, no gabinete do deputado Andre Luis, o "capataz" de CABRAL E PAULO MELLO.
Romeu sempre foi um trapalhão que visitava as empresas em nome das CPIs. O caso Light - o Edésio Quintal, ex-diretor sabe mais do que ninguém - foi armado por SÉRGIO CABRAL E PAULO MELLO. Todo mundo na Alerj sabe disso. Os funcionários da Alerj sabem disso. Os servidores das CPIs sabem disso.
O Silveirinha tinha seu próprio esquema, e não precisaria jamais de um bobão como o Romeu para extorquir dinheiro das empresas.
Se for seguido o fio dessa meada, será descoberto um esquemaço pior do que o dos fiscais da Secretaria da Fazenda. O que SÉRGIO CABRAL E PAULO MELLO fizeram durante esses últimos 8 anos é estarrecedor, pois usaram o terror como nenhum outro parlamento o fez. Isso, sem se falar nas privatizações da era Marcello Alencar, quando o filho do ex-governador, Marco Aurélio ainda era carne e unha com CABRAL E PAULO MELLO (este último, lider do governo na época)

E alguém pode dar uma boa razão para SÉRGIO CABRAL ter a mulher de Silveirinha lotada no seu gabinete durante anos? E ainda nomeá-la para um cargo de chefia de 6.000,00? E só a exonerou porque estourou o escândalo na imprensa.

Até hoje está sem explicação a origem do dinheiro amealhado através de extorsões pela dupla SÉRGIO CABRAL E PAULO MELLO, que os fizeram homens ricos, com depósitos gigantescos no exterior.

Essa CPI da Alerj é ridícula. PAULO MELLO na presidência? Sem comentários, pois ele está ali para proteger suas alianças: SÉRGIO CABRAL, Jonas (hoje no TCE), Ariston (ex-chefe do Gabinete Civil e atual Secretario de Transportes) e, é claro, ele mesmo, PAULO MELLO. Graça Matos? Acusada deter sido uma das beneficiárias daquele caso de extorsão de um vereador de São Gonçalo - o Castor - ela sempre foi uma das parlamentares de confiança

do CABRAL, tendo sido sua primeira vice-presidente. "Queridinha" da Rosinha,

Graça Matos é ideal para uma função dessas. Qualquer um sabe que ela não resistiria a um exame psicotécnico.
Pedro Fernandes na CPI? É outra piada. Idoso, doente, semi-analfabeto, dorme ao sentar-se em qualquer poltrona do Palácio Tiradentes. Lembra aquela personagem do Ronald Golias, o "Bartolomeu Guimarães"? Pois é. Edmilson Valentim tem seu esquema próprio, sempre ligado ao Wagner Victer.

Suas CPIs tratam de assuntos que dizem respeito à área energética, mas sempre foi um fiel escudeiro de esquerda do CABRAL. Recebeu ajuda da Coca-Cola, é verdade, mas tem tantas dívidas contraídas com o ex-presidente da Alerj, que jamais permitiria que essa CPI dos fiscais descambasse para um caminho que viria atingir seu amigo CABRAL. Este último, aliás, espertamente sempre se cercou de parlamentares de esquerda para lhe dar aquele ar de seriedade: CARLOS MINC, Heloneida Studart, Valentim )
Romeu Sulfan sabe demais. Sempre teve acesso aos gabinetes da Alerj onde se decidiam grandes esquemas de extorsão. Era o "apanhador" de dinheiro para SÉRGIO CABRAL E PAULO MELLO.


Acesse o endereço

http://www.alerj.rj.gov.br/comissoes3.htm. Aí tem a relação das CPIs da gestão Cabral de 1999 a 2002. Estude as CPIs de 1994 a 1998. Em quase todas aparecem PAULO MELLO, autorizadas, é claro, por SÉRGIO CABRAL. Principalmente nas que envolviam dinheiro.

Anônimo disse...

Nós praças da PMERJ, não estamos interessados em saber COMO SERGIO CABRAL FICOU RICO! Parem de postar bobagens. Queremos aumento de salário.

Aproveito e ensejo e informo o teor abaixo:

PROGRAMAÇÃO DA SEGUNDA SEMANA DE GREVE DOS DELEGADOS DE POLÍCIA CIVIL DA PARAIBA.

ATENÇÃO TODOS DELEGADOS! comparecer às 11h00, dia 08-04-2008, na OAB, Joao Pessoa-PB.

Motivo: reunião com presidente da Adepol de Alagoas e NE para traçar metas sobre a greve.

Detalhe: em Alagoas o delegado vai ganhar salário inicial de R$ 15 mil!

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Dia 09-04-2008: todos os delegados em suas respectivas regionais.

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Dia 10-04-2008: todos os delegados às 18h, em frente à CAVESA (veiculos), Campina Grande.

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O Comparecimento de todos é imprescindivel para a manutenção da greve.

Haverá lista de freqüência para saber quem não está ajudando na greve.

Delegados, levem 1 kg de alimento nao perecivel!

Dom Karlosol disse...

QUANDO OUÇO ESSE TIPO DE ASSUNTO FICO NERVOSO, NÃO SOMENTE COMO POLICIAL, QUE SOU, MAS TAMBÉM COMO CIDADÃO BRASILEIRO.

AQUI NO PIAUÍ, LONGE DO RIO DE JANEIRO, TAMBÉM JÁ COMEÇA ESSA DEMONSTRAÇÃO DE FRAQUESA DAS AUTORIDADES PARA COM O CRIME ORGANIZADO. O PROBLEMA MAIOR É QUE TUDO CARREIA PARA CIMA DE QUEM ESTAR NA PONTA DO SISTEMA DA SEGURANÇA PÚBLICA, OS PRAÇA, QUE TEM QUE LIDAR CADA VEZ MAIS COM A OUSADIA DOS CRIMINOSOS, CONFIADOS NAS DECISÕES DESASTRADAS E SEM NENHUMA DEMONSTRAÇÃO DE ABILIDADE DAS AUTORIDADES INCOMPETENTES. "AVANTEBRASIL"