segunda-feira, 31 de março de 2008

Vasculhando meu interior o que restou foram as lágrimas...


Hoje me sentei na frente do meu PC disposta a fazer uma postagem alegre e alto astral, para que meus amigos vejam que eu ainda sou a mesma pessoa de sempre. Pus as mãos sobre o meu teclado e comecei a pensar sobre o que escrever e pensei assim: Não vou olhar o jornal para buscar notícias, afinal no jornal só encontro desmotivação e tristeza. Vou vasculhar o meu interior! Comecei uma jornada ao meu coração e fui buscando, achei muitas alegrias, meus filhos, meu marido, até meu cachorrinho é uma grande alegria, mas achei que falar da minha família seria muito pedantismo meu, afinal, ficaria aqui por horas digitando sobre as "palhaçadas" do meu caçulinha de 8 anos; teria inúmeras linhas a digitar sobre a "macheza" do meu adolescente de 16 anos; com certeza me perderia no tempo falando sobre o homem da minha vida, a minha metade; histórias sobre minha vira-lata então, tenho de sobra. Então, antes de começar a digitar, resolvi reler as postagens e comentários feitos no meu blog. Tive uma surpresa ao deparar-me com um comentário que não havia lido ainda, pois estive doente e passei uma semana sem dar atenção ao meu espaço. Abaixo transcrevo o comentário tal como foi postado.
"Caros amigos, sou esposa de policial reformado por invalidez,por doença que não tem cura.Quando reformado, ( a reforma saiu em junho de 2003 ) mandou reformar retroativo a janeiro, mas até agora nós não vimos esse dinheiro que seria direito dele, queria que se alguem pudesse , me ajudar , pois ja fui a vários advogados e ninguem se interessa,não sei que atitude tomar. O que tenho notado, nesses anos é que o policial só presta para o estado e desculpem mas p/ alguns colegas tmb ( não generalizando ) enquanto estão na ativa, pq quando passam p/ inatividade são só RESTO, não existe respeito por parte do estado principalmente. Meu marido tem hoje 49 anos , mas 26 foram dedicados a esta instituição, trabalhando em patâmo dentro de favelas, sempre amando o que fazia.Mas hoje o que mata ele aos poucos c/ fortes depresões, é o descaso do governante para c/ toda a instituição e tmb de não poder mais trabalhar.Um dia em minha vida eu aprendi a amar a policia militar, me emocionar mas hoje eu nem tenho palavras para definir o que sinto por ela.Desculpem pelo desabafo , um grande abraços a todos."
Depois de ler a postagem parei de vasculhar meu interior com muito medo de encontrar lá dentro a tristeza que vem com o descaso. Lembrei que só faltam 5 dias para termos uma definição por parte do governo sobre os salários de fome; lembrei que meu marido pode ficar preso a qualquer momento por um simples capricho de um oficial que não goste dele (motivos eles acham quando querem); lembrei que no BEP não estão presos só policiais bandidos, mas também aqueles que foram autuados por crimes militares (desacato, desobediência e outros menores) e estão privados do convívio familiar e misturados com quem praticou delitos como homicídio, assalto,etc; lembrei que existem tantas viúvas que ainda não receberam suas pensões e sobrevivem da caridade dos colegas de btl. Tantas lembranças me foram trazidas pelo comentário, que fiquei pensando onde estão aqueles que diziam lutar pelos policiais e seus familiares. Com a epidemia de dengue em alta, estamos na reta final para uma definição e o Deputado "defensor dos policiais" não se manifestou uma única vez, só vem falando do pobre que sofre nas filas dos hospitais (diga-se de passagem com grande parcela de culpa da própria população, pois prevençaõ também é obrigação do povo) e jogando no limbo todos os sonhos dos policiais e de suas famílias. Quando alguém vai olhar para essa população de esquecidos? Quando alguém vai lembrar que o marido morre, mas a vida continua e a viúva e os filhos tem que sobreviver? Quando alguém vai se compadecer de homens como o marido dessa mulher que comentou, que depois de tantos anos de dedicação a PMERJ é totalmente esquecido, jogado fora como se fosse um traste descartável?

Quer saber, vasculhei o meu interior acabei esbarrando na realidade!

Sabe o que me restou?

LÁGRIMAS!!!

8 comentários:

Anônimo disse...

O SAPO PM

A MOCINHA PASSEAVA À BEIRA DE UM LAGO, QUANDO, DE REPENTE, APARECEU UM SAPO DIZENDO:
- OLHE, EU SOU UM PM, SOLTEIRO, RÉCEM-FORMADO, GANHO MENOS DE R$ 30,00 POR DIA, TENHO UM SENHOR PLANO DE SAÚDE PELA CORPORAÇÃO, NO HCPM, MAS FUI TRANSFORMADO EM SAPO PELO GOVERNO. SE VOCÊ ME BEIJAR, EU VOLTO AO NORMAL E ME CASO COM VOCÊ. SEREMOS FELIZES PARA SEMPRE!

A MOCINHA, TODA CONTENTE, PEGOU O SAPO E O COLOCOU NA BOLSA. E FOI ANDANDO PARA CASA. O SAPO COMEÇOU A FICAR IMPACIENTE E PERGUNTOU:
- EI, MOÇA!
QUANDO É QUE VOCÊ VAI ME BEIJAR?
ELA RESPONDEU: - NUNCA!
UM SAPO FALANTE DÁ MUITO MAIS DINHEIRO QUE UM MARIDO POLICIAL MILITAR.

É! O dia 05 de abril está chegando e o salário continua o mesmo, até quando?

Anônimo disse...

04/06/2001 - 18h49
Polícia Militar da Paraíba decide suspender greve
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da Agência Folha

A Polícia Militar da Paraíba decidiu suspender a greve, cujo início estava marcado para hoje, depois de o governo do Estado haver concedido reajustes salariais.
Segundo o presidente da Associação dos Praças da Paraíba e deputado estadual pelo PV, Denis Soares dos Santos, aumentos foram dados a "apenas" 30% da categoria, o que ele considera uma manobra para desarticular a greve.

Ele afirma que o movimento grevista seria engrossado por oficiais descontentes com seus vencimentos. "O governo concedeu reajuste principalmente a oficiais com funções de comando. Vejo isso como manobra para enfraquecer a greve", disse Santos.

"Eles (o governo) conseguiram adiar a greve. Se começássemos, corríamos o risco de perder 30% da força. Por isso, decidimos adiar para fazer um levantamento mais detalhado de quais foram os critérios para o benefício", declarou o deputado. Ele afirma que a greve não está descartada.

A associação reivindica que o soldo para o policial em início de carreira suba de R$ 230 para R$ 280 e que o vencimento básico atinja R$ 850, já somadas as gratificações.

Santos diz que o aumento variou de acordo com o patente do policial. "Em alguns casos, chegou a 94% para coronéis sobre o soldo. Houve também reajustes de 60%, 40% e até 0,22%", afirmou.

O secretário da Comunicação Social do governo, Luís Augusto Crispim, disse que o deputado "mente compulsivamente".

"Não é verdade que apenas 30% da categoria recebeu reajuste. Todos receberam. Se eventualmente houve algum erro de digitação ou de cálculo, isso será facilmente resolvido", declarou.

Anônimo disse...

Cara Esposa de Praça da PM, lembre-se que sua realidae (sua e de seu esposo) condiz infelizmente com a realidade de todos nós que trilhamos o caminho dos Heróis, tortuoso, sim, mas nunca intransponível. Acredite, o coração de todos nós praças, sejam BBMM ou PPMM estão compartilhando dia-a dia das tristesas , felicidades e expectativas.

E acredite, minha esposa também sente a mesma coisa que você quando me vê amuado, como seu marido na PPMM, dou meu sangue pela minha corporação, Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, todavia, a cada dia que passa a desmotivação da falta de reconhecimento profissional, os peixes "$" sempre sendo prevalecidos, os errados "sempre estado certos", mas tenha certeza que homens como nós , nunca deixaremos de acreditar e lutar:
1º Por nossas famílias,
2º Pelas nossas respectivas Corporações
3º Pelos populares que em muitas vêzes nos depreciam, mas verdadeiros Heróis não fazem distinções.

E sempre pela nossa honra e dignidade.

Conte sempre.

PRAÇA Q01 CBMERJ

Silvia Gomes disse...

Praça Q01 CBMERJ,

Agradeço as palavras de alento. A esperança vai continuar viva dentro de cada um de nós, mas infelizmente, esse governo infeliz está aproveitando a maré da dengue para, mais uma vez, jogar todos nós no poço do esquecimento e isso entritece muito.
Muitas feliciaddes e esperança a vc e todos os seus.

Anônimo disse...

Polícia Militar se une à Civil e faz paralisação de advertência próxima semana.

(29-03-2008). Após reunião realizada na tarde de hoje, a Polícia Militar e os delegados da Polícia Civil da Paraíba decidiram se unir aos policias nas reivindicações e aderir ao movimento. Está prevista uma paralisação de advertência a partir da próxima terça-feira (1°) até a sexta-feira (4) unindo todas as categorias. “Todas as propostas da categoria foram rejeitadas, lastimamos que o governo não tenha chamado as Polícias Civil e Militar para conversar”, lamenta o secretário geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Marcos Henriques.

Henriques afirmou também que este é um momento solene, pois os movimentos das polícias estão se unido em torno do mesmo movimento. Ele ainda lamenta que nenhuma das esferas tenha recebido aceno para conversar por parte do governo e acredita que daqui em diante a tendência do movimento é se fortalecer.

A categoria reivindica reposição salarial que varia de 29% a 54% escalonado, a implantação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) e isonomia salarial com a média nacional dos salários da categoria, que segundo a Aspol, percebe atualmente a quinta pior remuneração do país. O Governo do Estado acenou com um reajuste de 4,45%, percentual abaixo da inflação do período eu foi de 5,43%.

Polêmica – A respeito da legitimidade de uma greve encabeçada não pelo Sindicado da Polícia Civil, mas pela Associação (Aspol), Henriques diz acreditar que o movimento grevista nasce das bases e da vontade dos integrantes da categoria e por isso a Aspol teria sim representatividade para encabeçar o movimento grevista, contra o qual o Sindicato já se posicionou.

Wscom

Anônimo disse...

GREVE UNIFICADA PCPB/PMPB

Com tropas do interior, policiais e
delegados fazem passeata na Capital;
‘Querem confronto’, diz Eitel.

(01-04-2008). Uma passeata, no começo da tarde desta terça-feira 1º, marca o início da greve unificada dos policiais civis, militares e delegados na Paraíba. O protesto deve parar o centro da Capital. Cerca de vinte ônibus trazem tropas do interior. O secretário Eitel Santiago (Segurança Pública) disse que as manifestações representam tentativa de confronto com o Governo do Estado.

- Eles querem confronto e confronto não é bom para ninguém, disse o secretário, que reiterou disposição de pedir ainda hoje a ilegalidade da greve.

Passeata - A concentração acontece na Praça João Pessoa, onde PMs e policiais civis estão acampados desde a segunda-feira 31, e depois segue até o anel interno da Lagoa, passando pelas ruas da cidade baixa. O encerramento acontecerá em frente ao Palácio do Governo.

“A idéia de unificar o movimento é para ganharmos um poder de força maior e assim conseguirmos melhores propostas do Governo”, afirmou Cabo Santos, do Comando de Greve da Polícia Militar. As três categorias já fecharam acordo para só abandonar o movimento quando todos obtiverem os ganhos necessários à volta do trabalho.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Estado da Paraíba (Sindpol), Isaias Olegário, a contraproposta do governo do estado apresentada na noite de ontem, 31, não foi satisfatória.

“Eles apresentaram um reajuste de 4,45% agora em abril e 4,56 em setembro, percentuais muito abaixo do reivindicado pela categoria”, afirma.

Segundo Isaias Olegário, cerca de 90% dos 317 delegados paraibanos já aderiram ao movimento grevista e o atendimento à população continua sendo feito exclusivamente na Central de Polícia.

Os delegados, além dos salários, reivindicam melhores condições de trabalho.

“Tem delegacias que a máquina de escrever é emprestada”, diz. Ele revela ainda que apenas cerca de 30% das delegacias estão informatizadas.

Já os policiais civis apresentaram contracheques de soldados do Rio Grande do Norte, aonde o salário chega a R$ 1,6 mil.

“Aqui na Paraíba o salário de um soldado não passa dos mil reais e os cabos ganham pouco mais de um mil. Queremos reajuste já e só retornaremos ao trabalho com uma proposta digna”, assegura o Cabo Santos.

De acordo com o comando de greve dos policiais militares, apenas 30% dos mais de 10 mil militares estarão nas ruas.

“Vamos tentar colocar o mínimo possível de viaturas e homens nas ruas”, afirma Cabo Santos.

Os policiais paraibanos estão se espelhando no movimento grevista dos policiais baianos, que estão com os braços cruzados desde o dia 28 de março. Ontem, a Justiça decretou a ilegalidade da greve dos policiais civis da Bahia e a volta imediata dos profissionais ao trabalho. O governo estadual entrou com o pedido de ilegalidade na noite de domingo.

Eles reivindicam reajustes que variam de 29% a 54%, aprovação da Lei Orgânica e melhores condições de trabalho, os policiais cruzam os braços e deixa apenas 30% do serviço essencial atendendo a população.

Resposta - Além de Santiago, o secretário da Administração, Gustavo Nogueira, estiveram reunidos com representantes das três categorias, ofereceram reajuste parcelados e aprovação da Lei Orgânica da Polícia.

O Governo do Estado espera uma resposta dos grevistas, mas não há, até o momento, nenhuma reunião marcada para debater as propostas.

Everaldo Ricardo - WSCOM

Anônimo disse...

É greve: dois mil policiais fazem passeata e param centro de João Pessoa.



(01-04-2008). É grande a concentração de policiais reivindicando melhorias Ampliar imagem É grande a concentração de policiais reivindicando melhorias Cerca de dois policiais - entre civis, militares e delegados - participaram na tarde desta terça-feira 1º de manifestações em João Pessoa.

A caminhada parou o centro da Capital, provocando congestionamento do trânsito. Segundo representantes de instituições ligadas aos policiais, a negociação salarial com o Governo está empacada.

Mais cedo, o secretário Eitel Santiago (Segurança Pública) anunciou 9,21% de reajuste, mais aprovação de lei orgânica para implantação de Plano de Cargos, Carreira e Salários.
O secretário pediu a ilegalidade da greve e diante do anúncio da passeata, reagiu: "Eles querem provocar confronto".

“O movimento continua e estamos tentando buscar uma solução. Se não avançarmos, a culpa é do Governo que já vem protelando isso há mais de ano”, declarou o presidente do Clube dos Oficiais da Paraíba, Coronel Francisco de Assis Silva.



Manifesto parou em frente ao Palácio da Redenção Ainda de acordo com o Coronel, amanhã 2 de manhã, os PMs estarão novamente na Praça e só vão levantar acampamento depois que as reivindicações forem atendidas.

Para o presidente do sindicato dos Delegados, Isaias Olegário, mesmo que o Plano de cargos e carreiras seja enviado a Assembléia em 20 dias, como foi prometido pelo governo, isso não refletirá no fim da greve. "A proposta deixa muito a deseja", diz Olegário.

Ele mandou recado para a população, que enfrenta hoje o primeiro dia de delegacias e batalhões vazios: "Não se desespere com a paralisação, pois 30% do efetivo está trabalhando como recomenda a constituição. Os casos emergenciais estão sendo encaminhados para as Centrais de Policia em João Pessoa e Campina Grande e as superintendências nas demais regionais".

Olegário diz que o tempo da greve vai depender do governo e lembra o caso de Alagoas, onde os polícias passaram seis meses de braços cruzados.
Mônica Melo

WSCOM Online.

Anônimo disse...

ENQUANTO OS CORONEIS BARBONOS REALIZAVAM ATO CIVICO NA CINELANDIA SEM NEHUMA EXPRESSÃO OLHEM O QUE ACONTECEU NA PARAIBA...

DELEGADOS E OFICIAIS DA PM AMPLIAM GREVE DA POLICIA PARAIBANA


A partir desta terça-feira (1º de abril), delegados da Polícia Civil e oficiais da Polícia Militar também paralisaram suas atividades, ampliando a greve em todos os segmentos da segurança pública na Paraíba.

O movimento permanecerá unificado mesmo que o governo atenda a alguma categoria, isoladamente, segundo revelou o delegado Isaias Olegário, presidente da Associação dos Delegados da Polícia Civil, em entrevista ao programa Correio da Manhã (Correio Sat).

Segundo Olegário, existe um compromisso entre as lideranças civis e militares, com documento firmado em cartório, de que a greve somente deve acabar quando todos forem atendidos nas negociações com o governo.

O Comando Único de Greve dos servidores da segurança pública do Estado já comunicou que serão mantidos 30 por cento dos serviços, como manda a lei.

Na Capital, policiais militares e civis vão fazer uma caminhada da Praça João Pessoa até a Lagoa, e depois retornam à praça, onde deverão ficar acampados.

Os oficiais da PM reivindicam a regularização da Lei de Remuneração além de renovação de equipamentos, armas e carros que estão em sua maioria sucateados. Os delegados querem reajuste salarial e aprovação da Lei Orgânica da Polícia Civil.