quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

DESCASO NO HPM


Bom gente, fugindo um pouco do assunto da nossa greve vou abordar um assunto tão importante quanto: a nossa saúde. O caso que vou relatar a seguir pode acontecer com qualquer um de nós, então quem puder ajudar, que o faça.
No mês de Janeiro o sd Clayton Araújo dos Reis – RG 84.678, ao acompanhar sua esposa, grávida de sete meses, à clínica São José em Caxias, foi vítima de um assalto, nessa ocorrência ele foi atingido por dois disparos de arma de fogo, um que atravessou sua perna e o outro atingiu seu ombro perfurando o pulmão e se alojando na coluna, o que causou lesão medular e a conseqüente paralisação dos membros inferiores. Seria mais uma história de um PM imobilizado em uma cama, não fosse eu ter recebido uma ligação da esposa desse policial me contando sua história. Segundo a esposa do sd Clayton, ao ser atingido pelos disparos ele foi levado para o hospital de Saracuruna que, apesar de ser referência em neurocirurgia, transferiu nosso bravo para o HCPM onde, após avaliações, concluiu-se que o projétil alojado não poderia ser removido e que o tratamento teria que ser ambulatorial, então no dia 26/01 (segundo palavras da própria Mariana, esposa do sd) ele recebeu alta para a residência sem nenhuma medicação para as dores que sentia ou tratamento específico para as escaras que se formavam em suas nádegas. Após pouco menos de uma semana em casa o Clayton começou a apresentar intensificação das dores e aparecimento de febre, tendo sido novamente internado no domingo com um quadro de infecção urinária e nas escaras. Após ser avaliado comunicaram a esposa de que ele deveria passar por uma cirurgia para raspagem dessas escarificações, o que não foi feito até agora, mesmo ele tendo sido colocado em dieta zero (jejum) ontem para a realização do procedimento. Até as 10h30min de hoje ainda não havia notícias de que o procedimento houvesse sido realizado. Até aqui só transcrevi o relato da esposa que está extremamente nervosa e sem saber o que fazer ou a quem recorrer, pois chega ao HPM e encontra o marido imobilizado em uma cama sentindo dores e com febre, daqui pra frente é comigo. Não sou médica, mas também não sou leiga! Sei que existem casos em que a rapidez no atendimento torna-se essencial para salvar a vida do paciente; não seria esse o caso? Trata-se, evidentemente, de infecção hospitalar, pois foi constatada no período imediatamente posterior a alta. Conheço as dificuldades do hospital, sei da deficiência de pessoal de perto, afinal passei muito tempo lá dentro acompanhando o meu grandão, mas sei também que o tratamento lá difere muito de setor para setor. Exemplo: A hematologia é maravilhosa, a enfermaria de cardiologia é 10, já não podemos falar o mesmo de certas enfermarias onde parece que o povo nem liga se o paciente está ou não morrendo... E por aí vai. O que eu e todas as esposas de policiais gostaríamos era de um pouco mais de humanidade, tratamento humanizado, cumprimento das promessas e acima de tudo que aqueles que ali estão para zelar pela nossa saúde realmente se importassem com ela, assim como eu vi que se importaram quando o meu filho chegou acidentado ou quando o meu grandão chegava para fazer a quimioterapia. Por favor, não é porque o sd Clayton está paraplégico que ele merece menos respeito ou menos atenção a sua saúde, infecção mata e mata rápido. Vamos lá HCPM, vamos agir!


8 comentários:

Anônimo disse...

E vocês sabem quem é o maior culpado disto? os nossos últimos e o atual governador que a anos descontam em nossos contracheques, o funde de saúde mais não repassam para o hospital, na última reportagem que vi, já passavam de 100 milhões, para vocês verem, além de nos pagar mal, nos roubam.

Anônimo disse...

Agradeço a Srª Silvia pela postagem. DEUS ABENÇÕE A SENHORA E SUA FAMÍLIA!

Anônimo disse...

Fabio BM 439

Boa tarde amigos leitores neste momento em que escrevo este comentário quero lembrar que sou CB BM e irmão do Sd Clayton e durante o ano que passou conversamos muito sobre nossas dificuldades nas corporações e um dos assuntos que nos chamava a atenção além do aumento salarial, o qual buscamos e aguardamos incansavelmente nestes 15anos de corporação, é a queda da qualidade no atendimento hospitalar das duas corporações(HPM E HCB), pude perceber o TOTAL DESCASO COM O MEU IRMÃO, quando conseguimos a internação na quinta-feira por volta das 21:00hs ele foi recebido por um médico de plantão que informou não haver um NEURO-CIRURGIÃO e passaria as informações também a um CIRURGIÃO TORAXICO. Bem sem me alongar meu irmão foi encaminhado a um quarto pela madrugada por um médico que só deu explicação a ele que estava desorientado e exausto. Meu irmão ficou até o sábado sentindo dores sem prescrição de remédios ou algum tipo de dieta e quando procuramos a enfermaria não sabiam que ele estava ali. Até devemos aturar este descaso??? Retornou agora no último domingo e na previsão de operação novamente ficou quase 24hs sem comida. Será que para combater o tráfico o Sd REIS do 9ºBPM servia. E agora para ser atendido com dignidade e respeito o que falta?. Desculpe o desabafo, mas, tenham muito cuidado v6 policiais como meu irmão que venham a precisar do HPM, terão que ter muito conhecimento ou platinas para um bom atendimento... Fiquem com DEUS. JUNTOS SOMOS FORTES!!! Com Fé e UNIÃO Conseguiremos nossa DIGNIDADE.

Anônimo disse...

Olá!! Senhora Sílvia, o seu Blog sempre foi muito importante para a FAMÍLIA Policial Militar e também para os Bombeiros Militares. Inclusive chegou no auge de acessos, somente não atingindo todos os RECORDES, devido como todos nós sabemos da enfermidade do seu esposo e nosso companheiro GRANDÃO, antes de tecer o meu comentário sobre a matéria, gostaria de parabenizá-la pelo retorno, que por sinal vem em boa hora,e fazendo votos que o seu esposo tenha se recuperado, com a Graça de Deus. Agora, abordando a situação que se encontra o HCPM, é com muita TRISTEZA, que recebemos estas notícias, TRISTEZAS mais ainda, porque não há pespectivas de melhorias, este HOSPITAL, tornou-se uma DOENÇA INCURÁVEL, sendo eu esposa de um Policial Militar, já passei os meus pedaços naquele local, mas não ponho os meus pés ali há vários anos, pois sei que lá só presenciamos dissabores, e por vivenciar um DESCASO com o meu esposo, que resolvi colocá-lo no meu PLANO DE SAÚDE, é isto mesmo no meu PLANO DE SAÚDE, pois sou funcionária da prefeitura do RJ., e arcamos com uma mensalidade de aproximadamente R$500,00 por mês, a fim de que ele possa não mais passar as humilhações que passamos alí. A SOLUÇÃO SENHORA SÍLVIA EXISTE: A PMERJ, fazer urgentemente um PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL, para os seus INTEGRANTES E DEPENDENTES, caso contrário, continuaremos aqui enxugando gelo, o negócio que aquilo ali é uma GALINHA DE OVOS DE OURO, e ninguém quer largar o NINHO.

Anônimo disse...

EU JÁ ESTIVE NO HPM ACOMPANHANDO MEU MARIDO COM PROBLEMAS PSIQUIÁTRICOS. MANDEI UM CAPITÃO MÉDICO PRÁ PQP, DEI UNS GRITOS E CHAMEI A IMPRENSA.
HOJE MEU MARIDO ESTÁ APOSENTADO, FAZ TRATAMENTO AQUI EM CAMPOS PELO SUS.
BASTA GRITAR QUE ELES FICAM COM MEDO.

Silvia Gomes disse...

Pois é amigos. Conheço bem as mazelas do HCPM. A primeira internação do meu grandão foi de 78longos dias e a segunda de 15 dias e sei bem que em alguns momentos só gritar adianta, quando digo isso digo conhecendo os dois lados da moeda, pois sou técnica de enfermagem e conheço as dificuldades da profissão, mas nada justifica descaso e desconsideração. Espero, de coração que essa postagem possa ajudar o Clayton e que Deus possa confortar o coração da Mariana e de toda a família dele, sei o que é ter o nosso amado amarrado entre dois mundos e isso é extremamente cruel. Que todos nós possamos orar por eles e fazer o que nos for possível aqui.

Anônimo disse...

voce tem noticias da monica...

Silvia Gomes disse...

KKKKKKKKKK, ela mudou a cor do cabelo, mas deixa quieto.