Tudo na vida tem regras, para tudo existe uma burocracia, um entrave burocrático. No caso das instituições públicas eu costumo chamar esses entraves de “burrocracia”. É um tal de requerimento pra cá, memorando pra lá, que um assunto que poderia ser facilmente resolvido em dez minutos acaba levando quatro horas. Como qualquer unidade governamental a PMERJ não poderia ser diferente, é requerimento, papeleta, LTS, IFP, etc, etc, etc, que chega me deixar tonta. Como todos sabem meu marido está em tratamento para câncer e fazendo a quimioterapia, o que significa baixa imunidade e uma grande facilidade para que doenças banais como uma simples gripe possam levá-lo ao hospital novamente. Onde quero chegar com isso? Bem, eu fico imaginando e avaliando a “burrocracia” da tal da papeleta médica: Qual a funcionalidade daquele bendito papelzinho verde que o PM tem que pegar no BPM toda vez que necessita ir ao médico? A única função que consegui encontrar para ele é o de dar trabalho e dificultar a ida do policial ao HPM, vendo tanta dificuldade o policial acaba desistindo de se tratar e o malandro, que só quer um atestado, desiste de tentar dar o gabiru. Mas se formos ver bem direitinho é uma das “burrocracias” mais cruéis que existe, já que acaba por afastar um doente do tratamento e leva alguém que realmente esteja passando mal a cumprir uma verdadeira maratona na busca pelo tratamento. Vamos supor que o policial seja lotado em Bangu e more em Ramos: Deu pra perceber a maratona que ele terá que cumprir? Vai sair de Ramos e irá até Bangu pegar a papeleta, de lá volta todo o caminho (passando por onde mora) e vai para o HCPM e é atendido, o médico, então, o põe de LTS, ele desce a rampa vai pra junta, pega aquele monte de papéis (no meio deles a bendita papeleta) com a licença homologada e volta para Bangu (não esquecendo que, mais uma vez, para chegar ao 14º BPM o cara passou pela sua casa, o local onde ele mais quer estar, já que está doente e precisa de repouso) e só depois dessa via crucis é que ele pode ir para casa. O que não entendo é porque não se abole esse bendito papelzinho verde e passam a aceitar um atestado em receituário do próprio HPM, seja indicando as horas, ou seja dando as pequenas dispensas, quanto as LTSs e IFPs, tenho que concordar que a ida a junta para passar por uma perícia seja necessária, afinal, em qualquer lugar quem realmente decide a necessidade real de afastamento é a perícia, mas em relação ao bendito papelzinho verde, estou começando agora uma campanha: “ABAIXO A PAPELETA! CHEGA DE BURROCRACIA! VIVA A LIBERDADE DE ATENDIMENTO MÉDICO!”.
Bem gente, deixo aqui o meu recado, agora já vou indo, pois o meu grandão me chama e eu preciso curtir meu amorzão em casa ao máximo, beijos e FELIZ NATAL!







