"Rio - O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, assinou nesta quarta-feira o documento que instaura o processo de julgamento de policiais militares que lideraram a greve na corporação. O processo do Conselho de Justificação vai aputar as responsabilidade de participação dos oficiais no movimento.
Os indiciados são o major Hélio Silva de Oliveira e os coronéis Paulo Ricardo Paúl e Adalberto de Souza Rabello. Os três foram presos e são acusados de conclamar e incitar a paralisação de PMs, policiais civis e bombeiros. Se condenados, eles podem até ser expulsos da corporação.
Nesta terça-feira O Governo do Estado do Rio de Janeiro informou iria solicitar à Justiça a transferência de policiais e bombeiros militares presos. O pedido, justificado pelo fim das ameaças à manutenção da ordem pública, seria feito na manhã desta quarta-feira. Os oficiais estão no presídio Bangu 1 e seriam encaminhados para unidades prisionais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, onde continuarão a cumprir prisão preventiva.
O Comandante-Geral da Polícia Militar, Coronel Erir da Costa Filho, e o Secretário de Estado de Defesa Civil e Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros, Coronel Sérgio Simões, entregariam as solicitações à juíza Ana Paula Penna Barros.
Na noite desta segunda-feira bombeiros e policiais militares resolveram suspender a greve iniciada na madrugada da última sexta-feira. A decisão foi tomada em assembleia realizada na Lapa, no Centro do Rio. Os militares decidiram que a paralisação está suspensa até o fim do Carnaval, quando será realizada uma nova assembleia, para decidir os rumos do movimento.
Reivindicações não atendidas
A greve foi deflagrada na última quinta-feira, quando os líderes do movimento garantiam que cruzariam os braços caso algum item da sua pauta de reinvindicações não fosse atendido pelo governo. Eles pedem a libertação do cabo Benevenuto Daciolo, preso no fim da noite de quarta-feira, auxílio-transporte e alimentação de R$ 350, piso salarial de R$ 3.500 e jornada de 40 horas semanais.
Mais cedo, a Assembleia Legislativa aprovou nesta quinta-feira, por 60 votos a um (duas abstenções e sete faltosos), o projeto de lei que concede 38,81% de aumento aos 122.640 servidores da Segurança Pública, que será quitado em fevereiro de 2013.
No sábado, segundo dia da greve decretada pelo Corpo de Bombeiros e polícias Militar e Civil, esta última decidiu suspender sua participação no movimento. O Governo do Rio continuou o processo de punição aos grevistas militares, que já somam 188 presos ou detidos, sendo 171 bombeiros e 17 PMs, desde sexta-feira."



