segunda-feira, 24 de maio de 2010

Diário de Bordo II com uma pitada de indignação!


Bom dia! Sei que tenho andado meio relapsa em relação a tantos acontecimentos na nossa família policial militar, mas é que a vida anda meio atribulada. Meu grandão vai fazer o último ciclo da quimio no dia 02/06 e nesse período temos feito vários exames, o que nos deixa pouco tempo para ficar na net. Bem que eu tento, mas ta complicado. Bom, vamos lá. Pra começar notícias do Senhor Grandão: Como já disse estamos chegando à reta final, ele parece bem melhor, está mais forte e bem mais disposto, apesar de ainda sentir algumas dores e desconfortos. A Tomo de crânio e cervical está normal assim como o Doppler de membros inferiores, dia 31 estaremos indo ao otorrino para avaliação de uma obstrução que apareceu, mas não deve ser nada de mais. Essa semana ele me arrumou um princípio de flebite no braço onde foram ministrados os quimioterápicos, mas a Dra. Solange (excelente médica, diga-se de passagem) já iniciou o antibiótico e fomos ao HCPM onde foi feita uma infiltração subcutânea de dexametasona, o que fez com que o processo regredisse bem rapidamente. Após a última quimio partiremos para os exames específicos, aqueles que nos mostrarão os efeitos reais do tratamento e o quanto o tumor regrediu. Vamos orar para que tenha sumido! No mais, é só ansiedade (to comendo feito uma loba, rsrsrsrsrsrs).

Agora vamos partir um pouquinho para os nossos problemas comuns. Tenho acompanhado as notícias e, sempre que posso, entro na net para dar uma olhadinha nos blogs e me chamou muito a atenção duas coisas que vi em um dos blogs que acompanho. Uma delas foi uma gravação feita pelo Coronel Paul mostrando o vestiário da UPP do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho. Fiquei completamente apavorada e enojada com o que vi. É claro que limpeza também depende de quem usa, mas usar uma lixeirinha de escritório em um ambiente de alta circulação de pessoas, não tem esforço que consiga manter o lixo lá dentro. E o vazamento? PODRE!!! APAVORANTE!!! O pior é que o policial não recebe insalubridade para freqüentar um lugar daqueles. Aquele lugar me lembrou uma fazenda de suinocultura que visitei uma vez, se transferissem os policiais para a fazenda eles estariam muito mais bem alojados, afinal os chiqueiros eram extremamente limpos, inclusive cada baia era de piso para manter uma melhor higienização. Já falei mais de uma vez e não me furto em repetir que um trabalhador que não é tratado com o mínimo de dignidade e que não tem seus direitos de ser humano respeitados, não saberá respeitar, nem honrará os direitos alheios. É hora de mudar esse pensamento de que o policial que trabalha na rua só precisa do alojamento para se trocar, então não precisa de nada. Precisa sim, precisa de um mínimo de limpeza e organização, ali não dá nem para trocar de roupa sem sujar a barra das calças.

Outra coisa que vi no blog foi o desconto para o fundo de saúde (1% por cada dependente). O que não consegui entender é: Se reza o Estatuto do Policial Militar no seu Título III dos direitos e prerrogativas dos policiais militares na Seção I Art. 48, parágrafo IV, no item 5 que:
- É direito do policial militar: a assistência médico-hospitalar para si e seus dependentes, assim entendida como o conjunto de atividades relacionadas com a prevenção, conservação ou recuperação da saúde, abrangendo serviços profissionais médicos, farmacêuticos e odontológicos, bem como o fornecimento, a aplicação de meios e os cuidados e demais atos médicos e paramédicos necessários.
Então, fica subentendido que é direito do PM e, portanto, obrigação do estado e da corporação garantir tal direito sem que isso gere ônus para o policial, se eu estiver errada, por favor, me corrijam. Bem, mais uma vez, o que eu não entendo é que com o parco salário que o policial recebe lançam mão de mais um desconto, que já foi considerado inconstitucional, inclusive com vários PMs retirando-o do contra cheque, para cumprir com obrigações que deveriam ser arcadas pelo estado, afinal saúde é “um direito do policial militar e uma obrigação do estado”, daí que a construção das policlínicas e mini hospitais deveriam ser feitas com verbas do estado e nunca com o salário do policial. Caracas! Para o mundo que eu quero descer! Já não entendo mais nada! Será que só o que vale é o RDPM, em toda sua plenitude? O Estatuto, na parte dos direitos está esquecido? Onde estão as associações de praças para reivindicar os direitos dos mesmos? Gente, vamos lá! Eu entendo que o dinheiro da PM é pouco, mas onerar quem já ganha tão mal com a desculpa de dar um atendimento de saúde melhor não cola. O Rio de Janeiro é um estado rico, o segundo em arrecadação no país e está mantendo uma segurança de terceiro mundo usando a desculpa de falta de verba? Eu, realmente, não entendo. Precisamos de hospital, precisamos de atendimento, precisamos de profissionais que tratem os clientes como tal e não como inferiores hierárquicos, precisamos de mais gente na enfermagem, mas de gente que goste do que faz e não de 400 auxiliares de saúde que não sabem nem o que estão fazendo ali, precisamos de humanização no atendimento hospitalar, precisamos de material e, acima de tudo, os nossos policias precisam de respeito e direitos humanos, pois sem isso, jamais teremos uma polícia, realmente cidadã!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Direito a esclarecimento

Queixa de um leitor:

Covardia na Policlínica da Polícia Militar de São João de Meriti...
Silvia, Já não podemos mais reclamar nossos Direitos... Um Cabo foi preso na PPM/SJM, porque ao chegar à Policlínica foi informado no SAME que o médico não compareceu, e que a consulta iria ser remarcada, como necessitava de atendimento médico, pois não estava bem de saúde, se dirigiu a Major Gloria responsável pelo SAME da Policlínica, a fim de tentar que outro médico o atendesse. E em tom alto e agressivo foi destratado pela major, que ao invés de ajudá-lo lhe deu VOZ DE PRISÃO. E a ai vem a pergunta: será que se fosse um Oficial seria tratado de tal forma? Será que não o teriam avisado com antecedência do cancelamento da consulta, visto que as consultas agora são agendadas, pois durante o seu agendamento é anotado TEL, nome, RG e Unidade do militar?
O companheiro foi autuado na DPJM por DESACATO. Até que ponto podemos reclamar nossos Direitos, sem sofrermos tamanha represália? Haja vista, o Desacato alegado pelo Major Gloria é arbitrário e ilegal, pois pelo que consta no auge da inércia da administração da Policlínica, o Militar sendo tolido nos seus Direitos, e sendo destratado pelo Major Gloria, e vendo que não conseguiria o seu atendimento médico previsto em Lei, apenas se retirou da sua presença, o que não caracteriza Desacato. Todos que viram a cena ficaram comovidos, com tamanho absurdo, pois o Militar caiu desesperadamente em prantos


Direito de resposta

Cara Sra Silvia
Sou Diretor da PPM/SJM e gostaria de fazer alguns esclarecimentos acerca do comentário do Anônimo de 27 de abril.
Prezado Companheiro
Repudio a sua afirmação de que houve "covardia" em nossa Unidade, pois o seu relato está eivado de inverdades. Senão vejamos:
1 - O Cb estava agendado para atendimento, mas chegara atrasado e a sua vaga já havia sido considerada desistência, portanto fora destinada à outro paciente, que se não me engano era praça ou dependente de praça. Ou seja, O MÉDICO NÂO FALTARA, o cliente chegou atrasado.
2 - A Maj Gloria explicou que pelo adiantado da hora o atendimento naquele turno não seria possível, mas se ele aguardasse poderia ser atendido no turno da tarde.
3 - Na unidade em que dirijo, não existe discriminação entre praças e oficiais. Todos são tratados com carinho e a atenção que merecem.
4 - O Cb NÃO foi preso por DESACATO, nem autuado na DPJM por crime. O que ele fez segundo o seu relato: "retirar-se sem autorização da presença de superior hierárquico" caracteriza transgressão disciplinar e como tal foi tratada.
5 - A administração da PPM/SJM não é inerte como é afirmado. Estamos em constante mutação, buscando aperfeiçoar nossos serviços. Não sei quem lhe disse que "o Cb caiu em pranto desesperado", pois isso não aconteceu. Ele foi tratado o tempo todo com respeito e consideração. Coisa que ele não teve conosco, que estamos trabalhando para TODOS os nossos usuários.
EM RESUMO: NÃO EXISTE COVARDIA EM SJM, TRATAMOS BEM A TODOS QUE SOFREM E NOS PROCURAM. SEJAM ELES PRAÇAS, OFICIAIS OU DEPENDENTES. APENAS QUEREMOS SER TRATADOS DA MESMA MANEIRA.
Lamento profundamente o ocorrido, e convido a Sra. Silvia a nos visitar, e se o prezado anônimo for militar ou usuário do FUSPOM, também é bem-vindo. Quanto ao Cb em tela, ele pode e deve retornar à PPM para continuar o seu tratamento. Apesar do seu comportamento descortês nessa ocasião, ele também é dono da Policlínica. Tenho certeza que apesar desse rompante de indisciplina, ele é boa pessoa e como tal merece ser tratado.
A PPM/SJM É DE TODOS NÓS
Atenciosamente,
Ten Cel Med Rodnei - Diretor da PPM/SJM


Caro senhor diretor da PPM/SJM, agradeço seu interesse em vir expor a sua versão dos fatos e gostaria d deixar bem claro que o meu blog é um espaço democrático, inclusive não tendo moderação de comentários. Não tenho por hábito manifestar as minhas opiniões pessoais sem que tenha sido testemunha ocular ou sem antes verificar a veracidade dos fatos, o que vinha fazendo a esse respeito. A única conclusão que pude tirar de tudo isso é que se a major realmente desrespeitou o paciente ela deveria responder por isso, pois quando vamos a um hospital não esperamos encontrar superiores hierárquicos, mas médicos e enfermeiros, com os quais possamos contar. Entendo todas as dificuldades pelas quais vem passando as unidades de saúde da PMERJ, a começar pelo HCPM, e sei também os transtornos que um atraso pode causar, mas mesmos os atrasos, às vezes, têm justificativas. Quanto ao comportamento do praça em questão, vejo o problema pelo ângulo de profissional de saúde e não como militar e, por isso, considero em primeiro lugar o estresse e os transtornos psicológicos aos quais esses paciente está exposto só pelo simples fato de estar enfermo, imagine isso somado ao estresse profissional? Mais uma vez agradeço sua visita e o convite para conhecer a unidade de SJM, com certeza irei lá um dia e só darei a minha opinião a respeito do ocorrido quando tiver mais detalhes para poder avaliar a questão.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Robocop - Marcelo Nova



Para que meu amor nunca esqueça: "...Fiel, para o que der e vier...". Te Amo!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Inversão de valores

No último dia 15 o Rio de Janeiro amanheceu um tanto quanto mais sujo, a imundície quase alcançou o céu, afinal o monumento mor da beleza da nossa cidade acordou pichado. É gente, os vândalos de plantão picharam o Cristo Redentor! Nossa! Foi uma comoção nacional. O governador se manifestou, o prefeito chegou às lágrimas, muitas outras autoridades quase enfartaram tamanho o choque que tiveram ao receber a notícia de tamanha afronta. A mobilização à caça dos marginais perigosos que escalaram o monumento para manchar de tinta a moral e o orgulho carioca foi tão intensa que hoje, apenas seis dias depois, os perigosos meliantes já se encontram devidamente identificados e na iminência de serem presos a qualquer momento. Seus nomes? Pouco me importa! Não me interessa dar cartaz a dois titicas de pinto que vivem de espalhar nojeira pelos muros da nossa cidade e acho que foi notoriedade demais o que deram a esses dois merdinhas. A polícia mobilizada e a mídia divulgando o feito era tudo o que eles mais desejavam, mas fazer o que? Vivemos no estado da inversão de valores onde policiais são assassinados todos os dias e nem uma única vez vi o nosso governador manifestar-se frente às câmeras de TV demonstrando toda a sua indignação com o abuso dos marginais, esses sim extremamente perigosos e ousados. Não consigo aceitar que em um estado onde um policial ganha menos de R$1.000,00 para ser caçado por marginais e ao ser baleado seja jogado em um hospital onde, apesar da luta para ser mantido em funcionamento, morrem por falta de infra estrutura e de pessoal, o governador consiga se indignar publicamente com um mero dano ao patrimônio que com água e sabão some.
O meu nobre governador Sérgio Cabral, ontem, durante a formatura de mais 1.020 sofredores públicos estaduais militares afirmou ser favorável a um piso estadual para os PMs, mas ser favorável em ano eleitoral e no Maracanãzinho sendo assistido por mais de duas mil pessoas (estou contando com os formandos e seus familiares) é mole, se fosse mesmo a favor teria implementado esse bendito piso logo no início do governo mostrando aos policiais e seus familiares que era digno dos seus votos para a próxima eleição, mas agora? No limiar das mudanças o senhor me vem com esse papinho de cerca Lourenço? O que o senhor pensa que somos? Burros ou crédulos? Não me leve à mal senhor Sérgio Cabral, mas tenho gravados em minha memória seus compromissos de campanha, compromissos assumidos perante os policiais de que lhes daria dignidade e justiça social, no entanto não foi isso que vimos durante esses longos quatro anos do seu governo. O que vimos foram salários cada vez mais defasados e a mentira deslavada de que o estado não tinha verba para dar aumento, o que vimos foi um hospital cada vez mais sucateado e a verba do fundo de saúde continuando a ser desviada para outras coisas, o que vimos foi o senhor indo a público gritar a plenos pulmões que nossos policiais eram débeis mentais e nossos médicos vagabundos, o que vimos foi o senhor passeando em Paris sempre que possível e agora, mais recentemente, o que vimos foi o senhor completamente indignado com o dano ao patrimônio como jamais esteve em relação às mortes brutais de nossos policiais. Seria muito bom se de toda essa indignação e revolta apresentada pelo senhor em relação ao patrimônio do estado sobrasse, pelo menos, 1/3 para manifestações contra as barbáries cometidas contra nossos bravos. Se 1/3 dessa gana de caçar os marginais do Collor Jet se revertesse em vontade política de melhorar a vida da PMERJ, com certeza eu hoje não estaria aqui escrevendo essas linhas e, talvez, pensasse em votar no senhor em outubro. Mas nem 1/3 do seu empenho esteve voltado para a família policial militar nesses quatro anos e ainda por cima o senhor se apresenta como o líder universal da inversão de valores ao dar muito mais importância a um monumento (não que ele não seja importante) do que aos seres humanos que defendem sua vida e a vida dos cidadãos cariocas, muitas das vezes deixando suas esposas viúvas e seus filhos órfãos para que nós possamos dormir. Realmente dessa vez o senhor se superou. Vou sugerir aos policiais do Rio de Janeiro que deixem de ir aos batalhões e passem a se apresentar nas praças do estado como estátuas humanas, quem sabe assim o senhor os confunde com monumentos e eles são promovidos de débeis mentais a esculturas de pedra sabão e, assim, passam a ter alguma importância.

segunda-feira, 29 de março de 2010

PARA O MEU GRANDÃO


Tem dias que o meu coração parece que vai arrebentar, é um sentimento de impotência de perda e de solidão que tenho vontade de sair por aí sem rumo e sem destino e só parar de andar quando meu coração parar de bater, mas aí penso em você, lembro de quanto ainda tenho para viver com você e de quanto ainda temos que lutar afinal, somos sim almas gêmeas que se encontraram nessa vida, e, acredite, não foi por acaso! Aí quero me renovar, mas às vezes é um pouco difícil, meu coração quer, mas parece que algo mais forte, feio e negro, não quer me deixar estar com você, quer que eu me afaste e me entregue a esse sentimento tão ruim. Desculpe se às vezes sou tão fraca e tão deprimente, mas eu prometo que vou superar afinal, “Você sabe me fazer feliz” e eu te amo!

domingo, 28 de março de 2010

AS VOLTAS QUE O MUNDO DÁ...




Menor queimado por soldados do Exército é preso
(Fonte: Extra on line – Por: Tulio Brandão)

Policiais do 14o. BPM (Bangu) prenderam na madrugada deste sábado o menor que, em novembro de 2008, teve 70% do corpo queimado por soldados do Exército ao ser flagrado fumando maconha dentro de uma área militar, em Realengo. Ele estava armado com um revólver calibre 32, acompanhado de Alexandro Gomes Fraga, de 18 anos. Segundo a polícia, praticava assaltos contra pedestres e passageiros de ônibus.
Dois sargentos do 14o BPM abordaram a dupla na esquina das ruas Piraquara e Aníbal Esteves, em Realengo. Com os dois, foram encontrados celulares e pertences de outras pessoas. Na 34ª DP, para onde os dois foram levados, a polícia informou que a dupla foi reconhecida por vítimas de um assalto a um ônibus da Linha 393, da Transporte Campo Grande. O motorista e o cobrador do ônibus já teriam identificado a dupla.
Segundo a polícia, o menor será encaminhado para a Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA) e Alexandro, para a Polinter.
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Lembra da primera vez que esse menor foi pego? se não lembram clique a seguir:
Militares usam spray de pimenta em menor
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Pois é... O nosso mundo é redondo, mas sempre nos encontramos em algum canto! Lembro bem desse caso, na época comentei com o meu grandão que era um tremendo absurdo o fato de soldados do exército se arvorarem do direito sobre a vida e a morte e praticarem um ato de tamanha crueldade, lembro da mãe desse menor vociferando nos meios de comunicação clamando por justiça (no meu entender ela queria mesmo era vingança) e crendo que os militares deveriam sofrer um castigo igual ou pior que àquele infligido ao seu pobre rebento, lembro também da mídia que só faltou comprar cruzes de madeira para pregar os militares tal e qual era nos idos tempos de Jesus de Nazaré. Os militares, meninos recém caídos dos cueiros, simplesmente se acharam no direito de castigar com spray de pimenta os “maconheiros” que invadiram sua área de patrulhamento sem sequer respeitar a autoridade militar ali representada pelos meninos. Aqueles garotos que envergavam fardas verde oliva e empunhavam armamentos privativos das forças armadas, com certeza, foram punidos com todo o rigor que o exército usa com os seu, mas e a pobre vítima daqueles cruéis soldados? Ah... Esse aí, coitadinho, era só uma pobre vítima da sociedade, um pobre garotinho que, segundo palavras ditas por ele e por sua mãe na época, não era viciado, mas que influenciado por um colega que fugiu, resolveu experimentar maconha, coitadinho! Pobre vítima influenciada por terceiros, flagelada por “homens maus” foi cuidada, tratada e acompanhada por psicólogos para que não guardasse traumas da violência sofrida. Hoje, mais uma vez, o nosso menor é pego em flagrante cometendo outro ilícito, mas como é um pobre menino, menor de dezoito anos, vítima da sociedade, etc, etc, etc, vai continuar por aí fumando sua maconha, roubando esses membros da sociedade malvada que o excluí e mais tarde, quem sabe, assassinando um pai de família que não merece permanecer vivo já que é só mais um dentre tantos que tratou tão mal o pobre garotinho. Tenho nojo desse ECA! Essa porcaria de estatuto só presta para manter essas víboras protegidas e muito bem acolhidas no seio da nossa sociedade de onde em intervalos cada vez menores dão o bote e matam com seu veneno um daqueles que eles costumam culpar cada vez que são presos. Só espero que a progenitora dessa cobra peçonhenta peça justiça dessa vez com a mesma gana, fúria e voracidade com que pediu da outra, ou será que nós, membros da sociedade, não somos merecedores de justiça, mas sim de cada vez mais crueldade e violência do seu “bebê” muito amado e extremamente mal criado?!
O surpreendente é que dessa vez a mídia não deu o valor devido ao caso, talvez por não envolver nem a PM tampouco o exército. Muito provavelmente, diferente de quando o pegaram consumindo seu psicotrópico, essa será a última vez que lerão sobre isso, afinal menor ladrão é lugar comum e o que vende jornal é autoridade truculenta.
Às vezes esqueço que meu grandão está doente e dou graças à Deus por ele estar em casa e não na rua lidando com esses menores tão protegidos pelas nossas leis.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Esporte ou guerra?



Um ferido e oito detidos em briga de torcedores

Rio - Uma briga entre torcedores do Vasco e do Flamengo assustou motoristas que circulavam pela Avenida Brasil, algumas horas antes do clássico no Maracanã. De acordo com informações do 22º DP (Vila da Penha), houve tiros e pancadaria entre as facções rivais. Um torcedor ficou ferido e foi levado para o Hospital Estadual Getúlio Vargas. Oito pessoas foram detidas. (fonte: "O Dia" on line)

Ontem tive o desprazer de assistir cenas hediondas protagonizadas pelas “estrelas” da notícia acima, que a mídia deu a importância dessa pequena nota. Como comentei uma vez, o meu filho mais velho andava fascinado pelos loucos, bandidos e sádicos que fazem parte dessas turbas autodenominadas “torcidas organizadas”, pois bem, ontem, dia de clássico no Maraca, tinha tudo para ser maravilhoso aqui em casa, afinal meu Montanha (como o pai costuma chamá-lo) está há um ano fora da turba e indo ao estádio apenas com dois amigos de infância ou com os pais da namorada e nós iríamos assistir o jogo na casa do meu irmão flamenguista todos juntos, minha mãe vascaína, minha sobrinha flamenguista, eu e meu grandão vascaínos e meu caçulinha (que só prá contrariar todo mundo é botafoguense), tudo armado para ser um saudável divertimento em família, não importava o vencedor só quem seria encarnado depois da pelota rolar. Enquanto ainda estava em casa deitei no meu quarto para descansar um pouco e curtir o meu grandão que, graças a Deus, está reagindo muito bem à quimioterapia, quando começou a confusão. Foram tantos gritos, palavrões, um tal de pega o otário e mata ele, que eu levantei para ver o que acontecia; a ficha custou a cair, custei a acreditar que aquele bando eram jovens, mulheres e homens, que incitavam uns aos outros à guerra enquanto seus generais, de dentro de seus carros, gritavam palavras de (des)ordem. Entrei em pânico! Meu pavor era tal que nem conseguia lembrar que meu “Montanha” estava na casa da namorada e que já não fazia mais parte daquilo, só conseguia pensar que ele podia estar naquele meio. Dali a pouco começaram os tiros, e foram muitos. Minha afilhada chegou a minha casa apavorada depois de ter visto homens passarem correndo por ela armados e dizendo que iriam matar alguém, e lá se foi o bando em direção a Av. Brasil para cercar o ônibus do Vasco. No meio de todo o alvoroço meu filho chegou, totalmente desligado de tudo o que se passava, e disse que iria ao jogo, eu quase tive um piripaque e, claro, não deixei que ele fosse, afinal as notícias que chegavam eram de todos os tipos, entre elas as de que haviam vítimas fatais do malfadado encontro. Segurei meu filho em casa até que a turba foi embora nos ônibus fretados e só aí permiti que ele saísse. Bom, aí o meu domingão de clássico familiar já estava detonado pois, hipertensa que sou, passei mal e não tive a mínima vontade de assistir jogo nenhum.
Sinceramente não sei o que as grandes autoridades desse país ainda estão esperando para dar um basta nesses bandos. Na minha opinião, a palavra “organizada” não se encaixa de forma alguma com as atitudes dessas quadrilhas, quadrilhas sim, eu vi o que a lavagem cerebral deles pode fazer com um adolescente, e vi bem de perto, dentro da minha casa, ainda bem que conseguimos afastar meu filho disso, pois o ódio que eles disseminam é tão corrosivo que está conseguindo manter as famílias fora dos clássicos e até fazendo com que nós, simples mortais, deixemos de ter o prazer de torcer pelo nosso time de coração, gostaria que esses animais entendessem que rivalidade não é sinônimo de inimizade e que mesmo os inimigos devem ser perdoados, pois perdoar e amar um amigo é mole, mas fazer isso com um inimigo é que aproxima o homem de Deus!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Diário de bordo

Oi meus amigos! Sei que tenho sido um pouquinho egoísta e me preocupado só com os meus problemas, mas sei que vocês entendem que a tormenta pela qual estou passando não me deixa cabeça para pensar em outras coisas, mas também preciso deixar claro a todos que meus problemas não me mantém totalmente “fora” do que acontece na PMERJ. Assistimos o nascer de um novo ano e parece que na nossa casa tudo segue como antes: salários ínfimos, riscos exagerados e a cada dia, mais policiais morrendo. Embora um pouco atrasada vim falar da cena horrenda que assisti pela TV da execução sumária do Sargento do 1º BPM. A cena foi nauseante, revoltante e a minha vontade era de sair gritando para cada policial que visse pela minha frente para sair pelas ruas caçando esses trastes e executando cada um da mesmíssima forma, mas como boa cristã que sou, olhei para o alto e pedi a Deus que recebesse o sargento em seus braços e que desse alento e conforto aos corações daqueles que o amavam e que aqui ficaram (se bem que uma boa caçada talvez fizesse esses tralhas voltarem a respeitar nossos bravos. Que saudades dos anos oitenta). Nesse primeiro mês do ano o que vi foi muito cruel e dolorido, porém o meu pensamento egoísta e mesquinho foi ainda mais doído, preciso confessar a vocês que agradeci por meu marido não estar nas ruas e depois caí em prantos, pois fiquei sem saber se não seria melhor que ele estivesse nas ruas combatendo e jogando nessa loteria da vida, onde vida e morte valem 50% cada uma, do que nesse jogo de azar onde a vida nos enfiou e que o deixa com a desvantagem de ter menos de 50% de tirar a sorte grande. Chorei muito! Nossa! Como doeu ter um pensamento ridículo assim. É claro que a saúde dele é infinitamente melhor que qualquer outra coisa, mas no momento em que assisti aquela cena o pavor de ter que ver meu marido ser fuzilado em frente a uma câmera e ter que chorar sobre o seu corpo ensangüentado me fez até esquecer que ele está com câncer e que isso também pode matá-lo. Desculpem-me os pensamentos funestos e lúgubres, mas tenho andando muito depressiva e os pensamentos ruins tem me acompanhado por isso vim até aqui desabafar. Preciso voltar a ir a minha psicóloga, ela me ajuda bastante e me faz pensar de outra forma e ver o mundo com outras cores, bem diferentes desse negro que tenho enxergado. O mais engraçado é que as coisas estão realmente melhores, meu grandão está reagindo muito bem à quimioterapia, seus exames estão ótimos, o cabelo dele não está caindo (grande preocupação do meu grandão) e ele mantém um quadro estável, parece que essa calmaria está me fazendo relaxar e quase sucumbir, às vezes tenho vontade que o dia não amanheça para que eu continue na cama, pelo menos os sonhos são bem melhore que a vida real, mas ninguém pode dormir o tempo todo não é? Então vou seguindo com a maré e pedindo a cada um de vocês que, além de orarem pela melhora do meu grandão, orem por mim e peçam que Deus me dê muita força, pois às vezes acho que vou falhar e eu não posso falhar com os meus três homens, meus grandes amores e as razões da minha vida.
Obrigada por, mais uma vez, me aturarem!
Um beijinho em cada um que teve a paciência de chegar até aqui, mesmo com tanto pessimismo!