quarta-feira, 29 de abril de 2009

PAZ E AMOR, HOJE E SEMPRE!



Hoje estou afim de fazer um desabafo, mas acho que minha angústia é também a angústia de muitos pais de adolescentes amantes de futebol e tenho plena certeza que, apesar de ser um probleminha pessoal, em âmbito geral é um grande problema de segurança pública.
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Como já disse aqui diversas vezes, tenho um filho adolescente, na realidade quase um homem, que já vai completar dezessete anos. Meu “bebê” (que é como costumo chamar os meus filhos) é um torcedor fanático do flamengo e ama essas coisas de torcida organizada. Ele acha tudo de bom, enquanto eu e o pai dele achamos coisa de loucos degenerados que só querem saber de briga e confusão. Sei que é um tanto quanto exagerado eu generalizar, sei que dentro das torcidas existem pais de família, profissionais de diversas áreas e etc, mas o que vemos sempre na TV são grupos rivais se enfrentando nas ruas numa verdadeira batalha campal, regada a muitos paus, pedras, rojões e, diversas vezes, armas de fogo. Não é raro termos notícias de torcedores hospitalizados após sofrerem agressões da torcida rival, na grande maioria das vezes, agressões covardes praticadas por enormes grupos contra um ou dois indivíduos que se desgarraram de seu bando. Há bem pouco tempo um conhecido de meu filho passou um bom tempo internado em coma provocado por traumatismo craniano causado por mais uma dessas agressões covardes.
Quando venho até esse meu cantinho falar sobre esse assunto é porque é muito angustiante para uma mãe ver seu filho tomando como certa a atitude de alimentar esse tipo de “guerra”, isto não é rivalidade futebolística, não se trata de disputa saudável entre jovens que querem provar que seu time é melhor. Isso é uma bestialidade de meia dúzia de indivíduos inescrupulosos que aproveitam a cabeça oca dos adolescentes e a mente vazia dos fanáticos para alimentar seu sadismo e saciar seu prazer bestial assistindo seres humanos, pessoa iguais que poderiam ser amigos de rua, de escola ou de trabalho, matarem-se uns aos outros.
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Sou vascaína, filha de um flamenguista, casei-me com um vascaíno, tive dois filhos, um flamenguista e um botafoguense, e nos amamos incondicionalmente, independente das bandeiras de nossos clubes. Se um dia meu filho sair de casa com sua camisa do flamengo e for agredido por um vascaíno seria muito doloroso para mim e para meu marido, afinal seria sangue do nosso sangue sendo derramado “em nome da honra do nosso clube de coração”.
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Atitudes urgentes precisam ser tomadas em relação aos bandos e aos baderneiros, as medidas precisam ser rígidas, é preciso que as investigações sobre essas tentativas de assassinato perpetradas por membros de torcidas sejam rigidamente apuradas para que essas ervas daninhas sejam banidas da sociedade, só assim famílias como a minha, como uma diversidade tão maravilhosa de torcedores, possa estar junta, vestindo suas camisas sem riscos e para que mães, como eu, possam por a cabeça no travesseiro com a certeza que seu filho foi ao Maracanã e vai voltar para casa sem nenhum arranhão ou hematoma provocado pela torcida rival.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Até quando?

Mais dia, menos dia os acontecimentos nos remetem ao passado. Às vezes um passado longínquo, outras vezes um passado recente. Hoje ao abrir o jornal um fato me levou a um passado recente, um passado dolorido, revoltante e triste, muito triste. O assassinato da jovem Leslie, minha colega de profissão (apesar de não nos conhecermos pessoalmente), grávida de seis meses, levada da vida de seu esposo, de sua filhinha,e de seus familiares me fez lembrar do caso do menino João Hélio. Esses marginais não têm alma, não têm coração, não têm discernimento, não têm piedade, chego a achar que sequer tenham vida, mais me parecem zumbis saídos de um filme de terror, que só visam a maldade e a dor dos outros. Concordo que as leis têm de ser mudadas, mas não no tempo de cadeia, temos que entender que as penas são bastante altas e que em contrapartida os benefícios são amplos e muito fáceis de serem alcançados. Temos o regime semi-aberto, os indultos, as reduções de pena e outros benefícios (para nós, simples mortais, malefícios) que são concedidos aos presos e que às vezes me parecem não obedecer a critérios lógicos, já que vemos um indivíduo que foi preso por tráfico de drogas receber o benefício de passar a páscoa em casa quando todos sabem que ele era (ou é) o líder do tráfico em determinada região, e aí... PIMBA! Vai e não volta. O tragicômico dessa historinha é que eu e você sabemos que esses caras, que são condenados por esses tipos de crimes, não se recuperam, que não vão voltar, mas quem avalia a concessão ou não do benefício deve ser muito crédulo ou tem muita boa fé na palavra humana. As nossas leis deveriam ser mais duras, coisas como os monstros que arrastaram o João Hélio e que executaram a Leslie deveriam ser condenados a 30 anos, mas a 30 anos, sem sair de lá, tinha que acabar com essa balela de advogado ter reunião sigilosa com o marginal, as visitas deveriam ser vigiadas, e muito bem vigiada. Presídio bom é aquele lá em Catanduvas, melhor ainda no RDD, e pra quem conhece, por ter assistido a reportagem, os presídios da Tailândia e suas leis, onde um inglês ao ser pego com menos de um quilo de substância entorpecente foi condenado a passar 99 anos sem redução da pena e tendo que falar com seu advogado gritando, porque entre um e outro existe um corredor de 8 metros de largura, e podem acreditar esse teve sorte porque tráfico de drogas entre outros crimes considerados por nós como hediondos nesse pequeno país a pena é a morte. Só que nesse meu pensamento de leiga acho também que deveria se dar mais poder a polícia, esses caras não têm medo de ninguém, assim eles vão continuar fazendo. Temos uma polícia que é tratada à rédea curta, com os freios puxados ao máximo e que quando erra é apedrejada e escrachada, temos um bando de marginais que são ruins ao extremo e que não tem medo de nada, pois sabem que a única coisa que o policial poderá fazer será tentar prendê-los sem provocar nenhum dano físico, senão vai chover comissões de direitos humanos (continuo achando que direitos humanos deveriam ser para humanos direitos) protegendo seus direitos de cidadão (direitos que deveriam perder assim que presos já que não souberem ter cidadania) e fazendo todos os esforços possíveis para prender o policial e jogá-lo na rua, temos o ECA para defender e proteger os nossos “meninos” (que na maioria das vezes são muito maiores e mais fortes que um homem adulto, pobres crianças indefesas), temos as leis cheias de brechas que conseguem minimizar o feito dos “bichos” com a desculpa da falta de oportunidade, e por aí vai.

Quer saber?! Tô cansada! Tô cheia desse papo de cerca Lourenço de que as leis já são muito boas, que menor de 18 anos não pode ser preso porque não é responsável por seus atos, que preso tem que ter direitos! Caraça!!! Cadê os meus direitos?! Onde fica a minha liberdade enquanto essas feras estiverem soltas?! Eu acho que só vai começar a mudar quando essas fatalidades começaram a atingir nossos nobres membros do Congresso Nacional, do Senado e as mais altas esferas do judiciário, até lá caros amigos, só nos resta chorar a perda dos nossos amigos, sejam eles paisanos ou policiais!

Cara Leslie, vá com Deus e saiba que a pequena Juliana está sendo muito amada, acarinhada e cuidada pela equipe de enfermagem da Maternidade Carmela Dutra, onde tenho algumas colegas muito queridas!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Divulgação

ATENÇÂO ESPOSAS DE POLICIAIS MILITARES DO RIO



"As esposas dos policiais militares resolveram fazer uma manifestação!


Como atualmente qualquer crítica está sendo punida com prisão administrativa, as esposas dos PMs estão organizando um protesto, no dia 21 de Abril, dia de Tiradentes, patrono da corporação. Durante o tradicional desfile da Polícia Militar em frente à ALERJ, onde está a estátua do herói da Inconfidência, as mulheres vão usar narizes de palhaço e protestar contra a situação que seus maridos estão vivendo. Não se conformam com o aumento de apenas 8%, no ano passado e com as condições de trabalho."

Espero que o BPChoque entenda que o que vamos fazer é para todos os PMs, e não só para os nossos!

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sexta-feira, 3 de abril de 2009

TODOS SÂO CULPADOS ATÉ QUE SE PROVE SUA INOCÊNCIA



Funcionários de um prédio são presos por suspeita de roubo:

O delegado responsável pela área prendeu seis funcionários de um prédio após denúncia de uma vizinha de que dois homens encapuzados e vestindo uniforme do prédio a roubaram na noite de ontem. O delegado resolveu deter todos os seis funcionários que trabalhavam na noite em questão, até que o caso esteja esclarecido.

Estranho não é? Seis pais de família são presos sem prova alguma (atente para o fato de que os ladrões eram dois), sem reconhecimento, apenas por serem funcionários e vestirem uniformes iguais aos que os ladrões usavam, como se uniformes não pudessem ser comprados ou feitos.
Achou estranha a notícia? Então agora leia a notícia verdadeira publicada no jornal Extra de hoje
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Seis PMs são presos suspeitos de roubo e ameaça em Macaé
Vítima foi ao batalhão denunciar policiais. Coronel mandou prender suspeitos
(Marcelo Gomes)
Seis policias do 32º BPM (Macaé) estão presos administrativamente no batalhão há dois dias por suspeitas de envolvimento num roubo em Macaé. Na quarta-feira, uma vítima esteve na 123ª DP e no 32º BPM, e disse que, naquela madrugada, fora rendida por dois homens vestindo farda da PM e com toucas-ninja. A vítima foi colocada num Fiat preto, e levada até sua casa, no bairro Novo Horizonte.
No local, os homens fardados roubaram dinheiro da vítima e teriam feito ameaças à ela, por conta de problemas envolvendo segurança privada de ruas da região. Informado do fato, o comandante do 32º BPM, tenente-coronel Alexandre Fontenelle, instaurou um inquérito policial-militar (IPM):
- Como a denúncia envolve homens fardados, decidi prender administrativamente todos os seis policiais que estavam de plantão naquela região, na madrugada de quarta-feira, até que o caso seja esclarecido.
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Bom, eu na minha santa ignorância de civil, estou ainda tentando entender o porquê de se prender seis homens se os reais culpados são apenas dois, que sequer foram reconhecidos pela vítima. Gostaria também que alguém, que tenha conhecimento jurídico militar, me explique como fica a situação dos quatro inocentes quando acharem os culpados. Fica por isso mesmo? É muito doloroso para um chefe de família, um pai explicar para seus filhos que ficou preso, mas não fez nada. Não vou ficar aqui escrevendo sobre o que não conheço, mas de uma coisa eu tenho certeza, a Constituição do nosso país foi aviltada, ou pior, parece que foi rasgada e jogada no fundo da lixeira. A máxima de que todos são inocentes até que se prove o contrário, nesse caso, funcionou ao contrário, ficou bem colocado para mim que, em Macaé, todos são culpados até que se prove sua inocência.

domingo, 22 de março de 2009

Será mesmo que a PM faz diferença entre praças e oficiais?

Rio de Janeiro, 22 de março de 2009.
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Oficial vende carro roubado para cabo da PM

Um oficial da PM está sendo investigado pela 1ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar por ter vendido um Pajero cinza que foi furtado em frente ao Hotel Glória. O dono do veículo. Karl Rudolf Winkelmuller, deixou o carro parado no local por quatro meses e, quando retornou, foi avisado por um chaveiro que dois PMs o pediram para arrombar o carro para averiguação. O rapaz\ se recusou a fazer o serviço e conseguiu avisar o proprietário. Não adiantou muito. Um tempo depois o veículo sumiu.
Dois meses depois do desaparecimento do carro, Karl reconheceu sua Pajero estacionada no pátio do 22º BPM (Maré), quando passava pela linha vermelha. Em depoimento na 1ª DPJM, Karl contou que foi ao batalhão, mostrou os documentos provando que era o dono do veículo e foi apresentado ao cabo Leonardo Vinício Affonso, que comprou o veículo por R$7.500,00. Nervoso o policial retirou objetos pessoais do carro e entregou as chaves ao verdadeiro dono.
Na ocasião, junto com as chaves, Leonardo ainda entregou R$1.900,00 a Karl como indenização por eventuais infrações de trânsito cometidas por ele. O cabo ainda reclamou com Karl que perdeu dinheiro, já que pagou pelo veículo sabendo que o carro possuía dívida de R$16,5 mil, trocou o sistema de freios e instalou um kit para conversão de gás.
Após o depoimento de Karl, em dezembro, a 1ª DPJM instaurou um inquérito policial-militar para aprofundar a investigação de prevaricação, apropriação de bem alheio, negociata com veículo, descumprimento de normas internas da corporação, estacionamento de veículos particulares em interior de batalhão e ocultação de fatos.

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Não vim aqui fazer essa postagem para entrar em méritos de quem está errado, certo ou de quem é o ladrão. Não me cabe verificar, analisar ou determinar até que ponto o cabo errou ao adquirir um veículo barateado por dívidas. O que realmente me chamou atenção na notícia foi o corporativismo. O nome do proprietário do carro foi divulgado, o nome do cabo que comprou o veículo acreditando estar fazendo um bom negócio, também, mas cadê o nome do oficial que vendeu o carro ao cabo? Porque não divulgaram o nome do suspeito do furto e nem seu grau de envolvimento no caso? Suspeito de furto sim, pois se ele vendeu o veículo ao cabo, em algum momento até ocorrer a compra pelo cabo houve o furto, então no mínimo o Sr Oficial de Sei-lá-qual-patente foi o receptador, não o estou acusando de ter furtado o veículo. Não estou aqui para recriminar, acusar, ofender ou quaisquer outros atos que possam denegrir a imagem pública de membros da PMERJ, mas me indignou a injustiça e a desigualdade; se o nome do cabo pode ser exposto e arrastado na lama sem que se prove sua culpa, porque não se faz o mesmo com o oficial? Ou melhor, se é possível proteger o nome do oficial para que não seja denegrida a sua imagem, porque não se fazer o mesmo com o cabo?
Meu domingo não começou bem! Afinal, fico muito aborrecida e triste ao ver que os graduados da corporação continuam sendo tratados como lixo, como coisa qualquer e sem importância, a ponto de não terem sequer respeitados os direitos legais de presunção de inocência!

terça-feira, 3 de março de 2009

Quando o direito irrestrito à maternidade se torna caso de polícia

Assistindo TV deparei-me com um caso no mínimo escabroso, uma mãe, dependente química, convidou 10 pessoas para fazer uma festinha em sua casa, onde reside com duas filhas menores, uma com 12 e outra com 3 anos. Tudo ia “numa boa” até que o consumo de drogas e álcool saiu e controle e a “zelosa” mãe foi feita refém junto com suas filhas na própria casa, onde a menor de 12 anos foi repetidamente estuprada por dez homens durante 72 horas, até que as três conseguiram fugir e ir a polícia denunciar os abusos que, diga-se de passagem, não teriam acontecido se a “mamãezinha” não tivesse levado os 10 marginais para casa.
Agora começo a debater o ponto principal que me levou a falar desse caso: Até que ponto mulheres e adolescentes, sem responsabilidade com elas mesmas devem ter o direito de pôr crianças no mundo desrespeitando o direito a uma vida digna daquele que vai nascer? Em que ponto esse direito deixa de ser um direito individual e passa a ser um problema policial? É gente, problema policial, pois como no caso acima, as irresponsabilidades maternas acabam chegando nas delegacias, no chamado a uma viatura da PM, nos hospitais e, nos piores casos, nos necrotérios e IMLs. Não é raro vermos nos noticiários casos de crianças acidentadas, violentadas e sofrendo todos os tipos de violência por conta de irresponsabilidade materna, mas a pior conseqüência dessas irresponsabilidades é a formação de marginais e drogados que se multiplicam nas ruas de nosso país. Sou plena e completamente a favor do controle de natalidade rigoroso, é público e notório que miséria gera miséria, quem não recebeu educação, não tem como dá-la e mães viciadas e envolvidas com o ilícito, conseqüentemente criarão filhos com as mesas características, salvo raras exceções. Qual o futuro que terá uma criança cuja a mãe é viciada em crack e mora embaixo de um viaduto? Será que, no mínimo, 50% das crianças nascidas nessa situação chegam a idade adulta sem nunca terem se envolvido com autuações policiais? Creio que não!
Creio que grande parte da solução dos problemas de segurança do nosso estado esbarram na proliferação desenfreada de partos irresponsáveis criados pela falsa ilusão escondida sob o belo nome “direito à maternidade”. A maternidade é um direito da mulher, isso é incontestável, mas esse direito deixa de ser irrestrito quando esbarra na miséria, no vício e na irresponsabilidade advinda da adolescência que trarão como conseqüência a falta de dignidade e de direitos mínimos de sobrevida da criança que será gerada e na projeção do aumento da violência a longo prazo.
Acho que o direito a maternidade, hoje em dia, é sim caso de polícia, e dos casos mais sérios, pois a irresponsabilidade de mães cheias de direitos está gerando um aumento desenfreado de casos que acabam na polícia.
Sei que posso parecer meio exagerada, ou um tanto quanto confusa na explicação dos meus pensamentos, mas acho também que não há muito o que explicar, é só ler os jornais, olhar o dia-a-dia ou, em casos mais específicos, visitar algumas pediatrias de hospitais públicos ou pesquisar os históricos familiares da grande maioria dos menores infratores. Está na hora dos nossos políticos pararem com discurso empolado de defesa de direitos e começarem a agir efetivamente na proteção não só da população que já está aí mas, principalmente, na que está por vir, nessa gama de crianças que ainda não foram geradas, mas que ao serem já estão sem nenhum direito e que por futuro só terão o caminho das drogas e da degradação!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Voltando a realidade



Enfim acabou a festa de Momo e nós, pobres mortais, retomaremos nossa rotina. Foram 4 dias de país parado e adormecido, 4 dias em que ficamos em animação suspensa, vivendo a ilusão que a vida é muito boa e que não temos problemas, quatro dias em que a grande maioria do povo se aliena e parece viver em outro mundo, aí quando tudo acaba e a ficha cai, percebemos que foi tudo ilusão, que os pedófilos continuam abusando de crianças, que o tráfico continua por aí, aliás trabalhando como nunca nos dias da folia de Momo, caímos na real que o salário e a desvalorização do Policial Militar segue de vento em popa. Nós que vivenciamos o dia-a-dia do PM é que sabemos como “é bom” o carnaval. Quantas de nós, esposas, passamos os quatro dias em companhia dos nossos maridos? Quantos filhos tiveram o prazer de viajar nesses dias em companhia dos pais e puderam usufruir de todos os dias em sua companhia? Posso garantir que muito poucos. Aqui em casa viajar é coisa que passa longe, afinal trabalhamos nas festas e tivemos apenas um dia em que passamos os dois com o nosso caçula, o mais velho deu a sorte de poder viajar com a família da namorada, pelo menos alguém aqui pode aproveitar!
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Uma coisa ficou meio no ar para mim, com tantos extras (até quem não pode trabalhar armado foi escalado) como é que tinham tão poucos policiais no subúrbio? Será que só existe carnaval na Zona Sul e no Sambódromo? Se a resposta não for essa só me resta crer que nós suburbanos, que temos que trabalhar nas festas, não merecemos segurança. Na casa dos policiais ainda é pior, já que além de não merecermos segurança também não merecemos salário digno nem convivência familiar. Mas tudo bem, como já disse a ex-governadora Rosinha Garotinho: “É PM quem quer, eu não seria!”, opinião essa que deve ser partilhada por todos os governantes, já que nenhum deles se interessa em dar dignidade para a família policial militar, quando falo em dignidade não falo de Riocard e abonos vinculados a cursos, não que não ajude, mas fica meio que parecendo esmola, favorzinho prestado com benevolência aos mendigos do estado. Quando falo em dignidade falo em salário digno com o qual o policial possa sustentar sua família sem “bicos”, falo em atendimento hospitalar decente para todos os policiais e seus familiares sem que para isso tenha-se que descontar mais, falo em respeito à folga do policial para que ele possa conviver com os seus, falo em pagamento de horas extras para que esses “extras” possam ser chamados assim corretamente, falo em tratamento digno e humanizado dentro de todas as unidades policial militares, falo em comandantes que realmente se importem com seus comandados e que se preocupem com os seus problemas (como reza o estatuto), falo de tudo isso e muito mais.
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Digo ao meu marido todos os dias que durmo pensando que ao acordar teremos uma boa notícia, uma notícia que irá mudar as nossas vidas e de todos os policias militares, mas sei que é utopia, porque enquanto meia dúzia estiver aceitando aumentos astronômicos em sua gratificações só para conter os que estão abaixo na escala hierárquica continuaremos assim (como todo o resto do Zé Povinho): Dormindo na sexta-feira e acordando na quarta de cinzas com aquele gosto de guarda-chuva velho na boca, a eterna maquiagem de palhaço e com a certeza de que nada mudou, apenas tivemos quatro dias de suspensão para acharmos que o mundo é colorido, cheio de purpurina e cheiro de tutti-frutti, enquanto aguardamos, devidamente sentados, que uma PEC 300 da vida seja aprovada.

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Só queria complementar: Tenho dois garotos, meninos que estão crescendo e, como todo garoto, tendem a ser parecidos com o pai, mas aqui em casa, essa maldição que vem do meu sogro e que passou para o meu marido, acabou. O que eu puder fazer para que um filho meu não sofra dessa maldição chamada Polícia Militar, vou fazer! Graças a Deus nesse ponto meu marido concorda comigo e diz que podemos passar fome, mas a educação dos nossos filhos é prioridade. Meus meninos vão ser “gente” e não mais um entre tantos que sofrem e imploram todos os dias para que as coisas mudem! E eu posso até perder um deles em um assalto, em um acidente ou qualquer outra fatalidade, mas não para a Policia Militar, pois já sofro com o pensamento de que a qualquer momento posso ter que enterrar meu marido precocemente e não quero ter que passar por isso com os meus filhos a troco de quase nada!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Liberdade e libertinagem



Quando a liberdade e a educação liberal são confundidas com falta de limites caímos no abismo da libertinagem. Porque digo isso? É que hoje cedo, ao ler o jornal, me espantei com a indignação do pai do rapaz de classe média alta preso ontem pela polícia federal por envolvimento com o tráfico de drogas. O pai do jovem estava indignado com o “comportamento escandaloso” da PF no ato da prisão de seu filho e assumiu que seu filho era usuário de maconha desde os 15 anos de idade, ora meus amigos, com essa afirmação caímos em todos os comentários e afirmações que fiz na minha postagem anterior. O pai afirma também que nunca deu dinheiro para o filho comprar drogas, mas o sustentava e sustentava o neto de pouco mais de um ano e se o filho comprava drogas com o dinheiro do leite do neném ele não tinha conhecimento. Poxa vida, se eu tenho um filho viciado e ele me pede R$10,00 para comprar um sorvete é no mínimo ingenuidade minha achar que ele vai só comprar o sorvete, na minha santa ignorância de gente pobre e humilde vou achar que esse sorvete se chama “sacolé”, provavelmente branco e não é de coco. O pior nisso tudo é que os pais de hoje, não só o desse rapaz mas muitos outros, não só lavam suas mãos tentando se eximir de qualquer responsabilidade pelos atos criminosos de seus filhos (quando na realidade foram os primeiros a contribuir para esse mergulho sem retorno) como ainda tentam justificar as atitudes minimizando o crime e banalizando a violência por eles cometida; esquecem que todos os dias morrem jovens enredados nas drogas sintéticas vendidas nas festa e ruas, ignoram a gravidade das seqüelas sofridas por quem vivência violências cometidas pelos marginais que descem das favelas (e dos prédios de luxo), diminuem a gravidade dos riscos a saúde de quem faz uso de substâncias entorpecentes tentando justificar o uso da droga escondendo os riscos sob a máscara do uso terapêutico da mesma (terapia bastante discutível se levarmos em consideração que não existem provas dos benefícios da maconha) e, na minha opinião, o pior dos enganos, acreditar piamente que não é responsável pelo aumento da violência e que não financia o tráfico e a compra de armas. Como afirmei na outra postagem parece que alguns dos nobres membros da classe média não enxergam que a arma que será apontada para sua cabeça em um assalto ou a bala perdida de um fuzil que irá atingi-lo de um tiroteio não foi comprada com aquelas “humildes notinhas de cem reais” que ele deu ao seu filho para suas despesas gerais, entendam bem, despesas gerais e não uso de drogas, porque o dinheiro não é dado para comprar drogas, mas para o sorvete, o refrigerante, o lanche, o cinema, etc.
Não sou a dona da verdade, mas como mãe sinto que toda vez que fazemos vista grossa para o que nossos filhos fazem, ignoramos suas atitudes ou minimizamos seus atos classificando-os como “coisa de adolescente”, estamos empurrando-os para um futuro negro e, junto com eles, empurramos toda a sociedade. As atitudes isoladas quando somadas tornam-se uma enorme bola de neve que, depois de posta na descida, só vai parar quando bater em algo e for destruída e, na maioria das vezes, antes de bater ela arrasta muitas coisas e provoca muita destruição. Quem me conhece sabe que não sou uma criatura que pratica religião, mas tenho fé e acredito nas palavras do Senhor e se todos nós ou, pelo menos, a maioria seguisse o mandamento trazido por Jesus o mundo seria bem melhor, esse mandamento é: Amar a Deus sobre todas as coisas e a teu próximo como a ti mesmo. Quando se ama alguem você não quer desagradar, então a conseqüência são atitudes positivas, e se você ama as pessoas assim como se ama não irá praticar nenhum mal contra ninguém e a conseqüência é não haver maldade, mas se você acha que esse papo de Deus é balela, não tem problema, eu uso outro argumento: Cuide dos seus, plante somente aquilo que quer colher pois tudo o que acontece conosco é conseqüência de atos anteriores, então pense antes de agir, lembre que permissividade não é sinônimo de amor e que quem tudo pode em casa cria a falsa idéia de que o mundo é assim, que nunca diz não e que pra ele tudo é possível e quando o mundo lhe nega algo ele vai tentar tomar a força e a resposta do mundo pode ser muito cruel, aí as lágrimas que deveriam ser derramadas por conta de um sorvete negado ou um passeio que não foi feito podem se transformar em prisão ou morte. É o que estamos assistindo todos os dias, jovens que tem tudo para serem a nata da sociedade sendo presos por condutas ilícitas ou mortos por se envolverem em brigas e pancadarias covardes. Você que é pai ou mãe , leia com atenção, reflita e mude enquanto ainda é tempo. Respeito, amor, frustrações, alegrias, dor, sofrimento, paz, prazer e outros sentimentos são inerentes à vida e cabe a nós pais dar a nossos filhos essas sensações e conhecimentos para mais tarde não chorarmos sobre os seus túmulos ou nos pátios das penitenciárias. Aqui em casa eu sempre digo: Pata de galinha não mata pinto, eu educo hoje para não chorar amanhã!